Comentário a "Benetom" de Beatrix |
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6/11/2007 15:11 Mensagens:
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O poema, na sua íntegra, estará legível após o comentário. Já tinha ouvido falar de sangue azul, pele azul seriam os marcianos (não, espera, esses têm a pele verde)... Gosto de vários momentos do poema. O título tem engenho. Por um lado, submete-nos à marca de vestuário cujo lema são as cores unidas. Por outro, foneticamente, reduz-se ao bom tom. Pode-se então excluir os outros, porque há um. Mas não é isso que o poema nos conta. Parece a descrição duma alma atormentada. Na primeira estrofe, além de sermos surpreendidos com o azul (cor que eu, assim como muitos, adoro), ainda é acrescentada aquela que é descrita como uma das dores mais difíceis - a de dentes. A queda do sujeito poético, além de ser revelada no muito claro "... a cair..." ainda é-nos sugerido pela mancha gráfica com a métrica ser reduzida em cada verso e decrescer. A segunda estrofe, composta por 11 versos de métrica mais parecida, o sujeito investe nas metáforas, muito bem coadjuvadas por uma imagética forte. Gosto da personificação da "...parede...". Toda a estrofe é um retrato de solidão muito conseguido. A última estrofe é um poema. Ela suaviza o pendor pesado das anteriores, dá-nos o mote, e devolve ao leitor a esperança. Os quatro versos finais têm uma universalidade genial, porque, apesar da sua simplicidade, tem algo de aforismo, e, além disso, é digno dos grandes pensadores. Benetom . É da pele azul que temos sensível indigente como dente que dói forte dura ou rija para cair... e cair... e cair... ajoelhar ao sol nascer e sanar da chaga velada que tecemos na coxa e colonizou que se esconde como o pássaro na cama onde falamos sozinhos à parede que nunca responde mas envia recado e nos impele a sentir o toque de outra cor igual traçados de formas humanas revestidas de azul juntas como se um só tom não fosse cor Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=386658 © Luso-Poemas
Criado em: Hoje 9:10:03
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