240. A Crítica Poética segundo a Inteligência Artificial - palminha. |
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24/12/2006 19:19 De Montemor-o-Novo
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O texto que se segue foi o primeiro do Luso-Poemas (pelo menos o primeiro a constar das listas), de palminha.
Vamos ver o que nos diz a Inteligência Artificial acerca dele. Sentada no terraço daquele lindo prédio vi a imensidao do céu azul escuro. Olhando o horizonte como que uma nave aterrando se sente ao ver por baixo de seus membros luzes de atençao, auxilio, de felicidade. Luzes de todas as cores eu vejo, penetrando o ser com sua força fazendo emergir um sentimento confuso em que a pessoa nao quer mais sem com ele viver. Algo vindo do fundo do estômago pulsionando nosso coração e abrindo nossos olhos que se encantam ao receber a iluminação com intensidade. Luzes que andam de um lado para o outro em grande euforia, em grande classe. É como se fossem os donos da estrada, o cão do cego, as atenas das carochas e uma porção de significados que poderiamos dar enquanto dela não provier o azar. Luzes vindas de um álem próspero que talvez nem nos passa pela cabeça; será um clarão imenso que nos trará o que menos queremos, por isso meus amigos vamo-nos prevenir contra a grande oposição futura e próxima. Ao ver tais luzes um frio nos percorre as veias e o sangue que nelas correm aquecerá. Dá vontade de olhar e ficar a conhecê-las na sua interioridade, o que delas focamos nada é para além da nossa própria imaginação, ou talvez não! O que nos dirá a razão?! Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=9177 © Luso-Poemas O texto constrói-se como uma contemplação que começa num cenário simples — alguém sentado num terraço — mas rapidamente se desloca para uma experiência quase visionária, onde as luzes observadas deixam de ser apenas elementos urbanos e passam a adquirir uma dimensão simbólica, quase metafísica. A comparação inicial com uma nave a aterrar é eficaz porque cria um estranhamento imediato: o sujeito não está apenas a ver o horizonte, está a vê-lo como se fosse um visitante de outro mundo, alguém que observa a realidade de fora. Essa sensação de deslocamento é reforçada pelas luzes que “penetram o ser”, imagem forte, mas que se aproxima do excesso quando acumulada com outras metáforas igualmente intensas. Há uma tendência para a amplificação emocional que, por vezes, dilui a precisão poética. A descrição das luzes como entidades com vontade própria — que andam de um lado para o outro, que parecem “donos da estrada”, “cão do cego”, “antenas das carochas” — cria um campo semântico curioso, mas também irregular. Algumas imagens são potentes, outras soam infantis ou demasiado literais, o que quebra a coerência tonal. A oscilação entre o sublime e o quase ingénuo enfraquece a densidade do texto, que poderia beneficiar de uma seleção mais rigorosa das metáforas. Ainda assim, há um impulso imaginativo genuíno, uma tentativa de captar a estranheza do mundo nocturno através de associações livres. A partir do momento em que surge a ideia de um “além próspero” e de uma “oposição futura e próxima”, o texto entra num registo quase profético, mas sem fundamentação simbólica suficiente para sustentar essa viragem. A advertência aos “amigos” quebra a intimidade construída até então e introduz um tom moralizante que não estava preparado. A força do texto está na experiência sensorial e emocional, não na tentativa de extrair dela uma lição ou um aviso. O final recupera alguma profundidade ao regressar ao corpo: o frio que percorre as veias, o sangue que aquece, o desejo de conhecer as luzes na sua interioridade. Aqui, sim, há poesia: a tensão entre o desconhecido e o íntimo, entre o que se vê e o que se imagina. A pergunta final — “O que nos dirá a razão?!” — é um fecho eficaz, mas poderia ser mais subtil; o ponto já estava implícito na própria experiência descrita. Em termos de linguagem, há deslizes ortográficos (“imensidao”, “atençao”, “auxilio”, “poderiamos”, “álem”, “vamo-nos”), mas isso não compromete a leitura; apenas sugere que o texto foi escrito num fluxo rápido, talvez emocional, sem revisão. Ritmicamente, o texto é irregular, mas essa irregularidade combina com o carácter impressionista da narrativa. No conjunto, é um texto com imaginação viva, mas que ganharia força se reduzisse a dispersão metafórica e aprofundasse uma ou duas imagens centrais em vez de multiplicá-las. A visão está lá; falta-lhe apenas foco para se tornar verdadeiramente luminosa.
Criado em: Hoje 17:00:02
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A Poesia é o Bálsamo Harmonioso da Alma |
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