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Re: A respeito do teu deus - politeísmos
Colaborador
Membro desde:
6/11/2007 15:11
Mensagens: 1854
A visão do agnóstico.
A agnosticismo.

A racionalização de deus e o conhecimento da (ou de alguma) história das religiões pode levar ao ateísmo.
Mas levará apenas a isso?
A resposta é, provavelmente, não.

Gnose, é para o grego, reconhecer.
Agnóstico, partindo dessa raiz, é o que não reconhece.

É o indivíduo que se recusa a seguir uma religião.
Geralmente, acham-se muito espirituais.
Com alguns tiques de naturalistas (vendo deus em todas as coisas da natureza, inclusivé no homem), não têm livro, não seguem doutrina, fazem questão de conhecer e não seguir.

Simpatizo um pouco com eles por um processo de identificação. Isto é, depois de ter sido católico praticante, fui agnóstico.

A espiritualidade deles baseia-se em reconhecer que há uma força superior, que determina as leis universais, mas à qual preferem não dar nome.

O que, aparentemente, é uma forma dissimulada de religião monoteísta, sem regras.
Hoje em dia, a sociedade organizada pelo uso das leis do homem, que começaram na lei canónica, e com os 10 mandamentos, pode-se organizar sem esse deus.

O homem moderno, pode-se dar ao luxo de ser agnóstico e exigir um estado laico.
Mas não foi sempre assim.

A Igreja teve um enorme papel na organização da sociedade da idade média. Sociedade essa, quase selvagem e sem tecnologia, que ajudasse nesta luta desigual, contra os elementos.

A religião mostra-se insuficiente (opinião pessoal), se não acompanhar os tempos e se não se modernizar.
Se fizer uma guerra santa ao homem informado, vai perder...



Criado em: 22/6 2:13
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Sou fiel ao ardor,
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Eugénio de Andrade

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Re: A respeito de respeitar todos os deuses, sobretudo a poesia
Colaborador
Membro desde:
6/11/2007 15:11
Mensagens: 1854
Interessante o site enviado na resposta anterior.
O Druidismo parte em simétrica oposição ao Humanismo.
A existência de drúidas, mitificada para ser esquecida, é sem dúvida antiga.
Não é à toa que é referida nos livros de BD de Astérix o Gaulês.
Evidentemente perseguidos pelas religiões monoteístas dominantes, foram, provavelmente, o alvo preferido da fogueira, na idade média e pela santa inquisição acima referida.
Bruxas, porque se limitavam a questionar, isto é a perguntar-se sobra a exactidão das sagradas escrituras. A usar ervas para tratar maleitas, poções (perigo) de amor (teria óleo essencial de rosas rubras?), de azar (seria plecebo?),...

De dizer uma praga, quando lhe coubesse, induzindo no inconsciente do outro o medo.

Tudo para a fogueira, ou afogado. Se flutuasse com uma pedra atada aos pés, era porque era santo.

Usar a natureza em nosso favor parece coisa de humanista (que deifica, ou previlegia o humano), usar o humano em favor da natureza é de Druída.

Boa!
Próximo...

Criado em: 18/6 11:41
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Re: Pedido de colaboração para teste de velocidade
Colaborador
Membro desde:
6/11/2007 15:11
Mensagens: 1854
Aqui vai,

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Espero ter sido útil

Abraço

Criado em: 13/6 18:12
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Re: A respeito do teu deus - politeísmos
Colaborador
Membro desde:
6/11/2007 15:11
Mensagens: 1854
Não acho nada incomum ou errado trocar Deus por uma mulher.
Eticamente é condenável.
Assim como a polícia cometer crimes.
Mas a tentação do pecado da carne, a procura do prazer através do sexo e com alguém consideramos ajustada (muito justa até), que nos faz o coração disparar e ter uma erecção, faz parte da natureza.
Há alguma hipocrisia na Igreja católica em obrigar à castidade. Regras milenares que visavam que os senhores Padres se dedicassem a toda a comunidade sem favorecer ninguém (penso).

Eu devo ser um exemplo comum que o caminho para Deus faz-se e desfaz-se, ou pode se desfazer.

O facto de seguir o exemplo do Padre significa que para si ele era um exemplo paternalista, uma figura masculina que servia de modelo a seguir.
O facto dele ter tido o cuidado que teve em contar-lhe demonstra que o estimava.

Acho que afinal este fórum está para durar.
Não tem de ser feito como um blog, com dias certinhos.
Quando quiser ou puder vir cá, contribua.
Tem sido um inesperado prazer.

Sobre dar-lhe o meu mail, peço desculpa, mas preferia não o fazer.

Aquele abraço

Criado em: 10/6 22:19
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Re: A respeito do teu deus - politeísmos
Colaborador
Membro desde:
6/11/2007 15:11
Mensagens: 1854
Vou avançando um pouco sozinho, então.
Existem muitas dúvidas que surgem em relatos relacionados com vidas passadas.
Há casos testemunhados de pessoas que morreram por alguns minutos e devido ao trabalho de socorristas, ou de equipas médicas, voltam a viver e referem-se a sensações de luz, e bem-estar.
A minha tentação como céptico é de negar tudo e acusar quem teve essas impressões de charlatães.
Alguns são, fazendo disso negócio e aproveitando-se dos mais ingénuos e fragilizados.
Mas esses são os casos dos que mentem.
Os que não mentem pode-se dar o caso de ter alguma patologia, mas tem outras explicações possíveis. Os sonhos que surgem no dormir são altamente codificados e não são falsos ou mentirosos.
Os sonhos premonitórios têm pouco de espiritual e muito de coincidência.
Depende, claro de quem olha.

É sem sombra de dúvida, curioso e digno de investigação, como aliás tem sido feito.

Criado em: 7/6 17:38
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A respeito do teu deus - politeísmos
Colaborador
Membro desde:
6/11/2007 15:11
Mensagens: 1854
Começo por me apresentar.

Tenho 43 anos e aos 13 quando um colega de turma me disse num tom jocoso,
- olha! este quer ser padre!
e eu respondi com um ar angelical,
- porque não?!
Iniciou na vida desse estudante uma revolução espiritual.

Já nem me recordo do nome do jocoso, nem do seu rosto, apenas da vergonha que me queria transmitir.

Contextualizando a situação, eu ia à missa aos domingos com a minha mãe, e ela, além disso, aos 6 matriculou-me na escola mais cara e exigente conhecida na região, os Salesianos do Estoril. O nome exacto, Escola Técnica e Liceal Salesiana de Santo António.
Na minha rua os meninos dos salesianos eram os padrecos.
Quando comecei a ler, não foi o novo testamento, admito, mas os livros do tio patinhas oferecidos pela irmã mais nova da minha mãe, que nos morava perto.
Na escola era diferente. Tínhamos catequese obrigatória, aulas de religião e moral desde cedo e até muito tarde, idas à missa semanais.
Tanto que ainda sei de cor os dizeres do senhor padre, e as respostas do púlpito, 30 anos depois daquela infame afirmação.
A ideia dele foi humilhar!
Fraco.
Claro que, depois daí, a idade deu-me para pensar mais do que estudar, namorar, ou fosse o que fosse.
Achei a poesia ao virar da esquina, logo a seguir.

Recordo-me doutra vez, de passear no meu bairro e ver uma porta aberta. De ter entrado e ter ouvido falar dos mandamentos e do bem, e toda uma língua de deus e anjos. A conversão aos 14 não ia correr bem, e não correu.

O meu pai no alto do seu medo, sempre com as testemunhas de Jeová, a gritar-lhes que fossem embora de vassoura na mão, e uma certa vergonha da minha parte quando ele o fazia.

A televisão teve um papel importante também.
Passava horas no sofá.
Na altura apenas haviam 2 canais. Além da missa matinal de Domingo do primeiro canal, no segundo davam documentários giros sobre o islão, o judeísmo, das seitas recentes, das seitas antigas... Eram muito informativos esses programas. Aprendi muito. Até os debates na assembleia da república eu assistia.
E claro está, o Macgyver.

O pior que me aconteceu no que diz respeito à minha religiosidade de então foi racionalizar.
Os 15 anos, a idade em que tudo se questiona e quando procurei deus, perdi-o, para sempre.

Existem vários argumentos para se ser como eu, um convicto ateu.
Em primeiro lugar, deus como conceito ou figura teria de ter um pai ou uma mãe, logo o que faria deles? Infantil, não acham?
Em segundo lugar, tem a ver com as características indicadas pelas grandes religiões monoteístas, a omnisciência, a omnipresença e a omnipotência. E a última conflita-nos, ou a mim. Se deus é todo poderoso, porque é que o mal acontece aos tementes, o sofrimento, as desgraças em geral? Tira este argumento alguma força a deus como sendo justo. Então se for injusto, contradiz-se.
Em terceiro lugar a existência dum só deus é muito cómoda.
Ela sucede a uma muito mais antiga e igualmente respeitável, o politeísmo e o paganismo e o naturalismo.
Resumidamente, passámos de adorar a natureza incontrolável, para adorarmos figuras estranhas como a lua e os rios (símbolos pagãos) e seguimos para deuses vários com nomes engraçados. Primeiro no Egipto e em certas zonas da India, depois na Grécia e por fim na Roma antiga, haja zeus!
Quando no médio Oriente aparece, na torreira do sol, a primeira grande religião monoteísta, deixaram de precisar de decorar tantos nomes.

Tudo, porque há dezenas milhares de anos atrás um primata bípede no calor do frio chorou mais uma morte dum ancião e queria-o de volta. Ou duma cria.
Ou teve medo da trovoada, ou admirou o calor e a abundância primaveril.

Gosto dos testamentos enquanto metáforas.
São ensinamentos para a vida toda.
Os 10 mandamentos permitiram controlar o caos na terra de Moisés. O Corão deu lei à terra de Maomé.
A Tora e o Corão têm a particularidade de terem de ser levados à letra porque a palavra é eterna. Hoje em dia ainda se mata por lapidação o adultério, nessas regiões.

Todos os crentes têm razão.
Por último, para dar oportunidade a outros motivos de outros, as guerras santas são a perversão total de deus e são feitas por religiosos devotos. Ou a santa inquisição...

Somando tantas racionalizações, tive em tenra idade uma epifania.
Não foi deus que criou o Homem.
Foi o Homem que criou deus.


Mas com tantas divagações que tive ao longo deste tempo, a mais importante acabou por me ocorrer cedo.
Eu penso assim. Sou eu. E outros como eu.
Reconheço conforto na crença e aceito que os outros seres humanos acreditem em algo que outros inventaram há cerca de 5 mil anos.

Gosto, para não dizer exijo, é que respeitem também a minha crença.
Isto é, nenhuma.



Criado em: 6/6 5:10
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Re: Multiverso
Colaborador
Membro desde:
6/11/2007 15:11
Mensagens: 1854
Caro SR. Sérgio o seu contributo é muito bem vindo, até para que não se fique a pensar isto ser uma contenda entre o Antenor e a minha pessoa.
Estamos num tom de parada e resposta, mas é porque somos ambos apaixonados pela discussão de ideias e raramente estamos de acordo.
Aliás, episódios recentes fizeram-me criar uma certa estima pelo Antenor. Agora vou chamá-lo sempre assim. Pode ser que seja o seu nome.

O multiverso é um assunto da ordem da física quântica que não sei muito bem.
É altamente complexo e o escrito on-line é curto.

Depois se tem matemática e equações, é algo que me perco a aquacionar.

Li há alguns tempos um conjunto de 3 livres de Yuval Harari que me fizeram repensar os fenómenos metafísicos.

Isso, hoje em dia, interfere com o meu antigo amor pela astrologia.
Já não sou religioso há 30 anos.
Ateu convicto sou eu.

Entre outras situações que me interessam debater.
Gosto como exemplo do que estou a dizer de discutir religião com um colega de trabalho que é evangélico e excelente camarada. Ele é bem fundamentado e sendo da área científica acredita no surgimento do Homem como vem no antigo testamento!
Recusa o Darwinismo.

Discutir poesia com poetas. Quanto mais complexos melhor.
Ouvir história de historiadores, tenho um amigo que esteve no curso universitário de história que é um prato.
Sou aberto a todas as teorias e a decidir se aceito todas elas.

Boa
Agora juntem-se outros à festa

Criado em: 5/6 8:54
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Re: Multiverso
Colaborador
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6/11/2007 15:11
Mensagens: 1854
Neurose acontece, meu caro, em casos diferentes.
O doente, ou vá a pessoa, tem a perturbação, mas sabe que os outros não partilham das suas alucinações e chega à conclusão do seu mal, ou bem.
Tem um estado e consciência que tem esse estado.
No seu caso...

Obrigado pelo esclarecimento.

Criado em: 4/6 18:28
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Re: Multiverso
Colaborador
Membro desde:
6/11/2007 15:11
Mensagens: 1854
Já eu não aceito o conceito de 8 elos.
As psicoses, como pode consultar na google, são conceito não místicos, da área médica, para definir quando um indivíduo vive na realidade comum, ou se vive na sua própria realidade.

Quando uma pessoa ouve um cão a ladrar, por exemplo, e num mesmo espaço físico mais ninguém ouve, e partindo do princípio de que na amostra ninguém é surdo, significa que o que ouve o cão a ladrar teve uma alucinação auditiva.

Se vir um dragão. Estiver numa sala com mais 20 pessoas e mais ninguém vir o dragão, significa que teve uma alucinação visual.

O mesmo acontece em relação aos cheiros.

Este individuo sentiu isto tudo. Nenhum médico psiquiatra duvida que o sentiu.
Mas esse mesmo médico vai escrever num papelinho que o individuo teve um surto psicótico.

Está nos livros.
Não inventei nada.

A dúvida que falo é a personificação para o motor da filosofia, a amizade ao saber.
Nunca dá-lo por completo.
Mas também nos é dado a escolher as teorias, que acolhemos depois como credos.

E respeitar sempre as psicoses de cada um.
Desde que não me obriguem a caçar o dragão....

Criado em: 4/6 6:06
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Re: Multiverso
Colaborador
Membro desde:
6/11/2007 15:11
Mensagens: 1854
Sobre filosofia. o dever é mesmo questionar.
Duvidar.
Muitos poemas começam assim.
Se pesquisar os meus poemas vai achar num deles pelo menos a palavra multiverso.

Sim as alucinações são realidades individuais. O psicótico passa por um momento chamado de psicose.
Pode ser visual, auditiva, olfactiva, ou tudo misturado.

Criado em: 3/6 14:45
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