228. A Crítica Poética segundo a Inteligência Artificial - Key_JP. |
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24/12/2006 19:19 De Montemor-o-Novo
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O texto que se segue foi o primeiro do Luso-Poemas (pelo menos o primeiro a constar das listas), de Key_JP.
Vamos ver o que nos diz a Inteligência Artificial acerca dele. Quando nós menos esperamos, nós nôs apaixonamos ; Caimos neste estupido sentimento, tentamos encher a nossa vida com este suplemento; Isto a que xamam paixão, não será apenas uma mera ilusão? Será que não passa apenas de um sentimento fingido, que hoje em dia é muitas vezes mentido? Faço perguntas mas não obtenho respostas, apenas me dão pequenas amostras; Aquele sentimento a que xamam paixão, a mim apenas me tras desilusão; Amor...Amor...Amor...aquele sentimento que tenho medo de sentir, mas k por vezes me faça sorrir; Mas será assim tão bom este sentimento? que muitas vezes nos perturba o nosso pensamento; Nos modifica a maneira de estar, e até nos modifica a maneira de pensar; Aquele sentimento que nos faz sonhar, mas que muitas vezes nos faz xorar; Mas eu hoje interroguo-me porqué, será que este sentimento não vé? Aquilo que eu vejo quando olho para ela, pareçe uma modelo numa passarela; Espero não me estar a apaixonar, é que na minha vida isto não vai dar Portanto escrevo em vão, a espera k estas palavras me sarem o coração; Cuntinuando a espera de respostas, Vou cuntinuar a escrever palavras ocas; Umas atrás de outras, ignorando as tais amostras, Cuntinuando sozinho, neste escuro caminho; Cuntinuando por toda a gente ser ignorado, e a cuntinuar a ignorar k estou apaixonado. Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=8465 © Luso-Poemas O texto apresenta-se como um fluxo rimado de interrogações sobre a paixão, mas a construção revela uma oscilação entre tentativa de reflexão e desabafo imediato. A abertura — “Quando nós menos esperamos, / nós nôs apaixonamos” — estabelece o tom coloquial e directo, mas a rima é pobre e a repetição do pronome (“nós nôs”) denuncia falta de revisão. A sequência de versos que se segue mantém esta tendência: há intenção de ritmo, mas a métrica é irregular e a rima, quando existe, é frequentemente forçada (“sentimento / suplemento”), o que fragiliza a musicalidade. O poema tenta questionar a natureza da paixão — se é ilusão, se é fingimento — mas fá-lo de forma superficial, sem aprofundar nenhuma das perguntas. As interrogações sucedem-se sem desenvolvimento conceptual, funcionando mais como desabafo do que como construção poética. A linguagem aproxima-se do registo oral, o que não é necessariamente um problema, mas aqui resulta numa falta de densidade literária. A presença de abreviações como “k”, “xamam”, “xorar”, “tras”, “cuntinuar” e outras variantes ortográficas aproxima o texto de um registo informal que não contribui para a força poética; pelo contrário, retira-lhe seriedade e consistência. Há, no entanto, um esforço de progressão emocional: o sujeito poético passa da dúvida à desilusão, da desilusão ao medo, e do medo à negação. Mas essa progressão é mais declarada do que construída. O poema diz o que sente, mas raramente mostra. Falta-lhe imagem, metáfora, detalhe sensorial ou conceptual que transforme o sentimento em matéria literária. A única tentativa de imagem mais concreta — “pareçe uma modelo numa passarela” — surge deslocada, quase caricatural, e não se integra no tom geral do texto. A parte final, com a repetição insistente de “cuntinuando”, tenta criar um efeito de insistência, mas acaba por acentuar a monotonia. A ideia de caminhar num “escuro caminho” é demasiado genérica para produzir impacto. O fecho — “e a cuntinuar a ignorar k estou apaixonado” — pretende ser revelador, mas a revelação já estava implícita desde o início, o que retira força ao desfecho. No conjunto, o poema tem autenticidade emocional, mas falta-lhe rigor formal, revisão ortográfica, coerência rítmica e sobretudo densidade poética. É um texto que revela mais urgência de expressão do que maturidade literária. Com trabalho de lapidação — limpeza sintáctica, eliminação de clichés, substituição de abreviações, construção de imagens mais sólidas — poderia transformar-se num poema mais consistente.
Criado em: Hoje 21:53:29
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A Poesia é o Bálsamo Harmonioso da Alma |
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