BELVEDERE

Data 16/10/2026 12:47:40 | Tópico: Sonetos

BELVEDERE

Sem ti, sem sentido tenho andado.
Mas de noite, à luz pálida da lua, 
Sigo te procurando pela rua
Até topar mirantes, aluado...

E é a olhar para a lua extasiado, 
Que passo a madrugada em ânsia crua. 
Mais amiúde a pena então cultua, 
Teu rosto n’um sorriso enluarado.

Quem me vê não entende a devoção
Com que busco da lua o seu clarão,
Solitário, em noite alta, a versejar.

É que não podem ver tudo o que vejo:
Por sobre a lua branca de desejo,
Eis os teus olhos lindos a me olhar!

Belo Horizonte – 12 12 1991


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