Evangelho Segundo a Vida [1] (186ª Poesia de um Canalha)

Data 11/09/2026 18:37:20 | Tópico: Poemas

Ser por saber escarnecer de cada passo dado
E deixar-te brotar da alma o adubo da vida
Em tal sensação de qu’o coração vai a trote
Puxado por vento sem medo de cantar o fado
Dedilhado a vozes nessa harmonia decidida
De gente feita de fogo que arde e ar quixote

Sair por aí a deambular entre céus e terras
Com velas abertas quais duas valentes mãos
Que levam cativo tanto mar que o mundo tem
E os homens tingidos por dementes guerras
Tidas em verbos e seus impropérios irmãos
No divino desdenho d’alguém quase ninguém

Sede tem o destino que sem tino foi à sorte
Por contados caminhos qu’o tempo escrevia
E escrevia por ter ness’alma nua e imortal
Cândida folha e pena que lhe trazi’a morte
E o nome d’este ou mais outro que a seguia
Perdido que ia esse qual nascido desigual



Este texto vem de Luso-Poemas
https://www.luso-poemas.net

Pode visualizá-lo seguindo este link:
https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=385800