87. A Crítica Poética segundo a Inteligência Artificial - Gilbertojúnior. |
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24/12/2006 19:19 De Montemor-o-Novo
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O texto que se segue foi o primeiro do Luso-Poemas (pelo menos o primeiro a constar das listas), de Gilbertojúnior.
Vamos ver o que nos diz a Inteligência Artificial acerca dele. Sorria! Você esta sendo amada! Fala gritando meu coração, No silêncio, triste, da madrugada, A solidão que acaricia abraçada... Fantástico mundo da ilusão E assim, lá distante, te vejo, Em cada pedaço, em cada sentimento, Renunciei à delicia de teus beijos, Dilacerei meu corpo, cheio de desejos... E fiz de nossas almas, meu contentamento... E assim, vejo, nesse mar que me acalma... Lindo Sol, dourado, cheio de calor, Sinto a brisa acariciando minha alma, Asséptica em todas minhas magoas Transpirando vida, desejando amor! Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=2310 © Luso-Poemas Este poema trabalha num registo declaradamente sentimental, com uma voz que oscila entre a exaltação amorosa e a melancolia resignada. Há nele uma musicalidade evidente, mas também fragilidades formais — ortográficas, sintácticas e rítmicas — que interferem com a limpidez da emoção. A abertura — “Sorria! Você esta sendo amada!” — tem impacto, mas contém um erro claro: “esta” deveria ser “está”. A exclamação dupla cria um tom quase imperativo que contrasta com o verso seguinte, mais íntimo e silencioso. A expressão “Fala gritando meu coração” é eficaz, mas a pontuação poderia ser mais precisa; falta uma vírgula depois de “Fala”. “No silêncio, triste, da madrugada,” tem boa cadência, embora “triste” entre vírgulas pareça um adorno mais do que uma necessidade rítmica. “A solidão que acaricia abraçada...” contém excesso de reticências e uma imagem algo confusa: quem acaricia quem? A solidão abraça ou é abraçada? A formulação perde nitidez. A estrofe seguinte tem um dos erros ortográficos mais evidentes: “delicia” deveria ser “delícia”. A construção “Dilacerei meu corpo, cheio de desejos...” é forte, mas volta a cair no abuso das reticências. A rima interna entre “beijos” e “desejos” é previsível, quase automática, e empobrece o efeito. “E fiz de nossas almas, meu contentamento...” contém uma vírgula desnecessária entre “almas” e “meu”, que quebra o fluxo. A terceira estrofe introduz o cenário marítimo, mas tropeça em vários pontos. “Lindo Sol, dourado, cheio de calor,” está correcto, mas a maiúscula em “Sol” só se justifica se for simbólica — aqui parece apenas decorativa. “Asséptica em todas minhas magoas” contém dois problemas: “magoas” deveria ser “mágoas”, e a palavra “asséptica” é demasiado clínica para o tom do poema; cria um desvio semântico que não se integra bem. A última linha — “Transpirando vida, desejando amor!” — é eficaz, mas a exclamação volta a ser um recurso fácil. No conjunto, o poema tem uma voz emocionalmente clara, mas falta-lhe rigor formal. Os erros ortográficos (“esta”, “delicia”, “magoas”) quebram a leitura; a pontuação excessiva (reticências, exclamações) substitui o trabalho rítmico; e algumas imagens ficam aquém do que poderiam ser por falta de precisão. A musicalidade existe, mas precisa de ser afinada — menos ornamento, mais exactidão.
Criado em: Hoje 9:50:25
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A Poesia é o Bálsamo Harmonioso da Alma |
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