
Evangelho Segundo a Vida [2] (187ª Poesia de um Canalha)
Data 13/09/2026 10:29:42 | Tópico: Poemas
| Caiu num chão a fome dos homens ainda nus Que esculpiam uma inteligência artesanal Feita por pontos finais sem traça genética Nesse tal distante olhar islamita de Jesus Pintando de ódio e de amor o bem e seu mal E de velhos horrores a origem cibernética
Choviam de novo lágrimas que ali ecoavam O cardápio desta vida contida não mudava Só mudava na cor do céu sua viril vil dor E as mulheres carpideiras que lá moravam A troco d’algumas moedas qu’o cego levava Para pagar a silenciosa viagem sem valor
Cantavam-lhe pássaros e outra ave canora Essa que tola esvoaçara aquém e além-mar E aí sob o estado louco da minha demência Diluída e espalhada pelo seu corpo a fora Poisou num promontório qu’adentra o mar E me trespassa este pedaço de resistência
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