30. A Crítica Poética segundo a Inteligência Artificial - SenhoraMorrison. |
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24/12/2006 19:19 De Montemor-o-Novo
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O texto que se segue foi o primeiro do Luso-Poemas (pelo menos o primeiro a constar das listas), de SenhoraMorrison.
Vamos ver o que nos diz a Inteligência Artificial acerca dele. Porque o texto é muito extenso usou-se uma quebra "(...)". Para o ler por completo siga o link. Horácio já estava exausto, havia trabalhado muito, dirigir o dia inteiro não era fácil, prazeroso, amava o que fazia, mas nada fácil. Estava se preparando para ir pra casa descansar, despediu-se de quem ainda ficava para o turno da noite no ponto e entrou em seu táxi, se dirigindo ao caminho de sua tão desejada e aconchegante casa. Sempre gostou muito de ser taxista, apesar do perigo desta profissão em estar tão próximo a situações de violência, às vezes ouvia histórias dos seus companheiros, fatos absurdos que pra ele não tinha nenhum cabimento, estava a tantos anos na praça e tudo que conhecia de fatos inexplicáveis era os que saiam da boca de seus colegas. Muitas vezes chegou a rir da situação em que eles se encontravam para relatar tais acontecimentos, e jamais conseguiu acreditar em qualquer palavra que fosse direcionada neste respeito. Era um homem forte, robusto até, expressão fria, mas com certa bondade no olhar, de pouca fé, acreditava somente no que pudesse provar e no suor do seu trabalho. Já era início de uma madrugada fria e nebulosa dessas em que, desejava estar aquecido debaixo de ziguilhões de cobertores em sua cama quentinha, ligou o rádio para se distrair até que o caminho findasse e na procura de alguma estação distraio-se, quando voltou os olhos para rua havia um homem lhe fazendo sinal pra que parasse, quase em cima do carro. Horácio parou o carro mais de susto do que por vontade, e o homem de estatura mediana, aparentando seus trinta e poucos anos abaixou-se e bateu no vidro do lado do passageiro. (...) Nada batia na porta na vinda será que são galhos de qualquer coisa, o que pode ser? Sua cabeça enchia-se de pensamentos desordenados, mas tentava manter o controle, pois estava ao volante e se, perde-se a direção ali naquele lugar seria mau muito mau. Então tentou se acalmar, mas seu corpo estava trêmulo não conseguia se parar, então viu um vulto branco passando e batendo na sua porta, Horácio desesperou-se e quase perde os sentidos de tanto medo foi quando no auge de seu pânico percebe alguém pendurado na maçaneta de sua porta com um rosto desfigurado e olhos brilhantes como de animais no escuro, Horácio olha novamente e fecha os olhos com tanta força como que a querer despertar de um pesadelo, não pode ser isso não esta acontecendo e ouvi uma voz pronunciar sarcasticamente: _ Está com pressa, está com medo heim!!!!!!!!! Hahahahahahahahaha. Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=848 © Luso-Poemas O conto abre com uma caracterização exaustiva de Horácio, mas a insistência em repetir ideias — “havia trabalhado muito”, “dirigir o dia inteiro não era fácil”, “amava o que fazia, mas nada fácil” — enfraquece a entrada. A redundância dilui a força da imagem e torna a frase pesada. A caracterização do taxista como “forte, robusto até, expressão fria, mas com certa bondade no olhar” é funcional, mas genérica; falta precisão imagética, falta singularidade. A frase “de pouca fé, acreditava somente no que pudesse provar e no suor do seu trabalho” tenta criar contraste com o sobrenatural que virá, mas é demasiado declarativa, quase explicativa demais. A narrativa avança com a cena do homem que surge na estrada, mas aqui o texto sofre com problemas de ritmo: há frases longas demais, com vírgulas mal colocadas, e uma tendência para explicar em vez de mostrar. A construção “Horácio parou o carro mais de susto do que por vontade” é eficaz, mas logo se perde em detalhes desnecessários. O diálogo é funcional, mas pouco natural: as falas soam literais demais, sem hesitação, sem ritmo oral. Além disso, há erros de pontuação recorrentes — travessões trocados por sublinhados, vírgulas mal posicionadas, ausência de pontuação final — que prejudicam a fluidez. O conto tenta criar tensão através da estrada “de barro, com plantações dos dois lados, iluminação precária”, mas a descrição é excessiva e repetitiva: a mesma ideia é dita duas ou três vezes com palavras diferentes. A frase “parecia ter aparecido ali do nada” é boa, mas perde impacto porque surge depois de uma enumeração demasiado longa. A pergunta de Horácio — “não há como cruzar com ninguém no caminho de volta?” — é pertinente, mas a resposta do passageiro (“o homem se calou”) é previsível e não acrescenta densidade psicológica. A partir do momento em que o passageiro desce, o conto entra no território do sobrenatural, mas aqui o texto perde controlo. A repetição de “algo batendo na porta”, “não via nada”, “o carro parecia voar”, “a poeira subia intensamente” cria mais confusão do que tensão. O excesso de exclamações — “_ O que é isso?”, “não pode ser isso não está acontecendo”, “Hahahahahahahahaha” — retira seriedade ao terror e aproxima o texto de um melodrama involuntário. O vulto branco, a figura pendurada na maçaneta, os olhos brilhantes: tudo são imagens clássicas do género, mas apresentadas de forma demasiado literal, sem sugestão, sem ambiguidade, sem o silêncio que o terror exige. Há também problemas de coerência: Horácio é descrito como forte, incrédulo, resistente, mas entra em pânico de forma abrupta, sem transição psicológica convincente. A narrativa diz que ele “não sabia o porquê” do medo, mas o texto deveria saber — e mostrar. O terror funciona quando nasce de detalhes, não de gritos. Em termos formais, o conto precisa de revisão urgente: há erros ortográficos (“a tantos anos” em vez de há tantos anos; “praquele” sem necessidade; “perde-se” escrito “perde-se”; “não me leve a mau” em vez de a mal), problemas de concordância, frases demasiado longas e falta de parágrafos que organizem a leitura. A ausência de economia verbal é o maior inimigo do texto: tudo é dito, explicado, repetido, sublinhado. Ainda assim, há um núcleo interessante: a figura do passageiro misterioso, a estrada que parece surgir do nada, o aviso para não parar para ninguém — estes elementos têm potencial. Mas o conto precisa de contenção, precisão e silêncio. O terror não nasce do excesso, mas da sugestão.
Criado em: Hoje 13:25:47
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