32. A Crítica Poética segundo a Inteligência Artificial - Daynor. |
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24/12/2006 19:19 De Montemor-o-Novo
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O texto que se segue foi o primeiro do Luso-Poemas (pelo menos o primeiro a constar das listas), de Daynor.
Vamos ver o que nos diz a Inteligência Artificial acerca dele. Porque o texto é muito extenso usou-se uma quebra "(...)". Para o ler por completo siga o link. Como eu posso dizer que te amo? São poucas as minhas palavras, Não sei expressar...esperei por este instante tanto tempo Deus sabe o quanto andei prá te encontrar. Completou a parte em mim que faltava, Preenchendo o que não tinha dentro de mim. Amor! És tu que inspira os meus versos, E com alegria me fazes cantar. Como é que eu posso dizer que não te amo, Se te amo...te amo... Como é que eu posso dizer que não te quero Se és tu que eu espero. Quando a gente ama a vida tem sabor Sempre quer dar carinho, Estar juntinho do nosso amor; Quando a gente ama Passa todo o tempo querendo agradar, Agradar com frases bonitas, Frases para cantar. Quando a gente ama cada dia é um sonho prá gente viver Toda hora é hora da gente se ver, Não é apenas um momento, Tudo é um paraíso... O amor é como um flor que desabrocha Na mais dura rocha do coração. Não importa a cor e a beleza, Nem mesmo a riqueza ou a posição. Ele nasce bonito e voa, E não desentoa em sua canção... Voa livre pelo ar e cruza o mar sem censura, O amor ultrapassa as barreiras E cruza as fronteiras do coração... Ele é um aroma gostoso, Cheiro delicioso da mais pura loção. O amor é o único laço Que nem mesmo a morte pode desfazer. Eu sinto no ar a presença deste amor, Brilhando no espaço, numa festa de cor. Eu sinto no mar e nos rochedos mil, Na ave que voa ou na flor que se abriu. Eu sinto no ar a presença deste amor, E o intenso fulgor dos olhos teus, E por onde eu andar estarás nos pensamentos meus. Não apenas por um momento, Mas porque eu pedi a Deus. Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=930 © Luso-Poemas O poema abre com uma pergunta — “Como eu posso dizer que te amo?” — que funciona como mote, mas que se repete mais adiante quase sem variação, criando redundância. A frase “São poucas as minhas palavras, / Não sei expressar...” é um cliché romântico, e a elipse não acrescenta profundidade; apenas reforça a sensação de que o poema se apoia em fórmulas já gastas. A invocação de Deus — “Deus sabe o quanto andei prá te encontrar” — é típica da canção popular brasileira, mas aqui surge sem elaboração poética, funcionando mais como expressão emocional do que como imagem literária. A estrofe seguinte — “Completou a parte em mim que faltava, / Preenchendo o que não tinha dentro de mim” — repete a mesma ideia em duas frases quase idênticas. A redundância enfraquece o verso. A palavra “Amor!” isolada funciona como interjeição, mas não cria impacto estético; é apenas um grito emocional. A sequência “És tu que inspira os meus versos, / E com alegria me fazes cantar” reforça a sensação de letra de música, com rimas fáceis e imagens previsíveis. A repetição insistente — “Se te amo... te amo...” — não cria ênfase poética, apenas sublinha o óbvio. O poema entra então numa série de generalizações: “Quando a gente ama a vida tem sabor”, “Sempre quer dar carinho”, “Passa todo o tempo querendo agradar”. São afirmações genéricas, sem singularidade, sem metáfora, sem tensão. A poesia dissolve‑se em prosa sentimental. A metáfora da flor — “O amor é como um flor que desabrocha / Na mais dura rocha do coração” — é uma das imagens mais interessantes do poema, mas sofre com a falta de revisão: “um flor” é erro gramatical, e “rocha do coração” é uma imagem que poderia ser forte, mas que não é desenvolvida. A estrofe seguinte — “Não importa a cor e a beleza, / Nem mesmo a riqueza ou a posição” — cai novamente no didatismo moralizante, mais próximo de um sermão do que de poesia. A sequência “Ele nasce bonito e voa, / E não desentoa em sua canção...” tenta criar musicalidade, mas a rima é pobre e a imagem do amor que voa é demasiado vaga. A metáfora do “aroma gostoso” e “cheiro delicioso da mais pura loção” aproxima o poema do kitsch: a comparação é banal e não acrescenta profundidade. A afirmação “O amor é o único laço / Que nem mesmo a morte pode desfazer” é forte, mas já foi dita inúmeras vezes na tradição literária, e aqui surge sem variação, sem releitura, sem densidade. A estrofe final, que tenta elevar o amor a uma presença cósmica — “Eu sinto no ar a presença deste amor, / Brilhando no espaço, numa festa de cor” — repete imagens vagas, sem concretude. A enumeração — “no mar, nos rochedos, na ave, na flor” — é demasiado ampla e genérica, diluindo o efeito. O fecho — “Mas porque eu pedi a Deus” — tenta dar solenidade, mas cai novamente no sentimentalismo. Em termos formais, há problemas de ortografia (“prá” é coloquial e não funciona num poema que pretende solenidade), de concordância (“um flor”), de repetição excessiva e de falta de ritmo. A estrutura é longa demais para o conteúdo que apresenta; muitas estrofes dizem a mesma coisa com palavras diferentes. Falta contenção, falta precisão, falta imagem concreta. O poema tem emoção, mas não tem forma literária trabalhada.
Criado em: Hoje 13:45:12
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