Comentário a "Enxerto" de Aline Lima |
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6/11/2007 15:11 Mensagens:
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O poema, na sua íntegra, estará legível após o comentário. Há muita beleza neste poema, sobretudo uma melancolia marcada. A água como elemento primordial continua muito presente na escrita da autora. A primeira estrofe capta muito a atenção do leitor. A repetição dos feitos são o que constroem os "...hábito..."s. Somos feitos deles, eles protegem-nos. Uns mais saudáveis do que outros. Mas os primeiros dois versos prendem-nos com a sua simplicidade e a força da sua metáfora. Chorar não gosta de testemunhas. É constrangedor. Entre as "...torneiras..." e os "...poços..." há um estranha ligação, sendo ambas criação do Homem, mas com desfasamento temporal, fazendo com a linearidade do tempo se estabeleça num passado-presente\futuro. Ainda que num caso "...cumprimentem..." mostrando, assim, respeito. No outro "...sabem meu nome..." um conhecimento respeitoso também. Os últimos quatro versos mudam o ambiente, mantendo o tom. Mas a ligação com o título estabelece-se aí. A alusão às plantas determina que algo de novo surge. Quando se enxerta algo há uma mutação a montante. Os botânicos explicarão melhor. Com a graça que as folhas em questão podem ser o material usado na escrita. De poemas por exemplo. A tristeza inspira... Enxerto tenho o hábito de devolver água aos rios quando ninguém vê talvez por isso as torneiras me cumprimentem e os poços saibam meu nome dizem que nasci gente mas toda primavera alguma coisa em mim dá folhas Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=384443 © Luso-Poemas
Criado em: Hoje 15:23:13
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