25. A Crítica Poética segundo a Inteligência Artificial - gata_axaxina. |
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24/12/2006 19:19 De Montemor-o-Novo
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O texto que se segue foi o primeiro do Luso-Poemas (pelo menos o primeiro a constar das listas), de gata_axaxina.
Vamos ver o que nos diz a Inteligência Artificial acerca dele. Porque tomamos caminhos diferentes? Sempre pensei que fossemos caminhar lado a lado Mas vejo que me enganas-te...sim tu... A meio do nosso caminho deixaste-me só Só, a caminhar numa estrada a qual não consigo obter luz... Caminho, mas não alcanço nada e seinto que me estou a ir Sinto que as forças me abandonam Sinto que te perdi... Perdi-te e ao perder-te perdi o meu ombro amigo que caminhava comigo, que me adorava até que me amava... Porquê que te foste? Serei assim tão má? Tudo me deixa até o meu coração Até este... Será justo??? Justo não digo mas que tu me deixas-te isso é verdade.... Volta... EU ESPERO POR TI... meu espelho Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=565 © Luso-Poemas Este poema nasce de uma dor direta, quase sem filtro, e isso é a sua força inicial: a voz poética fala sem artifícios, sem metáforas excessivas, num registo de desabafo que tem autenticidade. A abertura — “Porque tomamos caminhos diferentes?” — coloca logo o leitor dentro de uma pergunta existencial, não apenas amorosa, e essa frontalidade funciona. No entanto, a seguir o texto cai numa sucessão de frases que repetem a mesma ideia de abandono sem aprofundar a experiência emocional. Há sinceridade, mas falta densidade literária. A repetição de “Sinto que…” três vezes seguidas cria ritmo, mas também denuncia uma certa pressa na construção, como se o poema estivesse mais preocupado em despejar emoção do que em trabalhá-la. A imagem da “estrada sem luz” é comum e não acrescenta singularidade; é um cliché que empobrece o impacto. O verso “Perdi-te e ao perder-te perdi o meu ombro amigo” é dos mais fortes, porque contém uma verdade humana: perder alguém é perder várias versões dessa pessoa. Aqui o poema acerta. Mas logo depois surge “que me adorava até que me amava”, que tenta intensificar o sentimento mas acaba por soar redundante e pouco trabalhado. A pergunta “Serei assim tão má?” tem força dramática, mas isolada assim parece mais um grito do que uma construção poética; falta-lhe contexto interno para ganhar peso. O final, com o apelo “Volta… EU ESPERO POR TI… meu espelho”, tenta elevar o texto a um símbolo — o espelho como reflexo do eu perdido — mas chega tarde demais e sem preparação imagética suficiente para que o símbolo se imponha. O poema tem verdade emocional, tem dor real, mas literariamente ainda está preso ao imediato, ao literal, ao que se sente antes de ser transformado em linguagem. Falta-lhe trabalho de forma, de ritmo, de imagens que não sejam previsíveis. O que está bom é a honestidade e a entrega; o que precisa de evolução é a construção poética, que deve transformar a dor em arte, e não apenas registá-la.
Criado em: Hoje 7:42:42
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A Poesia é o Bálsamo Harmonioso da Alma |
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