
Ode e o em verso
Data 31/10/2026 06:10:24 | Tópico: Poemas
| foram-se os dedos e mais o que for, é uma daqui dor de sombras e cedos
o que se me amputa, para além da mão é o céu e a razão, coisa felina e de gruta
vivo inesperado e sem surpresa, de nada à mesa persigo sem lado
cresce-me a fome de dar o troco, que me põe louco, que me consome
retaliar, doar o fel, armado sem arma, espero pelo karma se agarrar à pele
até a tinta da caneta extinta, jamais finita, ninguém acredita num maneta
Ó mulher, que me tiras do sério que por ti tudo digo e faço, que todo o mar, ele é poço, é rio, tudo posso contigo no braço
Ó mulher, tão cheia de mistério, que por ti revivo e me desgraço, guarda-me um lugar no cemitério e prolonga, além da vida, este laço
Ó mulher, qu’és para mim minério, ouro, diamantes e de aço e todo o precioso ar aéreo que a mim se liga, em tenro abraço
Ó mulher, o teu nome é impropério, a tua boca beijo, o corpo amasso, cometo o pecado do adultério, e o cometo sem remorso lasso
Ó mulher, por ti construo um império, procuro-o o mais perfeito, escasso, neste, ou no outro, hemisfério, de ti, não se compara um pedaço
Ó mulher, és o fruto mais etéreo, proibido, dona do teu espaço, par que se torna meu refrigério que me aumenta a vida e estuga o passo.
|
|