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Corpos Editora : Afoguei-me em ti
Enviado por jomasipe em 06/12/2009 10:46:03 (3392 leituras)
 
Preço unitário:
10 Euros
Corpos Editora

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A estrutura do livro é tripartida, formando uma estrutura tríplice, o número da criação. A capa do livro "Afoguei-me Em Ti" foi elaborada por adaptação de uma pintura de Joma Sipe entitulada Requiem II.



O primeiro capítulo “Os Dias Da Criação Ou O Depois De Ti” é composto por 12 poemas e aborda a emanação primordial da criação e o antes da Guerra Celestial e Interna que é amar egóicamente, é o antes do próprio começo, quando a unicidade era tudo o que existia e nada mais era necessário. Mas neste momento também surgem os medos e as carências e o domínio do ego prevalece, conduzindo à procura por mais algo que satisfaça, para além do que já existe.

O segundo capítulo “Os Dias Da Vida Ou O Contigo E O Sem Ti”, composto por 30 poemas, cada um intercalado por uma pausa, forma a triplicidade, dentro da estrutura, já, por si mesma, tríplice. Aí é retratado o mundo da existência e da perda, do ter e do não ter, do querer e do desejar e do nada haver, é a luta entre os opostos, sempre conseguindo e perdendo, um mundo de guerras internas pela supremacia do sentimento, para além da razão e dos mundos que deveriam ser como se quereria que fossem, mas que não são, mas que são o que são.

O capítulo final “Os Dias Do Apocalipse Ou O Depois De Ti”, também constituídos por 12 poemas, constituem o epílogo do sofrimento e da felicidade e libertação que existem para além da dor e da perda. As pausas em cada uma das estruturas poéticas formam o descanso, o interregno em que há um hiato, um pequeno e fugaz momento de libertação, das névoas mundanas e da obscuridade do próprio sentimento, envolvido pela dor. Nessa pausa observa-se a razão do sofrimento e da inutilidade deste, e de como o sofrimento está inerente a um mundo caótico de dor e ilusão, que forma a causa de toda a infelicidade dos seres. Este último capítulo, o “Apocalipse”, fala da destruição de mundos e ilusões, do abandono da perda ao seu próprio lar, deixando a dor, para procurar o céu da liberdade e, por fim, de um mundo de primordial felicidade, como existia no capítulo da “Criação”.

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