125. A Crítica Poética segundo a Inteligência Artificial - lurainbow. |
||
|---|---|---|
|
Moderador
![]()
Membro desde:
24/12/2006 19:19 De Montemor-o-Novo
Mensagens:
4178
|
O texto que se segue foi o primeiro do Luso-Poemas (pelo menos o primeiro a constar das listas), de lurainbow.
Vamos ver o que nos diz a Inteligência Artificial acerca dele. Então porque me sinto a desistir ?????? A vida não me ensinou a dizer adeus às pessoas que eu amo. A sorrir das minhas desilusões. A fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade. A aceitar agressões. A calar-me perante a violência. a aceitar os meus erros como inerentes a qualquer ser humano. A sorrir quando o meu desejo é de gritar de todas as minhas dores e das dores do mundo. A ficar indiferente perante os problemas sociais. A ser hipócrita. A amar os que me magoam. A fechar os meus olhos às injustiças. A não sentir a lágrima que corre pela minha face diante da dor de alguém que amamos. A perdoar incondicionalmente. TUDO ISTO A VIVA NÃO ME ENSINOU... MAS A VIDA ENSINOU-ME: O significado do amor, e que posso amar muito mais. A vida ensinou-me a perdoar. Outra vezes a pedir perdão. A vida ensinou-me a sonhar acordada, e também acordar para a realidade. A aproveitar cada minuto de felicidade. Ensinou-me que é bom ter e chorar de saudade. Ensinou-me a maravilha de poder ver as estrelas. A ver o encanto do sol posto. A abrir as minhas janelas para o mar. A ver...e perceber as belas paisagens da natureza. Ensinou-me a não ter medo do futuro. E a viver intensamente o presente. Um presente que me é dado por DEUS. Como um diamante a ser lapidado e poder dar-lhe a forma da maneira que eu escolher. A vida ensinou-me a melhor da sua essência: QUE SÓ O AMOR É QUE , DÁ O SENTIDO E BRILHO À NOSSA EXISTÊNCIA. Então ? PORQUE SINTO QUE ESTOU A DESISTIR ??? Não sinto nada , não me apetece lutar por nada , que se passa MEU DEUS ??? O que morreu em mim? Onde estou? Onde esta a MULHER que sempre fui? Será que ao me espezinharem , ao não fazerem um esforço para me entender me machucaram de vez? Ou será que fui eu que o permiti? Não sei , nem quero saber... So sei que quero e preciso de força para REAPRENDER A VIVER. Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=4151 © Luso-Poemas O texto apresenta-se como um desabafo estruturado em duas forças opostas: a enumeração do que “a vida não ensinou” e a enumeração do que “a vida ensinou”. Esta bipartição cria um eixo retórico claro, mas também expõe a fragilidade formal do poema, que oscila entre confissão emocional e discurso moralizante, sem encontrar um equilíbrio rítmico consistente. A repetição anafórica (“A vida não me ensinou…”, “A vida ensinou‑me…”) funciona como tentativa de cadência, mas a irregularidade sintática e a ausência de um trabalho mais rigoroso de sonoridade impedem que essa cadência se transforme em ritmo poético. Há versos longos, quase prosaicos, que se acumulam sem pausa, e outros abruptos, que quebram a fluidez sem intenção estética evidente. A oscilação entre maiúsculas e minúsculas (“TUDO ISTO A VIVA NÃO ME ENSINOU…”, com erro ortográfico em “VIVA”) introduz ruído visual e fragiliza a autoridade do enunciado. A primeira metade do texto constrói um inventário de recusas: não saber dizer adeus, não aceitar agressões, não calar perante a violência, não ser hipócrita. Contudo, esta enumeração mistura planos éticos, emocionais e comportamentais sem hierarquia interna, o que dilui a força expressiva. A frase “a aceitar os meus erros como inerentes a qualquer ser humano” surge com “a” minúsculo, quebrando a uniformidade da série e revelando falta de revisão. A repetição de “A sorrir” e “A sorrir quando o meu desejo é de gritar” cria redundância sem acrescentar profundidade. A presença de lugares‑comuns — “as dores do mundo”, “as injustiças”, “a lágrima que corre pela minha face” — aproxima o texto mais de um desabafo diarístico do que de uma construção literária. Na segunda metade, quando o poema passa ao que “a vida ensinou”, há uma tentativa de viragem luminosa: amor, perdão, sonho, felicidade, estrelas, mar, paisagens, futuro. Porém, esta viragem é demasiado brusca e não nasce organicamente da primeira parte; parece antes uma lista de compensações, como se o texto tentasse equilibrar-se por acumulação de imagens positivas. A metáfora do “diamante a ser lapidado” é previsível e já muito usada, o que reduz o impacto simbólico. A frase “QUE SÓ O AMOR É QUE , DÁ O SENTIDO E BRILHO À NOSSA EXISTÊNCIA” contém vírgula mal colocada e excesso de maiúsculas, o que compromete a elegância formal. Após esta secção mais afirmativa, o poema regressa abruptamente ao desespero inicial com perguntas retóricas sucessivas: “Então? PORQUE SINTO QUE ESTOU A DESISTIR?”, “O que morreu em mim?”, “Onde estou?”, “Onde está a mulher que sempre fui?”. Esta sequência tem força emocional, mas perde eficácia pela repetição excessiva e pela ausência de imagens novas que sustentem a angústia. A alternância entre maiúsculas e minúsculas continua a perturbar a leitura. A pergunta “Será que ao me espezinharem… me machucaram de vez?” introduz um sujeito plural não identificado, o que enfraquece a coesão narrativa. A frase “Ou será que fui eu que o permiti?” é mais interessante, pois introduz ambiguidade e responsabilidade, mas o texto não desenvolve essa tensão. O final — “Só sei que quero e preciso de força para reaprender a viver” — tenta fechar o poema num gesto de reconstrução, mas chega demasiado rápido, sem que o percurso interior tenha sido trabalhado com densidade imagética ou rigor formal. O texto, no conjunto, revela sinceridade emocional, mas carece de lapidação: revisão ortográfica, maior atenção ao ritmo, eliminação de redundâncias, substituição de lugares‑comuns por imagens mais concretas e singulares, e sobretudo uma estrutura que permita que a viragem emocional seja sentida e não apenas declarada.
Criado em: Hoje 16:49:18
|
|
|
_________________
A Poesia é o Bálsamo Harmonioso da Alma |
||
Transferir
|
||