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Re: Benzidos por uma luz maior
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24/7/2008 17:57
De Braga
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Acordou envolto num bafo cujo cheiro lhe pareceu a lagar de rosas a boiar em águas que lavaram pés dormentes, coçou a micose do cúbito, afastou para o lado a ressaca que o cobria, arrumou a tontura onde repousara a cabeça e mirou longamente a colher de ternura retinta de queimada, preparou o pequeno almoço ali mesmo aquecendo a colher em botija de gás preparando o mata-bicho que lhe afastariam as gonorreias cerebrais de que padecia. Pronto o caldo e devidamente sugado pela jinga enfiou a ponta da agulha narina acima, o que lhe deixou um sabor de bacon e ovos fritos no céu da boca, soube-lhe a caviar e arrotou uma fossa, cujo cheiro lhe lembrou a água de rosas que entornara no caldo.
Puxou do papel e da caneta que desenhava a carvão e lambeu uns arabescos nas margens de fora do arroto que tinha dado. Amarrotou a defecação e atirou-a ao passeio onde um transeunte distraído a abriu e pôde ler “muito amor ao mundo”, “deus na terra e Cristo no céu”, mais umas letras de um padre qualquer a quem passam a vida a chamar sábio, títulos de livros lidos e parangonas que tais. O transeunte amarrotou de novo o papel e como era adepto da reciclagem enfiou-o no vidrão mais próximo infectado da gripe da moda, virando também ele poeta dos sete costados com palavras que nunca dirá.


Criado em: 13/9/2017 11:47
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Re: Benzidos por uma luz maior
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24/7/2008 17:57
De Braga
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Olá "Sendo Luz Maior", a redacção da coluna social reparou que o Sr. postou algo diferente durante o fim de semana, preparou a resposta, mas hoje de manha deparou-se com 3 comentários que só continham reticências sem mais nada, por isso não escreveu a resposta ao seu gentil comentário com subjacências prometedoras, que nos dava a ler entrelinhas que seria o próprio altíssimo (leia-se Deus) a responder a esta redacção profana.
Mas como o nosso caro amigo, redactor profeta, comentou, depois apagou, depois comentou com reticências, ficamos à espera do seu comentário final, que sinceramente esperamos que não seja este, estávamos à espera de algo mais ao jeito do Apocalipse, ou na pior das hipóteses transformar-nos numa estátua de sal tal como a mulher de Jacob perante a visão de Sodoma e Gomorra em plena destruição. É que nós aqui também sabemos um pouco da Bíblia, somos maus o suficiente para isso tendo em conta o manual de maus costumes que é!
Ficamos então à espera da sua reposta final...

Um abraço de toda a redacção

Criado em: 19/6/2017 14:48
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Benzidos por uma luz maior
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24/7/2008 17:57
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Em jeito de prólogo temos que confessar que este foi talvez o trabalho mais difícil que encetamos até hoje na dissecação de um indivíduo. Em primeiro lugar pela qualidade de humildade que se auto atribui, depois pela capacidade de se auto divulgar e (tentar) se impor como o maior entre os pares, seja no que for.

Começa imediatamente pelo nick que escolheu ser conhecido: “Sendo Luz Maior”! Recordamos ainda as primeiras apresentações do rapaz com fotos em peito nu numa qualquer praia em aspecto orgulhoso traduzido por um sorriso engatatão que faria corar de inveja um qualquer galã de novela das 5. Ele não se limita a dizer que é “Luz”, não! Ele é “Luz Maior”, e mais… Ele não é, coloca o verbo no gerúndio e diz que é “sendo” como se fosse uma estrela no firmamento e como é “Maior” ultrapassa até a estrela polar, a lua… quiçá o sol!

Ao utilizar o verbo no gerúndio, “sendo”, ele eterniza-se na memória e na necessidade que nós, simples pecadores, temos de tão excelsa figura que se nos apresenta em todo o esplendor praticamente nu com sorriso de engatatão.

Tivemos curiosidade e fomos espreitar outras fotos e não nos enganamos na investigação! Tem uma foto em que ele aparece todo engravatado naquele estilo próprio de Bispo da IURD ou uma qualquer treta religiosa que se gosta de inventar lá por terras de Vera Cruz para roubar o dizimo ao povo já oprimido por uma politica decadente e em ultima esperança entrega o resto aos gatunos da igreja que os faz ajoelhar na esperança de um Deus que se esqueceu deles em tudo excepto numa coisa, enviar estes “anjos” que tudo curam: cancro, paralítico, cego, impotência, males de amor e inveja, tudo!

Fazem até ciclos de cura: “Esta semana vamos curar os paralíticos” ; “na próxima semana a corrente da fé vai resolver seus problemas económicos”, não sem antes, claro, resolver os problemas económicos do Bispo. Tem aqui uma dúvida: se eu for, imagina, paralítico e for numa corrente de fé, por exemplo, dos cegos os bispos mandam-me para a semana seguinte? Ou curam me ali na hora e eu fico com 4 olhos?

Ficamos intrigados aqui na redacção da coluna social, temos um amigo que perdeu um braço num acidente de mota, será que o bispo devolve o braço para ele? É que já vimos tudo o que é cura, na bíblia ou por esses charlatães de meia tigela mas nunca vimos eles devolverem a um amputado o que ele perdeu, nunca em tempo algum. Já vimos mentirosos pagos por eles carregarem a cadeira de rodas já curados da sua paralisia, cegos que ficam a ver, mas nunca vimos esses bispos fazer crescer um braço ou uma perna. São uns cómicos…! Mas sinceramente prefiro ver a “porta dos fundos”!

Ele é deus para cá, deus para lá… Dá a impressão que toma o pequeno-almoço todos os dias com o Barbudo lá de cima (porque será que desenham Deus sempre com longas barbas?), mas tem mais… O rapaz é “médium”! É um prodígio! E tem mais… ele não é “só” médium, ele é “MEDIUNICO”! Nossa! Assim você me mata! Ele não se limita a ser médium, é único!

Desenvolvemos a palavra e é uma coisa entre o médium e o único, ou seja ele é único no que faz ou pelo menos publicita-se assim! Mas depois pusemos os seres pensantes da redacção a pensar nesse desdobramento da palavra “mediúnico” e esse atrasado mental do Jaberdisse lembrou-se de algo revelador: “médium” mais “eunuco” também dá uma coisa parecida! Aqui deixamos ao livre arbítrio dos leitores que nós somos democratas, não impomos as nossas interpretações.

Demos também uma vista de olhos nos fóruns do rapaz, ele tem opiniões sobre tudo, com jeitinho ele é até conselheiro matrimonial, mesmo sendo “eunuco” de ideias no que ao sexo diz respeito claro!

Bem e agora falando sério, ele JÁ tem 56, sim 56 livros publicados com aquela mestria de escrita que todos podemos acompanhar e aquilatar no site, olhando nas últimas obras, ele tem agora uma série de frases e pensamentos, dele claro, com títulos esclarecedores da riqueza linguística da personagem: “Vermes”, “humildade é gado a matadouro”… Nossa! Mas então a humildade não devia ser uma característica do homem de Deus? Àh pois…está bem…quando a gente lê percebe que é só perante Deus que essa “humildade” existe, ou como ele diz “os meus joelhos dobram”. Pudera… é o nome dele que os bispos invocam para angariar o dizimo, têm que ter respeito. Tem aqui uma coisa fantástica, eles não agradecem ao morto de fome que lhes dá o último dinheiro que têm, eles agradecem a Deus pelo dinheiro que o descamisado lhes entregou!

Áh e ele tem um olho que tudo vê… Bem, devemos falar do olho do mocinho? Devemos? Bem, o jaberdisse diz a respeito disso que o dele é cego e só é utilizado em duas situações: quando vai à privada e quando dobra os joelhos para Deus… Fica numa posição apelativa e Deus não resiste… faz isso com todos os pobres e crentes quando lhes rouba o dizimo através desses bispos! Fode-os!

Havia tanto para falar desta sublime personagem mas falta nos o tempo e a vontade. Vamos ficar por aqui à espera que nos acuse de plágio por o ter citado neste pobre texto. É que o rapaz é plagiado por toda a internet, é triste isso! Tão bom escritor…tsc tsc tsc!

Sendo “mediunico” (naquela tradução besta do jaberdisse) ainda bem que se nos apresenta só de peito nu…imagina que tira foto de corpo inteiro… Assim nu… numa “eunicidade maior”!

Criado em: 15/6/2017 16:23
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Re: Faz-me lembrar a sacristia
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24/7/2008 17:57
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O site em si carece de reflexão que seja desvinculada do umbigo de cada um. Carece realmente de uma administração que seja mais operativa que interventiva, carece de participação, carece de humildade, tolerância e acima de tudo de bons textos.
O luso há uns anos atrás era realmente uma parte lúdica que nos ocupava as horas de ócio, com encontros, iniciativas culturais e uma verdadeira interacção dos utilizadores.
A partir de certa altura entrou uma administração que achou por bem fazer tábua rasa de tudo o que existia e que foi construído com sentido de dádiva e missão por alguns que realmente se dedicavam. Com uma visão facebookiana, dedos para cima, dedos para baixo, categorização ridícula dos colaboradores, ele é membros de honra, é lusos de ouro sem nunca se ter percebido realmente a que se devia essas distinções com mais ou menos estrelinhas. Com uma visão censória, coerciva e xenófoba tratou de arredar o mais possível os portugueses da equação. Dotada de uma desonestidade intelectual notória virou-se também para os colegas brasileiros que optavam por pensar pela própria cabeça, com perseguições e atropelos "acarneirando" a larga maioria dos utilizadores neste momento, nos quais claro também me incluo uma vez que continuo a ser colaborador. E finalmente reinou a paz... e reina ela sobre essa paz atingindo assim os seus objectivos que sempre procurou muito antes de ser administradora. Desde que a conheço que ela acalentava esse sonho de um dia ser administradora.
E nesse "vamos que vamos" fez do site algo medíocre que deixou de me orgulhar de pertencer! E passo temporadas que nem me lembro que existe.
A mediocridade foi paulatinamente substituindo o virtuosismo que se conseguia vislumbrar num ou noutro utilizador. Chegou a uma altura que os mais medíocres eram os mais lidos, porque eram os que melhor dominavam a ferramenta "facebookiana".
Textos "beras", sem qualidade começaram a pulular o site e nem uma correcção gramatical se podia fazer porque éramos logo apelidados de racistas e elitistas. Se fazíamos uma critica menos boa por mais educada que fosse, caia-nos o Carmo e a trindade em cima. àh cansei...
Não bati com a porta porque tinha preguiça de fazer o PDF com os meus textos e isto acaba por ser um deposito deles.
Antes de se pensar numa mudança ou acima de tudo em formas de revitalizar o site seria preciso que essa administradora saísse, nego-me a dar ideias sem uma demissão dessa senhora. Já fui vitima por tantas vezes das perseguições que me moveu que nem oensar em reflectir sobre isto com ela depois decidindo sobre as mesmas. Não era ela que dizia "vamos que vamos"? Então... Que vá!
Então depois sim, podem contar comigo para dar ideias, intervir na discussão, sempre como colaborador, até lá limito-me a vir aqui umas duas ou três vezes por ano matar saudades. E são muitas!

Viva a Liberdade!




Criado em: 12/4/2017 12:32
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Re: usuários do "contacte-nos"
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24/7/2008 17:57
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Por favor Caio, ajuda a Ivone buechata, desculpa boechat, senão ela apaga o blog dela aqui no luso e não podemos perder, sobretudo aquelas imagens animadas fantásticas que tanto contribuem para o anedotário lusesco. Pena que aquele texto que ela usa na assinatura dela, e depois aparece teimosamente e para mal dos meus pecados no fim de cada texto não se perceba a criação perfeita do tal deus perfeito, acaba em "um...". Proponho que se dê mais espaço à assinatura para ela poder postar ali os salmos de David. Quem sabe com sorte vem como brinde o sermão de Sto António aos peixes.
Ai, eu devo ter atirado pedras na cruz para merecer isto!

Criado em: 15/9/2016 16:47
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Re: Faz-me lembrar a sacristia
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24/7/2008 17:57
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Disse que não sabia quem era a administração... mas desconfio quem seja... Deve estar como Pilatos, tranquilamente a lavar as mãos...

Criado em: 1/9/2016 16:34
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Faz-me lembrar a sacristia
Colaborador
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24/7/2008 17:57
De Braga
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Bem, sei que se calhar já nem direito tenho a falar por aqui. Mas como sempre disse e repito, por cá ficarei até que alguém me expulse. Os meus pobres textos por aí andam, meus e de muitos.

Hoje por uma questão de curiosidade lembrei-me de vir espreitar. Ver se o site sempre cresceu como alguém aqui passava a vida a anunciar, já nem me lembro bem da lenga-lenga e agora estou com preguiça de espreitar esses textos antigos.

Não sei agora quem é a administração, sei quem era… e a pergunta vai directamente para essa administração: estão contentes com o que fizeram? Estão? Que bom…!

Assim de relance reparei que a ultima utilização do fórum já data de Fevereiro do corrente ano, ou seja faz 5 meses que ninguém vai lá… A esmagadora maioria dos posts ainda reportam ao ano de 2015 e... pasme-se de 2014!

Assim de relance dei-me ao trabalho de contar os textos postados nas últimas 24 horas: 31, 4 dos quais repetidos porque alguém se enganou (não vou fazer juízos de valores!). Ou seja cerca de 27 textos em 24 horas!!!!!!!!

Assim de relance reparei que entre visitantes e utilizadores (lusuários, odeio este termo!) estavam online cerca de 70 quando o normal por estas horas era estar acima dos 200!

Bem, até me podem dizer:
“áh, sabe que tem gente de férias, porque isto costuma estar a abarrotar de gente em fila para postar os poeminhas” – Tá bom, acredito… nem vou verificar a bondade da declaração ou justificação, mas… meses e meses sem nada no fórum? Isso não dá para enganar, não dá para justificar.

Dei também uma geral pelos ditos posts (estou a tentar abrasileirar o discurso para ser bem entendido!) e reparei que de portugueses a não ser a honrosa excepção do Rogério, nem vê-los.

A ditadura venceu pelos vistos, e agora como aqueles países pequeninos com ditadores grandes, ninguém ouve falar neles! Tipo Coreia do Norte, Birmânia (myanmar).
Há uma expressão que eu odeio, tanto que me digam como dizê-la quando a desgraça abate:
EU AVISEI!

Criado em: 1/9/2016 16:11
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Re: Sobre licença poética e afins,
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24/7/2008 17:57
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Olá Gel
Não tens que te justificar, tens direito à tua opinião, tens direito a expressá-la e, sublinho, a tua questão trazida ao fórum é muito pertinente.

E como qualquer questão que se traz aqui ainda que pertinente tem sempre uns debiques e que no caso até vem de encontro às tuas questões sobre separação do que escrevemos e do nosso “eu” pessoal que deve ser inatacável. O que o Caio escreveu e eu próprio pode ser rebatido, debatido, contestado. Tudo é passível disso quando escrevemos e temos que aceitar isso, eu aceito, e debato desde que balizado pela fronteira do respeito pessoal.

Por isso vamos dar um exemplo que veio à liça aqui neste tópico: eu posso dizer de algo que escreves, um texto, uma opinião, “ o seu texto é patético”! Ainda que virulento o comentário refere-se ao exercício da escrita da pessoa em causa, do autor. Mas se eu digo: “o senhor é patético” estou a faltar ao respeito à pessoa em si, à sua personalidade enquanto ser, a pegar em argumentos ausentes de substancia critica, fazendo o que é mais fácil. Ao dizer de algo que alguém escreveu que: “(…) defecou demais.
Ele está com diarréia.
Por favor, abaixe a tampa.”
É uma não crítica, é uma desvalorização primária, recorrendo a termos impróprios sem respeito pela pessoa, nem pelo que ela escreveu. É claro que depois no meu caso são ignoradas ainda que o seu comentário depois desse acto seja até adequado e bem posto. Mas como caiu nessa pobreza primária recebe aquilo que eu achei por bem dedicar a essas pessoas. O meu desprezo. Frases feitas de “porta da rua” e “coisa e tal” passam-me ao lado enquanto argumentos.

É essa a separação que tem de ser feita e só essa Gel, o respeito pela pessoa que escreve deve e tem de ser intocável, inatacável mas aqui pela falta de prática da tolerância, do uso da inteligência recorre-se ao insulto pessoal para atacar uma ideia contrária à nossa. Essa é a única fronteira da escrita, da crítica, da leitura, de tudo o que tiver a ver com literatura. Eu nunca desrespeitei ninguém aqui de forma pessoal, posso desrespeitar o que essa pessoa escreve, mas normalmente nem isso faço, discordo e coloco a minha contradição e isso é uma forma de escrita também, a abordagem do contraditório, o domínio escrito da interpelação, da discordância, enfim da argumentação. E tenciono continuar a fazer uso desse domínio e dessa prática. Porque isso é também um estilo de escrita e para mim um estilo que me é caro e do qual gosto muito.

Gostei que o Gel tivesse aberto este tópico e mais uma vez os meus parabéns por ele, é assim que o sítio cresce.

Abraço Gel

Criado em: 25/6/2014 15:43
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Re: Sobre licença poética e afins,
Colaborador
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24/7/2008 17:57
De Braga
Mensagens: 2802
Olá Gel
A tua dúvida é pertinente no actual estado de discussão do luso-poemas enquanto sitio livre de opiniões e ideias.
Há muitos recursos estilísticos na língua portuguesa, perfeitamente identificados, como metáforas, antíteses, hipérboles e até anáforas, perífrases, etc. Aqui há uns dias escrevi um texto em que suportei a crítica que me fizeram na defesa de um recurso estilístico, a anáfora, houve um(a) que ainda não percebi o género sexual, que veio dizer que não viu nenhuma anáfora! Eu não lhe respondi porque não respondo a pessoas que me faltaram ao respeito aqui no luso. A partir de uma certa altura de convivência decidi fazê-lo e quando alguém ultrapassa a civilidade, o respeito para comigo eu risco-a das minhas respostas e não lhe dou a mínima bondade nas suas opiniões sejam elas pertinentes ou não! Já não tenho nada a provar neste sítio, sou o que sou, trato todos com respeito e à falta de respeito não respondo da mesma forma. Risco essa pessoa, esse utilizador, essa personagem que se esconde atrás de um nome inventado, que confunde este sítio com as redes sociais. Já aqui disse eu a “lambidela” enquanto cumprimento por algo que gostamos é normal, já o compadrio é NOJENTO!

Isto serve de introdução para dizer que aqui no Luso pelo que me é dado observar os seus frequentadores mais comuns têm muito pouca cultura geral, para não dizer nenhuma, muito pouca noção do acto de escrever e ser lido e pior do que isso, não estão abertos a aprender, antes interessados numa espécie de ditadura de usos e costumes. Imagina por exemplo que eu digo mal do estado brasileiro, do “status quo” vigente baseado na corrupção altamente (e vocês brasileiros não têm noção disso) noticiado pela europa. De imediato vem uma trupe de circo de cabritos andantes e burros de crina branca dizer que eu sou racista, xenófobo e o diabo a quatro. Imagina também e vou ter que o dizer, eu, um confesso admirador da cultura brasileira, ainda há uns dias assisti a Maria Gadú, digo que o actual estado do luso se deve a uma administradora, ela sim xenófoba, que se dedicou a escorraçar o máximo de portugueses que conseguiu. Abrasileirou isto no pior que a palavra pode conceber em si, com utilizadores que se sentem confortáveis aqui para editar o pior que já li, escrito num português abrasileirado, sem o mínimo de respeito pela língua pátria. Pior do que isto, há muitos e bons escritores brasileiros que saíram, outros que são pura e simplesmente ignorados, só porque não participam neste compadrio nojento instaurado.

E é assim caro Gel que a tua pergunta é pertinente. Quem escreve só pelo prazer de ser lido de uma forma espontânea usa dos recursos estilísticos que mencionei como arte é ignorado na área de textos, e insultado no fórum se coloca a sua opinião de forma franca e livre. Eu agora já muito pouco sou insultado mesmo no fórum mas não é por falta de vontade, é por medo de cair nas tramas da “coluna social”, uma ferramenta que encontrei para ser lido sem ter que andar a “lamber” ninguém, e o número de leituras está aí. Devo ser o autor mais lido do sítio! Eu aceito que ataquem as minhas ideias, que as discutam, que as coloquem à prova, não aceito ser insultado pessoalmente com referencias até pessoais relativamente a doenças como já me aconteceu aqui, ou com referência aos meus filhos porque a cobardia de quem se esconde atrás de um “nick” é infindável. E é essa a separação que tem de existir logo à partida, a liberdade que eu tenho de escrever e usar de todas as ferramentas que a literatura me põe à disposição.

Aqui há uns tempos coloquei um texto todo escrito em “pronúncia brasileira” que me foi apagado e eu pergunto, se cerca de 80% dos autores não respeita a língua fundamental, escreve aberrações como já li aqui em expressões como: “naum”, o autor queria dizer “não”; “tô” o autor queria dizer “estou”; “vamo” o autor queria dizer “vamos”; “ti amo” o autor queria dizer “te amo” ou na forma correcta “amo-te”, mas aqui é das coisas que temos de entender como diferentes entre as duas realidades culturais, o que não se admite é o “ti” em vez do “te”; “filmi”, o autor queria dizer “filme”. Eu podia preencher uma página inteira assim só de memória dos erros que vemos quando abrimos a página inicial e nos dedicamos só a ler os títulos. Foram os custos da “abrasileirização” a todo o custo deste “saite” (o autor quer dizer site). Esse texto apagado, eu perguntei porque mo apagaram. Será que não tenho o direito de escrever como os restantes 80% dos utilizadores do sitio? Não, não me perguntes quem apagou o texto, tu sabes!

Há uma cultura também ela brasileira de “pouca democracia” aliás patente na forma como as cargas policiais são feitas aí no brasil, algo incongruente aqui na europa e o que essa administradora andou a fazer, lançar gás pimenta nos olhos do manifestante já manietado e devidamente preso pela policia. (eu podia agora fazer uma prelecção do Lula, das suas promessas, do quanto intoxicou o povo, e agora segue (o seu partido, o PT com a execrável Dilma) uma politica espúria de defesa dos grandes patrimónios em prejuízo do povo que o elegeu.

E é como nos sentimos aqui, manietados e presos e para cumulo ainda nos lançam gás pimenta, com cortes, exclusões, castigos, suspenções e a carga ligeira de cabritos andantes e burros de crina branca quais mochos de olhos arregalados, sem a mínima noção de escrita, de leitura, acima de tudo de LEITURA! Não compreendo como alguém se intitula POETA e não sabe interpretar uma obra, um simples texto e na tentativa de o interpretar desenvolve uma opinião escatológica sobre o assunto. Mas foi esse o sítio que durante a ausência do Trabis se fabricou durante cerca de dois anos, e o resultado está à vista.

Assim meu caro Gel, na minha opinião, a resposta à tua questão tem vários nomes: Liberdade, Tolerância, Compreensão, Espirito aberto. Veste essas vestes e serás capaz de exercer o teu livre direito de crítica, de análise e se errares meu caro Gel, não te preocupes, estamos sempre a errar.

Criado em: 24/6/2014 16:28
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Re: [1] "prá" honra do membro.(bem duro!)
Colaborador
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24/7/2008 17:57
De Braga
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Bem, pela seriedade do tema, abandono o papel de “redactor chefe” da coluna, para dar mais seriedade à minha opinião relativa ao assunto em questão, que não… Não é a porcaria do concurso! É muito mais vasto, mais abrangente e remete-nos para a própria essência do mesmo. O Luis (Aquazulis) tocou, não sei se por querer, na verdadeira essência da questão com algo que dizia que “não via mal nenhum na lambidela e no compadrio”! No tocante a essa questão dizer que lambidela existirá sempre, temos as nossas amizades, pessoas de quem gostamos mais e menos e não somos todos capazes de ultrapassar isso para fazer uma crítica eficaz, mas podemos fazer como fez por exemplo a Rosa, chamar a atenção, nada lhe caiu a ela nem a mim, e sinceramente estava farto e cheio de saber o facto em questão, uma distracção bem vista e bem chamada à atenção.

O que eu não posso (mas nem por força de expulsão deste site que tanto gosto!) é concordar com o Luís no que respeita ao compadrio. Só a palavra em si é feia e nunca, mas mesmo nunca, a poesia como ele alude poderá respirar saúde acobertada por esse compadrio miserável. Nunca mas mesmo nunca eu votaria num poema medíocre só porque feito por alguém de quem eu gostasse. Nunca mas mesmo nunca eu iria dizer de um poema medíocre que era “lindo” só porque foi feito por alguém dos meus gostos e muito menos o faria para ele me devolver esse cumprimento. Isso além do execrável nome de compadrio tem outros mais feios ainda e “nojento” não está longe do que penso do assunto. Por isso meu caro Luís, tratando-te por “tu” como pretendes tu perdes muito do que fazes na área de poemas enquanto personalidade por aquilo que defendes aqui, ainda que lhe chames palhaçadas.

Depois dizer-te, sim a ti Luís, que a seriedade não tem só a ver com vida e morte, aquilo que fazemos enquanto somos vivos será uma soma da forma como seremos lembrados depois de mortos, e eu não gostaria de ser lembrado como alguém ligado a qualquer espécie de compadrio, incúria, preguiça, usura, incompetência, etc, etc etc! Agora se me disseres que isto (o lusopoemas) não é nada de importante em termos de vida vivida eu concordo contigo, isto não passa de uma forma de passar tempo, mas mesmo assim, vamos fazê-lo de uma forma séria!

Acrescentar-te que tens que ter algum cuidado na tua argumentação porque inadvertidamente cais em algumas armadilhas. O tratar-te por “você” não era destinado a ti,(eu estava sempre a ver quando tocavas nesse assunto) antes a tentar criar uma ponte entre os ditos “colaboradores” e os tais “luso de ouro” e “membros de honra” que ostentam esses títulos através desse compadrio que tu “não vês mal nenhum”! Foi feito propositadamente para isso, que se vires trato toda a gente aqui por “Tu”. Eu sei que a culpa não é tua, limitas-te a jogar o jogo, e jogas bem não há dúvida disso, mas aquilo que escreves é diametralmente oposto ao que depois defendes aqui e isso é uma pena. Retira-te muito mérito ainda que te desfaças numa falsa modéstia de camponês. És um dos bons escritores aqui, não me custa dizê-lo antes pelo contrário, mas como pessoa no perfil que ostentas perdes muito no aspecto artístico porque não buscas ser melhor, já te achas bom nessa miséria nojenta de compadrios em que entraste. E é só ler os teus comentários por aí para quem quiser comprovar isso, e acima de tudo, a quem dedicas esses comentários. Depois vens feito casanova defender a honra das ofendidas. Circo? Contorcionistas, malabaristas? Truques? Os termos são todos teus!
Gel e Caio, considero as vossas opiniões válidas, claro, mas não me debruço sobre isso. Lembro-me de concursos aqui com regras muito claras sem direito a esses compadrios (sublinho o miserabilismo do termo), ainda tem gente aqui pertencente a essa administração. Eu não sou administrador, nem nunca o serei e há neste momento um longo trabalho a calcorrear para a credibilização do sítio antes de se pensar em concursos. Esse caminho feito, e de certeza não faltarão ideias para levar a cabo esses concursos de uma forma isenta e credível, e aí sim, quem for o eleito que seja um “membro de honra”. Essa medalha encherá de orgulho os utilizadores como me encheu de orgulho o ultimo aqui feito nesses preceitos e quem ganhou foi o Carlos Teixeira Luís com o meu voto também.

Parece-me que até isso lhe tiraram… O titulo!

(Luís, sai da caixa, vê quem é o autor mais lido aqui do site, sem lambidelas e sem compadrios! Também sei jogar o jogo!)

Abraço (sincero) aos três e agradecido por mais um texto!

Criado em: 16/6/2014 23:30
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