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Re: o dedinho vermelho
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28/9/2011 22:22
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tive agora um exemplo prático de que o zero não adiciona nem subtrai. próximo?

Criado em: 22/8/2014 16:17
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Re: o dedinho vermelho
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28/9/2011 22:22
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bom, a primeira alteração seria uma moderação ostensiva, com um número ímpar de usuários. casos-modelo de infração poderiam ser resolvidos sem consulta prévia entre eles, por exemplo.

incluiria alguns usuários também para a área de eventos e concursos. uma coisa boa seria o resgate constante de bons textos pouco lidos aqui do site, como fez certa vez o valdevinoxis.

deixar o luso em mãos capazes e constantes, colocando uma rotatividade nessa moderação, a fim de evitar o ranço que sempre fica quando alguém passa muito tempo na cadeira.

todos os administradores sofreram algum tipo de fricção pelo cargo e, por isso, creio que a rotatividade seria útil. considero também necessária por conta do caráter social do site: lidar com pessoas também desgasta.

não é por acaso que a helen disse que gostaria de ver tal e tal no lugar dela, pra saber como que é.

hoje o luso morre pela mediocridade, concordo, mas talvez um grupo pra fazer com que a crítica seja costumeira ajude neste sentido.

sei que alguns autores se afastaram por conta das farpas e das felpas, mas há uma mancheia por aqui bastante proeminente. a esses deve ser dado o destaque merecido. não pela quantidade de leituras/comentários, mas pela qualidade.

qualidade é subjetiva, sim, mas é possível saber, no geral, quem é bom e quem é ruim, quem é gênio e quem está crescendo. qualquer pessoa razoável consegue enxergar isso, creio eu.

o melhor exemplo que posso dar é um que acompanhei desde a chegada no site, que foi a marysantos, hoje uma das melhores que pairam aqui.

fico feliz que seu pensamento sobre a crítica tenha mudado e concordo: há críticas e há pedradas, mas a própria vida nos ensina a aceitar umas e desviar de outras.

grande abraço

Criado em: 22/8/2014 10:28
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Re: o dedinho vermelho
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28/9/2011 22:22
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cê sabe que nesses casos eu concordo plenamente com você, foto. quando digo que as insurgências foram dissipadas é porque não há, ou há muito pouca, objeção aos principais comentários, aos vícios de velhas encarquilhadas que dão doces e beijinhos aos netos, quando não caixas de bis.

se for pra remover a moedura anônima, que se remova logo tudo. já basta de agradar as patronagens, já basta desse tudo posso naquele que me patrocina.

coisas de quem é tão inseguro que qualquer pedrinha aparece uns três cristos pra dizer: quem nunca errou, que atire a primeira pedra.

é preciso atar os laços por aqui, ou desatá-los para ser visto.

mas é como o alex diz: o pessoal gosta de carne.

pra você ter uma idéia, os meus textos mais lidos neste site são os ferinos.

eu não sei, camarada, quatro anos dessa pisada me encheram o pacová, e toda vez que eu chego em "casa" tem uma barata nova na cama.

mas como já disse antes, nossas idéias são muito parecidas. e como foi dito antes pelo milton: sim, o alex tem também idéias similares.

por fim, repito: dêem-me carta-branca e este site sofrerá as alterações necessárias. com ou sem altercações.

Criado em: 21/8/2014 21:29
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Re: o dedinho vermelho
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já pararam pra pensar na palavra discórdia?

só pra constar, no meu dicionário tem

Citando:
s.f. Em que não há acordo; sem acordo; desacordo.
Falta de entendimento; com desavença; cizânia.


logo se vê que qualquer ferramenta utilizada pra "avaliar" um texto, no luso, é vítima de discórdia, caso pra desavença.

acaso há por aqui textos de vidro, pra não aguentar pedras nenhumas?

são todos obrigados a balançar a cabeça que nem um calango, positivando sempre qualquer grunhido rimado?

gostaria muito de saber quantos menores de idade há neste lugar: daí já poderia afunilar quantos são os birrentos.

sério, aqui nunca ninguém levou porrada.

que alegre bando de vencedores!

deixa estar, cacete! vai desfazer teu dia ter um texto negativado? já não basta terem dissipado quaisquer tentativas de insurgência, de opiniões sinceras sobre os textos?

quantos aqui teriam a empáfia de chegar num texto qualquer e dizer "não gostei"?

eu faria questão de sofrer uma devassa dessas nos textos que escrevi. heh

enfim...

Criado em: 21/8/2014 14:27
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Re: o dedinho vermelho
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"...e vós amais o que é fácil!"

Criado em: 18/8/2014 22:30
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Re: Sobre licença poética e afins,
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coloquei o texto aqui por ser o melhor espaço para suscitar a discussão. o assunto do tópico proposto pelo gustavo tem como melhor exemplo o texto do torres.

enfim, não acredito que o torres seja xenófobo, só foi e é mal interpretado.

Criado em: 2/7/2014 15:58
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Re: Sobre licença poética e afins,
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“a liberdade de expressão artística não se sujeita a controles estatais, pois o espírito humano, que há de ser permanentemente livre, não pode expor-se, no processo de criação, a mecanismos burocráticos que imprimam restrições administrativas, que estabeleçam limitações ideológicas ou que imponham condicionamentos estéticos à exteriorização dos sentimentos.”

a citação é do ministro celso de mello, em uma decisão sobre a obrigatoriedade do registro de músicos na ordem dos músicos do brasil, a omb.

à exceção de ofensas a um indivíduo, qualquer forma de expressão artística é válida, em minha opinião. no entanto, seria hipocrisia minha dar o mesmo suporte a obras pornográficas, pelo menos aqui no site. ainda assim, sabe-se que há espaços livres para obras desse caráter.

o luso traz em seu regulamento proibições a obras racistas, xenófobas, de conteúdo preconceituoso e etc.

acontece que a maioria das pessoas no luso tem dificuldade em decodificar a ironia e o sarcasmo, rapidamente tomando-os como ofensas pessoais.

a meu ver, em relação ao luso-poemas, talvez caiba ao autor de textos irônicos informar, antes ou depois de um texto, que este não é reflexo de sua opinião. em último caso, o autor poderia até explicar sua obra.

sobre o "putas brasileiras", li o texto diversas vezes e não o vejo como xenófobo. penso que o autor simplesmente utilizou um fato, a "invasão" de putas estrangeiras em seu país, para criticar a invasão da cultura brasileira em portugal, através de telenovelas e músicas da indústria cultural. o autor também critica o novo acordo ortográfico, que prejudica muito a língua portuguesa falada em portugal. pra mim é um texto triste, patriótico e raivoso contra o rumo que seu próprio país está tomando.

abraços

Criado em: 1/7/2014 13:41
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Re: Convite - Exposição de poemas de Sandra Fonseca
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puxa, sandroca, muito massa! fiquei feliz. se pudesse, com certeza eu ia, mas não deixe de nos trazer fotos.

beijones

Criado em: 26/6/2014 19:24
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Re: Sobre licença poética e afins,
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achei melhor colocar o texto do torres aqui, mesmo porque ele pode muito bem exigir que seja removido. ainda assim, não lhe vou pedir permissão porque nós dividimos a mesma amante: a palavra.


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As putas brasileiras

As putas brasileiras infestaram o meu país. Estão por toda a parte, até na minha sopa.
Povoam os classificados dos jornais com títulos como «Bundinha gulosa», «bum-bum apetitoso» ou «gostosona».
Atendem em apartamento ou nos clubes, ou em ambos.
Quando chega o verão é vê-las nas esplanadas dos snack-tascos, bebendo «chôpinhos», rindo solto e lançando charme para quem passa.
Acabaram com o negócio das putas nacionais. Menos exuberantes, menos roliças, mais caras.
Por acaso nunca fui às putas. Não sou homem para isso e já me chegam as que fui conhecendo ao longo da vida, sem anunciarem os seus serviços. Mas se fosse, nunca escolheria uma brasileira.
As putas brasileiras falam alto e mal. Não fazem concordâncias de nenhuma espécie…
«Tu, me ama, eu?», «eu te amo, tu», «são vinte pau»…
Soa-me bem melhor a caralhada da portuga de dentes fanados na beira da estrada. De meias e alma rota.
«-Ó filho, pára aqui que ta como toda, caralho!»
O Senhor Primeiro que nos fode a todos, não devia foder as nacionais. Devia proteger a classe. Dar-lhes a possibilidade de serem concorrenciais, verdadeiramente comunitárias.
As putas brasileiras frequentam as zonas de restauração dos centros comerciais e falam alto nos seus «celulares».
«-Oi amor, vem ter comigo no shopping»
«Quero te apresentar a Bruna. Tu vai gostar…»
As portuguesas atacam nas estradas esburacadas do meu país esburacado, têm dentes podres, que contrastam com a dentição muito branca das meninas do outro lado do mar.
Não evocam Deus em vão, «graças à Deus, né?», e chegam a pensar que por via da velha profissão acabarão no inferno.
Tenho esperança que as terras do Demo já estejam cheias de putas brasileiras, e que por caridade as mandem para o céu. Mereciam.
Espero até que o chifrudo já beba «chôpe», fale no «celular», «torça pelo escrete» e masque «chicrete» nessa altura.
Tenho mesmo a ilusão de que os políticos desta nação de merda, deixarão um dia de dar o cu em acordos linguísticos, salvaguardando a língua portuguesa falada em Portugal dos minetes feitos por conveniência.
Podemos ser só dez milhões, e metade ser analfabeto, mas putas brasileiras no meu «caurdo» é que não.
Podemos ser uns cabrões, convencidos que o que se faz lá fora é que é bem feito, que os outros é que são bons, mas pelo menos em questão de putas, como bons putanheiros que somos, saibamos escolher o que é nacional.
Estaremos a dar de comer aos filhos das putas, que não têm culpa nenhuma do filho da puta do país em que vivem.

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Criado em: 26/6/2014 7:23
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Re: Sobre licença poética e afins,
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bom, gustavo...

você coloca uma bomba nas mãos. a opinião "pessoal" - opinião pessoal é um pleonasmo comum - em texto só é estritamente necessária quando é do interesse do autor expor sua opinião. de resto, seja em prosa e em verso, tudo vale.

o autor, no entanto, precisa de amadurecimento pra saber que receberá as mais duras críticas para textos de caráter polêmico, como os que você citou. basta lembrar de nelson rodrigues.

um autor aqui utilizava (e ainda utiliza) uma ironia sutil como um florete, às vezes num estilo fogo-amigo, para criticar certos assuntos. se tiver oportunidade, leia "as putas brasileiras", do josé torres. se não encontrar, me procure: eu o tenho guardado.

o jaber, muitas vezes e já dito por ele mesmo em outros tempos, é extremamente ácido e já foi duramente atacado pelo pessoal do luso por conta de textos que, como ele mesmo disse, poderiam nem ser a verdadeira opinião dele.

mas você pergunta como um texto desses soaria aqui no luso. como já escrevi em tantos textos, e outros escreveram antes de mim, é preciso entender como a população deste site funciona: qualquer texto que atinja um certo nível de polêmica, que ultrapasse a barreira da moral e dos bons costumes será rejeitado, quando não for esquecido, ou seja, não tiver comentários e/ou leituras.

o luso funciona de uma maneira ultraconservadora. pra não fugir do assunto, recomendo o texto "manifesto anti-antas" e "fatos típicos". pode encontrá-los na minha página. ali você verá, de certo modo, minha opinião sobre o luso e seus habitantes. tenho outros, mas estes são os que reli hoje sem ver motivos para alterações.

o autor, de verso ou prosa, deve, acima de tudo(!), ser livre para escrever como bem entender, sobre o que bem entender. os que não aceitarem essa premissa não passam de velhos rabugentos que não gostam que lhes toquem nas pratarias.

livre da coleira moral, o autor é um além-homem. o problema é que quase não se consegue separar autor de obra. cá pra nós, se o sarney fosse, pra mim, um exímio poeta, até eu comprava seus marimbondos. ainda bem que eu achei uma merda. mas outros podem achá-lo bom o suficiente para ser imortal.

grande abraço, gustavo.

Criado em: 23/6/2014 15:40
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