420. A Crítica Poética segundo a Inteligência Artificial - Edilley Possente. |
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24/12/2006 19:19 De Montemor-o-Novo
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O texto que se segue foi o primeiro do Luso-Poemas (pelo menos o primeiro a constar das listas), de Edilley Possente.
Vamos ver o que nos diz a Inteligência Artificial acerca dele. Controlar minha paixão No desprezo pela vida Incapaz da relação sexual Quando sedemos a pressão Na vontade de dominar seu corpo Que desejo de possuir você na cama Devia minha razão de agir na vida Seremos viciosos no amor Conduzir a vontade de sua língua Depende do ponto de sua paixão Você pode querer ou não Das relações sexuais satisfazer Na minha imaginação do prazer A vontade se articula meu sangue No fim aceito a demora do orgasmo Moral ético do amor voluntário Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=18738 © Luso-Poemas O poema apresenta-se como uma reflexão sobre desejo, autocontrolo e tensão emocional, articulada em versos curtos que procuram explorar a relação entre paixão, vontade e ética. A ortografia contém alguns deslizes: “sedemos” deveria ser “cedemos”; “viciosos” é correto, mas o uso no contexto pode sugerir ambiguidade; “Moral ético” apresenta redundância semântica, já que “moral” e “ético” pertencem ao mesmo campo conceptual. A sintaxe é simples, por vezes excessivamente direta, e a ausência de pontuação mais estruturada contribui para uma cadência contínua, embora por vezes irregular. A abertura — “Controlar minha paixão / No desprezo pela vida / Incapaz da relação sexual / Quando cedemos a pressão” — estabelece um conflito entre desejo e incapacidade. A expressão “desprezo pela vida” surge abrupta, sem desenvolvimento, criando uma tensão que não é totalmente explorada. A construção “incapaz da relação sexual” é sintaticamente rígida e poderia beneficiar de maior fluidez. A ideia de “ceder à pressão” introduz o tema da vontade e do autocontrolo, mas permanece pouco aprofundada. A estrofe seguinte — “Na vontade de dominar seu corpo / Que desejo de possuir você na cama / Devia minha razão de agir na vida / Seremos viciosos no amor” — apresenta uma oscilação entre afirmações de desejo e tentativas de justificar esse desejo. A construção “devia minha razão de agir na vida” é sintaticamente ambígua e carece de clareza. A frase “Seremos viciosos no amor” sugere dependência emocional, mas o termo “viciosos” pode ser interpretado de forma excessivamente literal, enfraquecendo a nuance poética. A secção — “Conduzir a vontade de sua língua / Depende do ponto de sua paixão / Você pode querer ou não / Das relações sexuais satisfazer” — articula a ideia de consentimento, embora de forma pouco precisa. A construção “das relações sexuais satisfazer” é sintaticamente truncada e prejudica a fluidez. A repetição de “vontade” e “paixão” reforça o campo semântico do desejo, mas sem aprofundamento simbólico. A estrofe seguinte — “Na minha imaginação do prazer / A vontade se articula meu sangue / No fim aceito a demora do orgasmo / Moral ético do amor voluntário” — encerra o poema com tentativa de síntese entre desejo e ética. A expressão “a vontade se articula meu sangue” é imagética, mas carece de precisão sintática (“se articula ao meu sangue” seria mais adequado). A frase “aceito a demora do orgasmo” introduz elemento fisiológico que, embora não sexualizado, quebra o tom poético pela literalidade. O fecho — “Moral ético do amor voluntário” — procura elevar o discurso, mas a redundância entre “moral” e “ético” enfraquece a força conceptual. O texto inscreve-se num estilo lírico‑confessional direto, com forte presença de desejo e reflexão sobre autocontrolo, mas sem elaboração simbólica mais profunda. A força do poema reside na tentativa de articular tensão entre vontade e ética, embora essa articulação permaneça por vezes literal e pouco desenvolvida. As fragilidades surgem na sintaxe irregular, na repetição de termos sem expansão semântica e na presença de construções truncadas que prejudicam a fluidez. O conjunto apresenta coerência temática, mas carece de maior densidade imagética e precisão formal para atingir pleno impacto literário.
Criado em: Hoje 8:16:55
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A Poesia é o Bálsamo Harmonioso da Alma |
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