
introito
Data 04/10/2026 16:12:27 | Tópico: Poemas
| não começa a peça de teatro após a morte do artista descansa no céu triste do estrado de madeira onde representa agora só os passos perdidos pelo senhor do tempo de algibeira rota
vamos vamos! o director apressado para a companhia desfeita que se faz tarde
pressa para a noite que não vem mais agora sem a figura deposta
juro que te hei de inventar na manhã dispersa de pássaros desafinados
(escasseia a organização)
juro que virás na forma consumada de borboleta não obstante os círculos negros das asas regressados da guerra.
ouçam, ouçam, foram-se os aviões voltou o director recomecemos como nunca tivéssemos interrompido
a cena montada, a cortina pronta a subir
e no centro, eminente sob o potente foco de luz
um cadáver recita um poema na língua dos mortos
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