Publicidade
Utilidades
Consultar
Outros
Quem está aqui
235 visitantes online ( 7 na seção: Poemas Clássicos)
Lusuários: 1
Leitores: 234
Alessa,
mais...
Licença
Proteção anti-cópia
|
| João Cabral de Melo Neto : Bifurcados de "Habitar o tempo" |
| em 17/11/2011 17:13:25 (1507 leituras) |
 Viver seu tempo: para o que ir viver num deserto literal ou de alpendres; em ermos, que não distraiam de viver a agulha de um só instante, plenamente. Exceç~so aos desertos: o da Caatinga, que não libera o homem, como outros, para que ele imagine ouvir-se mundos ouvindo-se a máquina bicho do corpo; para que, só e entre coisas de vazio, de vidro igual ao do que não existe, o homem, como lhe sucede num deserto, imagine sentir outras coisas ao sentir-se; embora um deserto, a Caatinga atrai, ata a imaginação; não a deixa livre, para deixar-se, ser; a Caatinga a fere e a ideia-fixa: com seu vazio riste. . Ele ocorre vazio, o tal tempo ao vivo; e, como além de vazio, transparente, habitar o invisível dá em habitar-se: a ermida corpo, no deserto ou alpendre.
Desertos onde ir ver para habitar-se, mas que logo surgem como viciosamente a quem foi ir ao da Caatinga nordestina: que não se quer deserto, reage a dentes.
João Cabral de Melo Neto, em; "A educação pela Pedra e outros poemas" |
|
|
Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.
|
Login
Frases Célebres
Siga-nos
|