Poemas : 

Evangelho Segundo a Vida [1] (186ª Poesia de um Canalha)

 
Ser por saber escarnecer de cada passo dado
E deixar-te brotar da alma o adubo da vida
Em tal sensação de qu’o coração vai a trote
Puxado por vento sem medo de cantar o fado
Dedilhado a vozes nessa harmonia decidida
De gente feita de fogo que arde e ar quixote

Sair por aí a deambular entre céus e terras
Com velas abertas quais duas valentes mãos
Que levam cativo tanto mar que o mundo tem
E os homens tingidos por dementes guerras
Tidas em verbos e seus impropérios irmãos
No divino desdenho d’alguém quase ninguém

Sede tem o destino que sem tino foi à sorte
Por contados caminhos qu’o tempo escrevia
E escrevia por ter ness’alma nua e imortal
Cândida folha e pena que lhe trazi’a morte
E o nome d’este ou mais outro que a seguia
Perdido que ia esse qual nascido desigual


A Poesia é o Bálsamo Harmonioso da Alma

 
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Alemtagus
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Enviado por Tópico
Rogério Beça
Publicado: 11/09/2026 22:19  Atualizado: 11/09/2026 22:19
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 Re: Evangelho Segundo a Vida [1] (186ª Poesia de um Canalha)\cheiramázedo
9. sobre o adjectivo quixote


estranha aventura, cavaleiro andante
cuja loucura apenas tu não vias,
por ideais de honra e utopias,
espalhar o bem a todo o instante

não existe moinho nem gigante,
só interesses, e páginas vazias
assinadas por reles porcarias,
andas perdido, sempre a montante

resta-te o consolo do tempo ido
e que a idade faça calar o canhão,
mas não deixas de brandir a espada

feita a brando continuar perdido,
tendo por guia esse bom coração,
mais nada


In Dez Sonetos da Guerra na Crimeia

De cheiramázedo

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