246. A Crítica Poética segundo a Inteligência Artificial - dos Santos. |
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24/12/2006 19:19 De Montemor-o-Novo
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O texto que se segue foi o primeiro do Luso-Poemas (pelo menos o primeiro a constar das listas), de dos Santos.
Vamos ver o que nos diz a Inteligência Artificial acerca dele. Amar amor! Quem dera pudesses ver, Tocar minha alma e entender Meu amor por teu encanto, Ardente paixão, sutil desejo Vislumbre de um beijo, coincidência ou desejo? Que me leva além de mim mesmo Alcança as estrelas, desperta o mundo sem medo Voa alto, Por alguns segundos, Para sempre e por você Paixão que não quer passar Imaginando ter, querendo estar Tão perto de você e não mais voltar Fazendo-me crer, que amor arde sem querer E querendo me leva a você Para então ter, emoções sem explicações Fazendo-me entender, Que nada vale a pena sem você. Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=9334 © Luso-Poemas O poema abre com uma invocação que tenta condensar intensidade numa fórmula breve — “Amar amor!” — quase um estilhaço emocional que prepara o terreno para o que vem a seguir. A primeira estrofe trabalha a ideia de desejo como aproximação impossível: ver, tocar, entender. Há uma cadência suave, quase musical, que se sustenta na enumeração dos verbos e na fluidez das imagens. O verso “Ardente paixão, sutil desejo” funciona bem como eixo, mas a pergunta final — “coincidência ou desejo?” — quebra um pouco a força acumulada, porque introduz uma dúvida que não se desenvolve; fica suspensa, sem consequência. A segunda passagem tenta elevar o sentimento a uma dimensão cósmica — estrelas, mundo, voo — e essa expansão funciona, embora o verso “Por alguns segundos, / Para sempre e por você” crie uma tensão temporal que não se resolve totalmente. A oscilação entre o efémero e o eterno é interessante, mas aqui aparece mais como efeito do que como construção simbólica. Ainda assim, a musicalidade mantém-se, e o ritmo não se perde. A estrofe seguinte regressa ao plano humano, com a paixão que não quer passar, o querer estar, o imaginar ter. É uma zona mais previsível do poema, onde o campo semântico se torna familiar demais, aproximando-se de fórmulas já muito usadas na poesia amorosa. O verso “Tão perto de você e não mais voltar” tem força, mas poderia beneficiar de uma imagem menos direta, algo que deslocasse o sentimento para um plano menos literal. A parte final tenta recuperar densidade ao afirmar que “amor arde sem querer”, e aqui há uma boa intuição: o amor como combustão involuntária. No entanto, a progressão sintática torna-se repetitiva — “fazendo-me crer”, “fazendo-me entender” — e isso retira alguma energia ao fecho. A última frase, “Que nada vale a pena sem você”, é emocionalmente eficaz, mas demasiado conclusiva; fecha o poema de forma absoluta, quando talvez ganhasse mais impacto se deixasse uma fresta, uma ambiguidade, algo que respirasse. No conjunto, o poema tem musicalidade, sinceridade e uma progressão emocional clara. O campo imagético poderia ser mais ousado, menos dependente de fórmulas amorosas tradicionais, e a repetição estrutural na parte final reduz um pouco a força acumulada. Ainda assim, há momentos de boa intensidade e uma voz que procura autenticidade, mesmo quando se aproxima do lugar-comum.
Criado em: Hoje 18:43:41
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A Poesia é o Bálsamo Harmonioso da Alma |
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