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Re: usuários do "contacte-nos"
Colaborador
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24/7/2008 17:57
De Braga
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Por favor Caio, ajuda a Ivone buechata, desculpa boechat, senão ela apaga o blog dela aqui no luso e não podemos perder, sobretudo aquelas imagens animadas fantásticas que tanto contribuem para o anedotário lusesco. Pena que aquele texto que ela usa na assinatura dela, e depois aparece teimosamente e para mal dos meus pecados no fim de cada texto não se perceba a criação perfeita do tal deus perfeito, acaba em "um...". Proponho que se dê mais espaço à assinatura para ela poder postar ali os salmos de David. Quem sabe com sorte vem como brinde o sermão de Sto António aos peixes.
Ai, eu devo ter atirado pedras na cruz para merecer isto!

Criado em: 15/9/2016 16:47
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Re: Sobre licença poética e afins,
Colaborador
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24/7/2008 17:57
De Braga
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Olá Gel
Não tens que te justificar, tens direito à tua opinião, tens direito a expressá-la e, sublinho, a tua questão trazida ao fórum é muito pertinente.

E como qualquer questão que se traz aqui ainda que pertinente tem sempre uns debiques e que no caso até vem de encontro às tuas questões sobre separação do que escrevemos e do nosso “eu” pessoal que deve ser inatacável. O que o Caio escreveu e eu próprio pode ser rebatido, debatido, contestado. Tudo é passível disso quando escrevemos e temos que aceitar isso, eu aceito, e debato desde que balizado pela fronteira do respeito pessoal.

Por isso vamos dar um exemplo que veio à liça aqui neste tópico: eu posso dizer de algo que escreves, um texto, uma opinião, “ o seu texto é patético”! Ainda que virulento o comentário refere-se ao exercício da escrita da pessoa em causa, do autor. Mas se eu digo: “o senhor é patético” estou a faltar ao respeito à pessoa em si, à sua personalidade enquanto ser, a pegar em argumentos ausentes de substancia critica, fazendo o que é mais fácil. Ao dizer de algo que alguém escreveu que: “(…) defecou demais.
Ele está com diarréia.
Por favor, abaixe a tampa.”
É uma não crítica, é uma desvalorização primária, recorrendo a termos impróprios sem respeito pela pessoa, nem pelo que ela escreveu. É claro que depois no meu caso são ignoradas ainda que o seu comentário depois desse acto seja até adequado e bem posto. Mas como caiu nessa pobreza primária recebe aquilo que eu achei por bem dedicar a essas pessoas. O meu desprezo. Frases feitas de “porta da rua” e “coisa e tal” passam-me ao lado enquanto argumentos.

É essa a separação que tem de ser feita e só essa Gel, o respeito pela pessoa que escreve deve e tem de ser intocável, inatacável mas aqui pela falta de prática da tolerância, do uso da inteligência recorre-se ao insulto pessoal para atacar uma ideia contrária à nossa. Essa é a única fronteira da escrita, da crítica, da leitura, de tudo o que tiver a ver com literatura. Eu nunca desrespeitei ninguém aqui de forma pessoal, posso desrespeitar o que essa pessoa escreve, mas normalmente nem isso faço, discordo e coloco a minha contradição e isso é uma forma de escrita também, a abordagem do contraditório, o domínio escrito da interpelação, da discordância, enfim da argumentação. E tenciono continuar a fazer uso desse domínio e dessa prática. Porque isso é também um estilo de escrita e para mim um estilo que me é caro e do qual gosto muito.

Gostei que o Gel tivesse aberto este tópico e mais uma vez os meus parabéns por ele, é assim que o sítio cresce.

Abraço Gel

Criado em: 25/6/2014 15:43
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Re: Sobre licença poética e afins,
Colaborador
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24/7/2008 17:57
De Braga
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Olá Gel
A tua dúvida é pertinente no actual estado de discussão do luso-poemas enquanto sitio livre de opiniões e ideias.
Há muitos recursos estilísticos na língua portuguesa, perfeitamente identificados, como metáforas, antíteses, hipérboles e até anáforas, perífrases, etc. Aqui há uns dias escrevi um texto em que suportei a crítica que me fizeram na defesa de um recurso estilístico, a anáfora, houve um(a) que ainda não percebi o género sexual, que veio dizer que não viu nenhuma anáfora! Eu não lhe respondi porque não respondo a pessoas que me faltaram ao respeito aqui no luso. A partir de uma certa altura de convivência decidi fazê-lo e quando alguém ultrapassa a civilidade, o respeito para comigo eu risco-a das minhas respostas e não lhe dou a mínima bondade nas suas opiniões sejam elas pertinentes ou não! Já não tenho nada a provar neste sítio, sou o que sou, trato todos com respeito e à falta de respeito não respondo da mesma forma. Risco essa pessoa, esse utilizador, essa personagem que se esconde atrás de um nome inventado, que confunde este sítio com as redes sociais. Já aqui disse eu a “lambidela” enquanto cumprimento por algo que gostamos é normal, já o compadrio é NOJENTO!

Isto serve de introdução para dizer que aqui no Luso pelo que me é dado observar os seus frequentadores mais comuns têm muito pouca cultura geral, para não dizer nenhuma, muito pouca noção do acto de escrever e ser lido e pior do que isso, não estão abertos a aprender, antes interessados numa espécie de ditadura de usos e costumes. Imagina por exemplo que eu digo mal do estado brasileiro, do “status quo” vigente baseado na corrupção altamente (e vocês brasileiros não têm noção disso) noticiado pela europa. De imediato vem uma trupe de circo de cabritos andantes e burros de crina branca dizer que eu sou racista, xenófobo e o diabo a quatro. Imagina também e vou ter que o dizer, eu, um confesso admirador da cultura brasileira, ainda há uns dias assisti a Maria Gadú, digo que o actual estado do luso se deve a uma administradora, ela sim xenófoba, que se dedicou a escorraçar o máximo de portugueses que conseguiu. Abrasileirou isto no pior que a palavra pode conceber em si, com utilizadores que se sentem confortáveis aqui para editar o pior que já li, escrito num português abrasileirado, sem o mínimo de respeito pela língua pátria. Pior do que isto, há muitos e bons escritores brasileiros que saíram, outros que são pura e simplesmente ignorados, só porque não participam neste compadrio nojento instaurado.

E é assim caro Gel que a tua pergunta é pertinente. Quem escreve só pelo prazer de ser lido de uma forma espontânea usa dos recursos estilísticos que mencionei como arte é ignorado na área de textos, e insultado no fórum se coloca a sua opinião de forma franca e livre. Eu agora já muito pouco sou insultado mesmo no fórum mas não é por falta de vontade, é por medo de cair nas tramas da “coluna social”, uma ferramenta que encontrei para ser lido sem ter que andar a “lamber” ninguém, e o número de leituras está aí. Devo ser o autor mais lido do sítio! Eu aceito que ataquem as minhas ideias, que as discutam, que as coloquem à prova, não aceito ser insultado pessoalmente com referencias até pessoais relativamente a doenças como já me aconteceu aqui, ou com referência aos meus filhos porque a cobardia de quem se esconde atrás de um “nick” é infindável. E é essa a separação que tem de existir logo à partida, a liberdade que eu tenho de escrever e usar de todas as ferramentas que a literatura me põe à disposição.

Aqui há uns tempos coloquei um texto todo escrito em “pronúncia brasileira” que me foi apagado e eu pergunto, se cerca de 80% dos autores não respeita a língua fundamental, escreve aberrações como já li aqui em expressões como: “naum”, o autor queria dizer “não”; “tô” o autor queria dizer “estou”; “vamo” o autor queria dizer “vamos”; “ti amo” o autor queria dizer “te amo” ou na forma correcta “amo-te”, mas aqui é das coisas que temos de entender como diferentes entre as duas realidades culturais, o que não se admite é o “ti” em vez do “te”; “filmi”, o autor queria dizer “filme”. Eu podia preencher uma página inteira assim só de memória dos erros que vemos quando abrimos a página inicial e nos dedicamos só a ler os títulos. Foram os custos da “abrasileirização” a todo o custo deste “saite” (o autor quer dizer site). Esse texto apagado, eu perguntei porque mo apagaram. Será que não tenho o direito de escrever como os restantes 80% dos utilizadores do sitio? Não, não me perguntes quem apagou o texto, tu sabes!

Há uma cultura também ela brasileira de “pouca democracia” aliás patente na forma como as cargas policiais são feitas aí no brasil, algo incongruente aqui na europa e o que essa administradora andou a fazer, lançar gás pimenta nos olhos do manifestante já manietado e devidamente preso pela policia. (eu podia agora fazer uma prelecção do Lula, das suas promessas, do quanto intoxicou o povo, e agora segue (o seu partido, o PT com a execrável Dilma) uma politica espúria de defesa dos grandes patrimónios em prejuízo do povo que o elegeu.

E é como nos sentimos aqui, manietados e presos e para cumulo ainda nos lançam gás pimenta, com cortes, exclusões, castigos, suspenções e a carga ligeira de cabritos andantes e burros de crina branca quais mochos de olhos arregalados, sem a mínima noção de escrita, de leitura, acima de tudo de LEITURA! Não compreendo como alguém se intitula POETA e não sabe interpretar uma obra, um simples texto e na tentativa de o interpretar desenvolve uma opinião escatológica sobre o assunto. Mas foi esse o sítio que durante a ausência do Trabis se fabricou durante cerca de dois anos, e o resultado está à vista.

Assim meu caro Gel, na minha opinião, a resposta à tua questão tem vários nomes: Liberdade, Tolerância, Compreensão, Espirito aberto. Veste essas vestes e serás capaz de exercer o teu livre direito de crítica, de análise e se errares meu caro Gel, não te preocupes, estamos sempre a errar.

Criado em: 24/6/2014 16:28
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Re: sugestão para crítica aos textos/poemas
Colaborador
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24/7/2008 17:57
De Braga
Mensagens: 2803
isso é mais uma incongruência de índole facebookiana que só quem o colocou à disposição é que compreende. também tenho um "amigo" que estando online quando edito um texto vem a correr colocar essa coisa do dedinho. pronto... mais uma cobardia. só não percebo porque não vai lá dizer do que não gosta e porquê. podia aprender algo com ele. é como digo, burros de crina branca, é o que é...

Criado em: 20/5/2014 22:30
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Re: sugestão para crítica aos textos/poemas
Colaborador
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24/7/2008 17:57
De Braga
Mensagens: 2803
considero que este tipo de intervenções da "porra" não trazem nada de novo e é este tipo de irascibilidade que deve ser irradiada do sitio. Gostei da intervenção do Gel, independentemente de concordar ou discordar, porque é feita com elevação, respeito e espelhando a sua opinião. Acho que é a esse nível que os debates, sempre necessários se devem consubstanciar. Da minha parte, encerro o debate aqui por respeito às pessoas que com quem falei, o Aquazulis e agora o Gel que interveio (e que na minha opinião com argumentos bem dados) porque quando a discussão atinge este tipo de nível é como digo, deixar ficar lá o escarro para que manche de vergonha quem o proferiu.

Abraço

Criado em: 19/5/2014 12:50
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Re: sugestão para crítica aos textos/poemas
Colaborador
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24/7/2008 17:57
De Braga
Mensagens: 2803
eu já fui à TUA página, aliás vou lá muitas vezes... agora lê e vê se insulto ou faço algo assim tão horrendo.
aqui há uns tempos comentei a Ângela (espero que ela não se importe que diga o nome dela aqui) num poema dela que considerei bonito numa simplicidade que me agrada, comentei e fiz apenas um reparo à pontuação que tornava algumas ideias pouco perceptíveis. Acho que ao fazê-lo ajudei a Angela, não a senti aborrecida por isso. é destas coisas que falo. ao interagirmos desta forma crescemos, com as opiniões uns dos outros em vez de nos encresparmos devíamos interagir e deixar as declarações de amor e de amizade eternas para sítios mais convencionais e criados para o efeito. Assim estaríamos a ajudar o sitio a crescer realmente em qualidade.
Se alguém te fizer uma critica do género: "este poema é uma merda", ignora o individuo, deixa lá ficar o comentário para que seja como um escarro da pessoa que o profere e testemunhe o ridículo dele. Porque quem não respeita os outros é ridículo, burros de crina branca, e ridículos e burros, infelizmente, há em todo o lado!

Abraço Luís

Criado em: 18/5/2014 11:16
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Re: sugestão para crítica aos textos/poemas
Colaborador
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24/7/2008 17:57
De Braga
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Se o Luis não quer, nega-se a responder-me acusando-me até de ser Juiz (repare que nos dias que correm isto é quase um insulto, brincadeira!)a responder a estas questões:

"- Partindo do princípio que o tinha comentado nesse teor qual o comentário que lhe daria algo?
- Partindo do princípio que o tinha comentado acha realmente o Luís que eu como leitor não tenho bagagem intelectual e de conhecimentos para lhe dirigir uma crítica como essa? Será que eu na sua opinião não tenho “valor para dela fazer uso?””.

Como quer o Luís, partindo de toda a sua retórica plasmada aqui nos comentários a este tópico, que eu o faça de forma livre e espontânea?

Essa critica eu já lhe disse aqui, a um dos seus textos, não a coloquei porque reparei que os que o tinham comentado antes não o leram e fizeram copy-past de outros comentários para a "SUA" página, por isso lhe pus essas questões, era essencial que me respondesse para avalizar até da sua coerência entre o que faz e o que escreve. Como prefere não me responder eu também retiro as minhas conclusões relativamente à sua afirmação lapidar do "valor para dela fazer uso". neste caso por "dela" leia-se a palavra.

Abraço Luís

Criado em: 18/5/2014 10:42
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Re: sugestão para crítica aos textos/poemas
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24/7/2008 17:57
De Braga
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Luís

Se foste tu (desconfiei que sim) o dito está bem urdido. (isto é uma crítica). quando aludes interrogativamente a uma postura judicial minha (uma crítica tua!), respondo-te que não sou juiz nem tenho nada a provar. Estava a tentar debater, nos debates questiona-se as opiniões alheias (esta é a minha defesa à tua crítica). Mas já me apercebi que tens dificuldade em debater com lisura.
Na tua defesa prévia a uma eventual crítica minha dizer-te que estás enganado, posso sim ir lá comentar (à tua página) com elogios mas fundamentados de quem leu. (também será uma crítica!)
Quanto ao que dizes ser a tua página, a página não é tua, é de todos. Aqui ninguém tem página, tem um perfil e expõe com esse perfil, a página é uma e é de todos!

Abraço Luís (sempre a respeitar-te!)

Criado em: 17/5/2014 22:24
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Re: sugestão para crítica aos textos/poemas
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24/7/2008 17:57
De Braga
Mensagens: 2803
Luis,

Não deve passar entre os pingos da chuva num debate evitando as questões com saídas airosas de frases feitas por “não sei quem”.
Eu pus-lhe questões directas:
“E podia continuar por aí a dar exemplos! Agora responda-me por favor:
- Partindo do princípio que o tinha comentado nesse teor qual o comentário que lhe daria algo?
- Partindo do princípio que o tinha comentado acha realmente o Luís que eu como leitor não tenho bagagem intelectual e de conhecimentos para lhe dirigir uma crítica como essa? Será que eu na sua opinião não tenho “valor para dela fazer uso?””
Para além de não me responder às questões que lhe pus que me parecem pertinentes, no seguimento dos seus muitos comentários a este tópico mas tenho que dizer pouco sumarentos em termos de substancia com ideias repetidas e repetitivas, (isto é um critica!) esperava do Luís um comentário à afirmação que centra todo o conteúdo da minha argumentação:
“Este é um sítio para se crescer e só crescemos com a crítica, construtiva claro, mas que nem sempre é aquilo que desejamos ouvir e se lhe fizerem uma crítica que não concorda, rebata, argumente, defenda o que é seu, troque ideias, ou usa anteolhos? Um sítio destes é também um espaço de argumentação. A escrita é também argumentação e tenho-lhe a dizer, é um género que gosto muito! Não tenho problemas nenhuns em encarar um debate sério de ideias discordantes atacando sempre a ideia e nunca quem a pronúncia. O respeito pelo Autor acima de tudo!”

Quanto à sua afirmação: “mas há que respeitar a maioria que rejeita a crítica aos seus textos.”, só comentar que para essas pessoas por muito que lhes custe este não é o lugar delas. Este é um espaço de exposição, quem expõe sujeita-se à crítica. SE eu for lá e disser: “isto é lindo” exerço o meu direito de critica. E deve-se dizer, falar, discordar, concordar, treinar o uso da palavra. Será que é tal difícil perceber isso? ESTE É UM SITE DE ESCRITA! E por escrita está tudo inerente, o escrever, o ler, o interpretar, o criticar, tudo é intrínseco ao acto de escrever. Não quer ser criticado, deixe-se estar pelo facebook, faça um blogue pessoal, tantas coisas onde pode andar e fazer!
Eu reparo por exemplo que sempre que uma pessoa (não vou dizer quem é!) está online, no momento em que coloco um texto, aparece de imediato um “dedinho para baixo” nesse texto. Mas não seria muito mais honesto essa pessoa ir lá comentar e dizer o que não gosta no texto? Qual é o problema? Ou será que não gosta de mim? Isso já é desonesto. É o que essa pessoa é, desonesta intelectualmente! Mas é tão desonesta ela(e) como as pessoas que lhe deixam esses comentários regurgitados iguais uns aos outros indiferentemente daquilo que lêem. Não seja desonesto Luis. Não me desiluda!

Abraço Luís

Criado em: 17/5/2014 19:17
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Re: sugestão para crítica aos textos/poemas
Colaborador
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24/7/2008 17:57
De Braga
Mensagens: 2803
Boa tarde Luís e restantes comentadores deste tópico.

Eu acho que, escalpelizando e levando à sua máxima interpretação esse seu comentário, o Luís não sabe o que é critica e desrespeita os leitores inclusive os seus (nos quais me incluo!). Não o remetendo para uma explicação de dicionário ou “googliana” esclarecer-lhe que critica é um acto de pensar sobre algo numa primeira análise, ou bem ou mal, construtivo ou destrutivo, tudo é encarado como critica. Eu sigo de certa forma bastantes utilizadores, o Luís é um deles, e sou antes de ser utilizador do site um leitor compulsivo, fumar e ler são os meus maiores vícios e como leitor exerço sobre o que leio um acto de critica. Ao dizer que adoro “os Lusíadas” estou a exercer um acto de crítica. Ao dizer que reconheço a qualidade no género de Florbela Espanca, mas não é uma leitura que me atrai, é um acto de crítica, pese embora reconhecer-lhe os méritos. Está-me a seguir Luís? Pronto, e agora falando por exemplo da sua escrita, eu gosto dela de uma forma geral. Aqui há uns tempos ao ler um poema seu estive para comentar o seguinte: “gostei de cada uma das metáforas em separado, muito bem construídas, não gostei da catadupa das mesmas, umas atrás das outras. Achei que devia ter dado ao leitor um espaço de meditação numa escrita mais escorreita e menos rebuscada. Assim ficou quase como aqueles filmes de acção que passam de uma cena de pancadaria para outra sem dar descanso ao leitor. A base de inspiração é bela o suficiente para que se use a máxima de culinária: “quando os produtos são bons o menos, é mais!”.
É claro que estou agora a dizer isto de memória mas era mais ou menos isto o que tinha a dizer mas desisti depois de ler os comentários que lá estavam, mais ou menos neste teor:
- “lindoooo”
- “passando pra ler, parabéns pela inspiração”
- “você é um poeta fantástico”
- “sua poesia é divinal”
E podia continuar por aí a dar exemplos! Agora responda-me por favor:
- Partindo do princípio que o tinha comentado nesse teor qual o comentário que lhe daria algo?
- Partindo do princípio que o tinha comentado acha realmente o Luís que eu como leitor não tenho bagagem intelectual e de conhecimentos para lhe dirigir uma crítica como essa? Será que eu na sua opinião não tenho “valor para dela fazer uso?”
Ou será que o Luís usa de uma falsa modéstia para se masturbar com esses comentariozinhos em molho de escabeche requentado?
Eu já fui aqui muito comentado dessa forma, e desde que assumi que não é para isso que o site serve tenho de aquilatar os meus leitores pelas visualizações, mas quer saber Luís? Prefiro, porque tenho a certeza que me lêem, já os que vomitam comentários para ser lidos numa troca insana de lambidelas de umbigo nem sempre lêem. Só lá vão regurgitar o mesmo que fazem em centenas de outros.
Este é um sítio para se crescer e só crescemos com a crítica, construtiva claro, mas que nem sempre é aquilo que desejamos ouvir e se lhe fizerem uma crítica que não concorda, rebata, argumente, defenda o que é seu, troque ideias, ou usa anteolhos? Um sítio destes é também um espaço de argumentação. A escrita é também argumentação e tenho-lhe a dizer, é um género que gosto muito! Não tenho problemas nenhuns em encarar um debate sério de ideias discordantes atacando sempre a ideia e nunca quem a pronúncia. O respeito pelo Autor acima de tudo!

Abraço Luís

Criado em: 17/5/2014 16:05
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