Ser por saber escarnecer de cada passo dado
E deixar-te brotar da alma o adubo da vida
Em tal sensação de qu’o coração vai a trote
Puxado por vento sem medo de cantar o fado
Dedilhado a vozes nessa harmonia decidida
De gente feita de fogo que arde e ar quixote
Sair por aí a deambular entre céus e terras
Com velas abertas quais duas valentes mãos
Que levam cativo tanto mar que o mundo tem
E os homens tingidos por dementes guerras
Tidas em verbos e seus impropérios irmãos
No divino desdenho d’alguém quase ninguém
Sede tem o destino que sem tino foi à sorte
Por contados caminhos qu’o tempo escrevia
E escrevia por ter ness’alma nua e imortal
Cândida folha e pena que lhe trazi’a morte
E o nome d’este ou mais outro que a seguia
Perdido que ia esse qual nascido desigual
A Poesia é o Bálsamo Harmonioso da Alma