5. A Crítica Poética segundo a Inteligência Artificial - Sempre-Viva. |
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24/12/2006 19:19 De Montemor-o-Novo
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O texto que se segue foi o primeiro do Luso-Poemas (pelo menos o primeiro a constar das listas), de Sempre-Viva.
Vamos ver o que nos diz a Inteligência Artificial acerca dele. Andei.......... Andei, Andei por aí , Andei por ali, Andei por aqui Da vida corri, Da morte fugi, Do amor esperei.............. Esperei....esperei......... O amor chegou!!!!!!! Parei de correr, Parei de fugir, A morte venci, A vida driblei, Daqui por diante, Viverei............viverei..........viverei Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=48 © Luso-Poemas O poema abre com a anáfora “Andei… Andei”, que funciona como respiração e como confissão. A tripla variação “por aí / por ali / por aqui” cria um movimento circular, quase errante, que sugere não apenas deslocação física mas sobretudo desorientação existencial. É um sujeito que não sabe ainda onde está, nem onde deve estar, e por isso anda — anda como quem procura, como quem foge, como quem tenta sobreviver ao próprio vazio. A sequência “Da vida corri / Da morte fugi” estabelece um paradoxo interessante: correr da vida e fugir da morte são gestos simétricos, mas ambos revelam medo, ambos revelam uma recusa do destino. O sujeito poético não vive, apenas evita; não enfrenta, apenas adia. E é precisamente neste intervalo — neste “entre” — que surge o verbo que estrutura o poema: esperar. “Do amor esperei… esperei… esperei…” A repetição prolongada, com reticências, cria um tempo suspenso, um tempo quase litúrgico. É a espera bíblica, a espera sebastianista, a espera de quem acredita que o amor é uma epifania e não um processo. E então, num gesto abrupto, quase teatral, o poema rompe: “O amor chegou!!!!!!!” A multiplicação dos pontos de exclamação não é mero excesso emocional; é coerente com a estrutura do texto. Depois de tanta espera, o amor não podia entrar de forma tímida — entra como revelação, como clarão, como aquilo que finalmente dá sentido ao caminho. A partir daqui, o poema inverte o movimento inicial: onde antes havia fuga, agora há paragem; onde antes havia medo, agora há vitória; onde antes havia errância, agora há destino. “Parei de correr / Parei de fugir” — o sujeito reencontra o chão. “A morte venci / A vida driblei” — há aqui uma ousadia quase mítica: vencer a morte é gesto heroico; driblar a vida é gesto astuto. O amor, portanto, não apenas consola: transfigura. E o fecho — “Viverei… viverei… viverei” — devolve-nos ao ritmo inicial, mas agora com sentido contrário. Se no início a repetição era errância, agora é afirmação. Se antes o sujeito andava sem saber, agora vive sabendo. A tripla repetição funciona como voto, como pacto, como renascimento. O poema, no fundo, narra uma pequena odisseia: o herói que vagueia, teme, espera, recebe a revelação e renasce. É simples na superfície, mas estruturalmente muito eficaz: a anáfora inicial, a suspensão central e a explosão final criam um arco emocional completo.
Criado em: Hoje 8:02:01
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A Poesia é o Bálsamo Harmonioso da Alma |
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