368. A Crítica Poética segundo a Inteligência Artificial - Diogommalves. |
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24/12/2006 19:19 De Montemor-o-Novo
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O texto que se segue foi o primeiro do Luso-Poemas (pelo menos o primeiro a constar das listas), de Diogommalves.
Vamos ver o que nos diz a Inteligência Artificial acerca dele. .........sonha.........sonha........ desistes de sonhos, para sonhar só mais um misero segundo, abdicas do sonho onde sabes que és alguém, em que sonhas que és alguém, em que esperas ser alguém sonhas porque o sonho te mata a fome de viver... porque o sonho é fácil... porque o sonho não é real Todos sonhamos, todos vivemos, ou pensamos que vivemos, ou talvez pensemos que sonhamos o sonho nada mais é que uma mera exaltação do pensamento, uma merda de manifestação do subconsciente um sonho um sonho o sonho........ Sonho. agora sonho... agora vivo... agora e antes que o sonho se feche à minha volta e me aprisione, e me mate, e me consuma, e me, e me....e me... Vida vive, vivo, vive vida que vivo ou que vivem por mim, ou que querem viver por mim... querem viver por mim! não não não não é minha esta vida, é meu este sonho, é meu este fim, é este o meu fim! quero viver, quero sonhar devagar, quero viver devagar, quero que o fim chegue....Devagar....como uma onda que acaba na areia e morre.... devagar Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=16335 © Luso-Poemas O texto apresenta-se como um fluxo de consciência marcado por repetição, fragmentação e uma tensão constante entre sonho e vida. A abertura — “.........sonha.........sonha........” — estabelece de imediato um ritmo obsessivo, quase hipnótico, que funciona como refrão e como mecanismo de insistência. A repetição prolongada de pontos cria uma cadência irregular, reforçando a sensação de desorientação. A ortografia, embora maioritariamente correta, apresenta desvios intencionais que contribuem para o tom caótico do texto. A primeira secção — “desistes de sonhos, para sonhar só mais um misero segundo, / abdicas do sonho onde sabes que és alguém...” — articula uma contradição: renunciar ao sonho para continuar a sonhar. A construção sintática é fluida, mas marcada por ausência de maiúsculas e por um tom confessional que aproxima o texto de uma escrita diarística. A ideia de que o sonho “mata a fome de viver” introduz uma metáfora forte, sugerindo que o sonho funciona como substituto da vida real. A frase “porque o sonho não é real” reforça a oposição entre fantasia e existência, embora a repetição de “sonho” ao longo do texto se torne quase mantra. A reflexão — “Todos sonhamos, todos vivemos, ou pensamos que vivemos, ou talvez pensemos que sonhamos” — apresenta uma estrutura circular que reforça a ambiguidade entre viver e sonhar. A frase seguinte — “o sonho nada mais é que uma mera exaltação do pensamento, uma merda de manifestação do subconsciente” — introduz uma quebra abrupta de registo, com o uso de linguagem vulgar que contrasta com o tom mais poético anterior. Esta oscilação cria tensão e revela um sujeito dividido entre contemplação e revolta. A repetição isolada de “um sonho / um sonho / o sonho........” funciona como insistência e como tentativa de fixar um conceito que escapa. A secção “Sonho. agora sonho... agora vivo...” marca uma transição: o sujeito afirma simultaneamente sonho e vida, mas a frase seguinte — “antes que o sonho se feche à minha volta e me aprisione, e me mate, e me consuma, e me, e me....e me...” — revela medo de ser engolido pela própria fantasia. A repetição truncada de “e me” cria efeito de sufocação, reforçando a sensação de aprisionamento. A ortografia é correta, embora a pontuação excessiva crie um ritmo convulso. A palavra isolada “Vida” funciona como contraponto ao bloco anterior, mas a secção seguinte — “vive, vivo, vive / vida que vivo ou que vivem por mim...” — retoma a ambiguidade entre ação própria e ação imposta. A repetição de “vive” e “vivo” cria um jogo sonoro que reforça a tensão entre autonomia e passividade. A frase “não não não não é minha esta vida” intensifica a recusa, enquanto “é meu este sonho, é meu este fim” revela apropriação paradoxal: o sujeito rejeita a vida, mas reivindica o sonho e o fim. A construção é emocionalmente intensa, embora marcada por irregularidade formal. O fecho — “quero viver, quero sonhar devagar, quero viver devagar, quero que o fim chegue....Devagar....como uma onda que acaba na areia e morre....” — encerra o texto com uma imagem de dissolução. A metáfora da onda que morre na areia é eficaz, articulando suavidade e fatalidade. A repetição de “devagar” reforça o desejo de desaceleração, contrastando com o ritmo convulso do início. A ortografia é correta, mas a pontuação continua excessiva, contribuindo para o tom fragmentado. O texto inscreve-se num estilo lírico existencial de fluxo de consciência, marcado pela repetição obsessiva, pela oscilação entre sonho e vida, e pela utilização de linguagem que alterna entre poética e abruptamente vulgar. A fragmentação formal reforça a sensação de desorientação emocional, enquanto a cadência irregular traduz a luta interna do sujeito entre fantasia, realidade e desejo de fim. A força do texto reside na sua intensidade e na construção de um ritmo que acompanha o conflito interior, criando uma narrativa emocional que se sustenta na tensão entre devaneio e dissolução.
Criado em: Hoje 7:27:58
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A Poesia é o Bálsamo Harmonioso da Alma |
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