281. A Crítica Poética segundo a Inteligência Artificial - Carlos D. |
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24/12/2006 19:19 De Montemor-o-Novo
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O texto que se segue foi o primeiro do Luso-Poemas (pelo menos o primeiro a constar das listas), de Carlos D.
Vamos ver o que nos diz a Inteligência Artificial acerca dele. Este poema não inventei não tem dono nem autor neste espaço o guardei para ele não gritar de dor O encontrei triste e sozinho nas ruelas a vaguear sem querer um caminho ou cantinho para estar É poema vagabundo não procura nem a paz nem respostas para o mundo e as palavras tanto lhe faz Com rima ou por rimar não importa o conteudo só quer palavras soltar sem significado ou conteudo Este poema não existe foi um grito que dei com tinta transparente que em mim encontrei Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=11203 © Luso-Poemas O poema constrói-se a partir de uma recusa de autoria que funciona como gesto fundador: ao afirmar que não o inventou e que não tem dono, o eu lírico cria uma ficção de abandono que dá ao texto uma aura de achado, como se fosse um ser frágil recolhido da rua. Essa estratégia, longe de ser apenas retórica, estabelece o tom melancólico que atravessa os versos, sobretudo quando o poema é descrito como triste, sozinho, a vaguear pelas ruelas. A simplicidade da linguagem reforça essa atmosfera de despojamento, aproximando o texto de uma confidência oral, quase doméstica, que não procura ornamento nem grandeza. A metáfora do poema-vagabundo é coerente e sustentada: ele não procura paz, não exige respostas, não reivindica sentido, e essa recusa de finalidade dá-lhe uma identidade própria, ainda que por vezes repetitiva, sobretudo nos momentos em que a ideia de “conteúdo” é negada duas vezes sem acrescentar tensão nova. O ponto mais forte surge no fecho, quando o poema abandona a metáfora exterior e se revela como um grito escrito com “tinta transparente” encontrada dentro do próprio autor. Essa imagem, delicada e paradoxal, introduz uma profundidade que o resto do texto apenas sugere, abrindo espaço para uma leitura mais íntima: o poema não é vagabundo por acaso, é vagabundo porque nasce de uma matéria invisível, interior, que o autor tenta fixar antes que se perca. A contenção final dá ao texto uma sobriedade eficaz, e é essa honestidade despretensiosa que sustenta o poema mais do que qualquer construção formal.
Criado em: Hoje 19:30:29
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A Poesia é o Bálsamo Harmonioso da Alma |
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