498. A Crítica Poética segundo a Inteligência Artificial - ANGELICA ARANTES. |
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24/12/2006 19:19 De Montemor-o-Novo
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O texto que se segue foi o primeiro do Luso-Poemas (pelo menos o primeiro a constar das listas), de ANGELICA ARANTES. Vamos ver o que nos diz a Inteligência Artificial acerca dele.
Você é muito insinuante Quando escreve para o teu amor E vai se tornando importante Cativando seu leitor. Suas palavras de carinho Prende a nossa atenção Sempre voltou ao seu cantinho Para ler sua prosa de tanta emoção. Versos até bem escritos Para uma musa encantada Não acredito quer lhe falte requisitos Para vê-la conquistada. Tomara você consiga Esta musa conquistar E possa um dia estar contigo E gozar o amor que vive a declarar. Será sonho ou ficção? O que você vem escrevendo Está colocando nisso o coração? De amor estas mesmo morrendo? Não se morre de amor So se fica desiludido Continue trovador Quem sabe um dia serás correspondido. Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=21602 © Luso-Poemas Composição dialogante, construída em quadras rimadas que funcionam como comentário direto ao comportamento amoroso de um sujeito poético. A estrutura é regular, com rima alternada e vocabulário simples, aproximando o texto de uma poesia de tom popular, quase epistolar, onde o eu lírico observa, avalia e aconselha. A ortografia é globalmente correta, embora surjam pequenos deslizes: “So se fica desiludido” deveria ser “Só se fica desiludido”, e o uso de “quer” em “Não acredito quer lhe falte requisitos” é incorreto — o correto seria “que lhe falte requisitos”. A sintaxe mantém-se clara, ainda que marcada por algumas construções que poderiam ser mais precisas. O texto inscreve-se num estilo lírico‑popular, com inclinação para a poesia moralizante e para o comentário sentimental. A abertura — “Você é muito insinuante / Quando escreve para o teu amor / E vai se tornando importante / Cativando seu leitor.” — estabelece o tom de observação. A construção é sintaticamente correta, e a rima funciona de modo fluido. A ideia de que o sujeito “cativa o leitor” introduz dimensão metapoética, sugerindo que o discurso amoroso tem impacto para além da musa evocada. A segunda quadra — “Suas palavras de carinho / Prende a nossa atenção / Sempre voltou ao seu cantinho / Para ler sua prosa de tanta emoção.” — apresenta cadência suave, embora o verbo “prende” deveria concordar com o sujeito plural (“prendem”). A imagem do “cantinho” reforça o caráter intimista, enquanto “prosa de tanta emoção” sugere mistura entre poesia e narrativa sentimental. A terceira quadra — “Versos até bem escritos / Para uma musa encantada / Não acredito quer lhe falte requisitos / Para vê-la conquistada.” — contém o deslize já referido: “quer” deve ser “que”. A construção é clara, embora o verso “versos até bem escritos” seja excessivamente coloquial, aproximando o poema de um comentário oral. A ideia de “requisitos” para conquistar a musa introduz tom moralizante. A quarta quadra — “Tomara você consiga / Esta musa conquistar / E possa um dia estar contigo / E gozar o amor que vive a declarar.” — apresenta cadência fluida. A construção é sintaticamente correta, e o uso de “gozar o amor” é adequado ao contexto, embora ligeiramente literal. A quadra reforça o caráter de conselho e incentivo. A quinta quadra — “Será sonho ou ficção? / O que você vem escrevendo / Está colocando nisso o coração? / De amor estas mesmo morrendo?” — introduz perguntas retóricas que dinamizam o texto. A construção é correta, embora “estas” devesse ser “estás”. A quadra articula bem a dúvida entre fantasia e realidade, reforçando o caráter reflexivo. A última quadra — “Não se morre de amor / Só se fica desiludido / Continue trovador / Quem sabe um dia serás correspondido.” — encerra o poema com tom moralizante e consolatório. A construção é correta, exceto pelo deslize já referido (“Só”). A imagem do “trovador” reforça o caráter popular e tradicional do texto. O poema inscreve-se num estilo lírico‑popular com elementos de aconselhamento sentimental, articulando observação, incentivo e advertência através de quadras rimadas. A força do texto reside na cadência regular, na clareza das imagens e na proximidade oral. As fragilidades concentram-se em pequenos deslizes ortográficos, em algumas concordâncias incorretas e na ocasional literalidade das expressões, mas não comprometem a unidade estética. O conjunto apresenta voz direta e acessível, que transforma o comentário amoroso em matéria poética.
Criado em: Hoje 7:32:03
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A Poesia é o Bálsamo Harmonioso da Alma |
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