Sonetos : 

BELVEDERE

 
Tags:  SONETOS 1991  
 
BELVEDERE

Sem ti, sem sentido tenho andado.
Mas de noite, à luz pálida da lua, 
Sigo te procurando pela rua
Até topar mirantes, aluado...

E é a olhar para a lua extasiado, 
Que passo a madrugada em ânsia crua. 
Mais amiúde a pena então cultua, 
Teu rosto n’um sorriso enluarado.

Quem me vê não entende a devoção
Com que busco da lua o seu clarão,
Solitário, em noite alta, a versejar.

É que não podem ver tudo o que vejo:
Por sobre a lua branca de desejo,
Eis os teus olhos lindos a me olhar!

Belo Horizonte – 12 12 1991


Ubi caritas est vera
Deus ibi est.


 
Autor
RicardoC
Autor
 
Texto
Data
Leituras
15
Favoritos
0
Licença
Esta obra está protegida pela licença Creative Commons
2 pontos
0
1
0
Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.

Links patrocinados