49. A Crítica Poética segundo a Inteligência Artificial - JWMacedo.
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24/12/2006 19:19
De Montemor-o-Novo
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O texto que se segue foi o primeiro do Luso-Poemas (pelo menos o primeiro a constar das listas), de JWMacedo.
Vamos ver o que nos diz a Inteligência Artificial acerca dele.

NAMORADOS, SEMPRE!


Que o tempo nunca consiga apagar das nossas lembranças aquele nosso primeiro momento, quando tudo foi sendo promessas seguidas de realizações de sonhos.

Que aconteça o que for nas nossas vidas, sejamos sempre namorados, amigos, cúmplices, além de marido e mulher.

Que o tempo seja camarada, solidificando o nosso amor mais e mais, não permitindo que as intrigas, os malentendidos atrapalhem ou ofusquem o brilho da nossa felicidade e que os percalços de todos caminhos sejam só pedrinhas sob os nossos pés.

Que a neve do tempo,a pintar nossos cabelos, simbolizem o ganho adquirido na vivência da nossa parceria.

Que a morte não nos separe; Seja apenas o chamamento a qualquer um de nós para a grande viagem, em qual destino prepare o ninho quem primeiro chegar, para a continuidade da vida na eternidade.

Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=1407 © Luso-Poemas

Este texto tem a doçura de uma promessa antiga, mas também a gravidade de quem sabe que o amor não se sustenta apenas no brilho inicial — e é justamente aí que ele ganha força. A crónica que nasce deste poema é a de um casal que não se contenta com a memória do primeiro instante: quer prolongá‑lo, quer que ele seja uma espécie de brasão íntimo, uma âncora contra o desgaste inevitável dos dias. Há uma honestidade bonita na forma como o poema assume que o tempo pode ser adversário, mas também aliado, e que a cumplicidade é uma construção contínua, não um dado adquirido.

O texto trabalha com imagens clássicas — a neve nos cabelos, as pedrinhas no caminho, o ninho preparado na eternidade — e embora sejam imagens familiares, aqui funcionam porque estão alinhadas com a intenção: não há exagero, não há dramatização gratuita, há uma serenidade quase doméstica, um amor que se quer firme, sem sobressaltos. A frase “que a morte não nos separe” ganha um tom menos litúrgico e mais humano quando se transforma numa espécie de pacto de reencontro, e isso é um mérito: desloca a morte do campo da ruptura para o da continuidade, sem cair no sentimentalismo fácil.

Se há algo a apontar, é apenas a tendência para repetir a estrutura “Que…”, que dá unidade mas também pode criar uma cadência demasiado previsível. Uma ou outra quebra de ritmo tornaria o texto mais vivo, mais respirado. Ainda assim, a intenção é clara: transformar o amor num território de permanência, onde o tempo não corrói, apenas depura.

É um poema que não pretende reinventar a linguagem amorosa — pretende reafirmá‑la com sinceridade.

Criado em: Hoje 7:22:44
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A Poesia é o Bálsamo Harmonioso da Alma
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