Caiu num chão a fome dos homens ainda nus
Que esculpiam uma inteligência artesanal
Feita por pontos finais sem traça genética
Nesse tal distante olhar islamita de Jesus
Pintando de ódio e de amor o bem e seu mal
E de velhos horrores a origem cibernética
Choviam de novo lágrimas que ali ecoavam
O cardápio desta vida contida não mudava
Só mudava na cor do céu sua viril vil dor
E as mulheres carpideiras que lá moravam
A troco d’algumas moedas qu’o cego levava
Para pagar a silenciosa viagem sem valor
Cantavam-lhe pássaros e outra ave canora
Essa que tola esvoaçara aquém e além-mar
E aí sob o estado louco da minha demência
Diluída e espalhada pelo seu corpo a fora
Poisou num promontório qu’adentra o mar
E me trespassa este pedaço de resistência
A Poesia é o Bálsamo Harmonioso da Alma