253. A Crítica Poética segundo a Inteligência Artificial - caty. |
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24/12/2006 19:19 De Montemor-o-Novo
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O texto que se segue foi o primeiro do Luso-Poemas (pelo menos o primeiro a constar das listas), de caty.
Vamos ver o que nos diz a Inteligência Artificial acerca dele. Olhei para ti hoje E voltou-me a vontade De te beijar de novo De sentir o teu corpo no meu, Pormais que eu tente Nao consigo esquecer... Os beuijos que demos, Os olhares que trocamos, Eu fiquei louca Quando te vi sorrir Ai!!! Se soubesses tudo O que estou a sentir. Todos os dias eu acordo Com vontade de te ver De te tocar, De os teus labios beijar. Deixas-me louca... Amt mtt mtt mtt Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=9774 © Luso-Poemas O poema chega com aquela urgência crua do desejo imediato, uma escrita que não passa pelo filtro da construção literária e que se entrega ao impulso. Há uma sinceridade evidente na forma como o olhar desperta o desejo, mas essa sinceridade vem acompanhada de uma pressa que faz o texto tropeçar. A ortografia falha em vários pontos — “Pormais”, “Nao”, “beuijos”, “labios”, “Amt mtt mtt mtt” — e essas falhas não são apenas detalhes técnicos; elas quebram a imagem, retiram nitidez ao sentimento e interrompem o fluxo emocional. O leitor é puxado para fora do poema para corrigir mentalmente o que lê, e isso enfraquece a intensidade que o texto tenta construir. Há momentos em que o poema acerta, sobretudo quando se aproxima da simplicidade: “Eu fiquei louca / Quando te vi sorrir” tem força, tem verdade, mas logo depois o “Ai!!!” exagera e rompe a delicadeza da imagem. O excesso de exclamações e abreviações aproxima o texto de uma mensagem instantânea, afastando-o da atmosfera poética que estava a nascer. A repetição de estruturas — “De te ver / De te tocar / De os teus labios beijar” — cria ritmo, mas também revela falta de lapidação, como se a intensidade fosse procurada pela insistência e não pela precisão. O fecho, com a abreviação final, desfaz o que o poema tinha conseguido construir. A emoção está lá, mas a forma não a acompanha. O texto tem energia, tem impulso, tem desejo, mas precisa de cuidado para que essa energia não se dissipe. Com atenção ao ritmo, à ortografia e à contenção, poderia transformar-se num poema mais sólido, porque a matéria emocional existe — apenas não está ainda trabalhada.
Criado em: Hoje 20:57:00
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A Poesia é o Bálsamo Harmonioso da Alma |
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