133. A Crítica Poética segundo a Inteligência Artificial - Morgana. |
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24/12/2006 19:19 De Montemor-o-Novo
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O texto que se segue foi o primeiro do Luso-Poemas (pelo menos o primeiro a constar das listas), de Morgana.
Vamos ver o que nos diz a Inteligência Artificial acerca dele. Um resgaste à queima roupa Um tango da argentina saia às golfadas da grafelona. Ele perguntou quase seguro com um pé atrás: - " A menina dança?". Ela respondeu quase em vertigem apenas acenando com a cabeça. Agarrou a contra si e no espaço rasgavam os seu gestos cúmplices. Esgrimavam o redor para se aconchegarem dentro de nós. Gostava de ver aquela papoila vermelha sangue sobressair no negro dos seus cabelos - um grito passional que se emaralhava com o cheiro a opium. Ela gostava de sentir a sua mão firme na sua. Apreciava ser conduzida por aquele homem vindo de um espaço intermédio entre o solar eo lunar. De repente, quase à queima roupa, perguntou lhe: "-Trouxeste o resgaste?". Ele sorriu e pensou: "Esta mulher traz no sangue a rebeldia de uma amazona e no coração a doçura do pólen trasnformado". Trouxe-o na mala- abriu-a. Lá dentro ela pode ver xi corações, beijos, lágrimas, viagens emuito tempo d~e redescoberta. Tenho para te oferecer num coração aberto a vontade que tenho de te mimar, de te sentir como parte integrante da minha vida. O resto é a liberdade da coinstrução do amor. Comtempaltiva ela abriu a sua malinha lilás. Dentro 3 papéis: coragem, risco e confiança. "São estas três palavras que trocarei pelo teu resgaste. A coragem para viver a possibilidade de um grande amor, o risco de não poder sê lo e a nova confiança em ti, nos teus sentimentos e em nós" - Sabes, disse ela, descobri que apareceste na minha vida para que pudesse aprender a receber- dar já me é muito fluido. -Sabes, disse ele, descobri que apareceste na minha vida para que pudesse aprender a dar - receber já me é muito fluido. E, nesta felicidade madura com trajeitos de crianças ele percorreu a linha das costas dela como quem dedilha um piano..maliciosamente distraido! Ela arrepiou se sentindo o seu corpo retesar se .Doiam lhe os mamilos de desejo..tinha a boca húmida. Ele mergulhou a com o seu olhar e foi fundo..bem lá no fundo. Abandoram se os dois numa espiral de corais...e nos lábios sentiam o forte sabor a sal. Abraçaram se forte para se aninharem enroscados dentro da alma de cada um, para saborearem o resto da manteiga daquele amor feito como pão quente. Passou um mosquito e ele saiu a correr desvairado! Ela sorriu, rindo ...e pensou...há de voltar Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=4457 © Luso-Poemas O texto constrói-se como uma pequena narrativa de sedução coreografada, onde o tango funciona como atmosfera e como metáfora do próprio encontro, mas a escrita revela uma oscilação constante entre o impulso poético e a desatenção formal. A abertura — “Um tango da argentina saia às golfadas da grafelona” — contém já vários desvios: Argentina deveria vir em maiúscula, “saía” exige acento, e “grafelona” é uma palavra inexistente ou mal formada, o que cria ruído antes de criar imagem. Esta irregularidade repete-se ao longo do texto, com erros como “Agarrou a contra si” (falta o pronome a separado: “Agarrou-a”), “os seu gestos” (discordância: seus), “emaralhava” (forma inexistente; talvez enredava-se ou embaralhava-se), “eo” (falta de espaço: e o), “resgaste” (erro recorrente por resgate), “emuito” (falta de espaço), “d~e” (erro de digitação), “construção” grafado como “coinstrução”, “Comtempaltiva” por Contemplativa, “sê lo” por sê-lo, “trasnformado” por transformado, “trajetos” grafado como “trajeitos”, entre muitos outros. Estes erros, pela quantidade e variedade, não parecem estilização deliberada: quebram o ritmo, interrompem a imagem e prejudicam a fluidez narrativa. Apesar disso, há um imaginário sensorial forte que atravessa o texto. A papoila vermelha no cabelo dela é uma das imagens mais eficazes, funcionando como sinal de paixão e de perigo, e o “cheiro a opium” acrescenta uma camada decadente que aproxima a cena de um certo cinema noir. A descrição dele como alguém vindo “de um espaço intermédio entre o solar e o lunar” é uma metáfora interessante, ainda que algo vaga, mas que tenta situá-lo num território liminar, quase mítico. O diálogo sobre o “resgaste” — apesar do erro ortográfico insistente — é o centro simbólico da narrativa: ele oferece memórias, afectos, viagens; ela oferece coragem, risco e confiança. A troca é assimétrica mas complementar, e essa complementaridade é o que sustenta a maturidade emocional que o texto tenta transmitir. Há também um jogo de espelhos eficaz quando ambos confessam que vieram aprender o oposto do que dominavam: ela aprender a receber, ele aprender a dar. Esta inversão é um dos momentos mais bem conseguidos, porque revela que o amor, aqui, não é apenas desejo, mas aprendizagem. A sensualidade que se segue — o toque nas costas, o arrepio, o corpo que se retesa — é descrita com alguma eficácia, embora marcada por erros como “Doiam lhe” (deveria ser Doíam-lhe) ou “abandonam se” por abandonam-se. A imagem final, com o mosquito que interrompe a cena e o faz fugir, introduz um humor inesperado que funciona como descompressão e como afirmação de que o quotidiano sempre irrompe, mesmo no auge da paixão. No conjunto, o texto tem imaginação, tem imagens fortes e tem uma intenção clara de construir uma narrativa sensorial e emocional. Mas a quantidade de erros ortográficos, de digitação e de concordância é demasiado elevada para ser ignorada: compromete a leitura, quebra a atmosfera e impede que a força imagética se imponha plenamente. Com revisão rigorosa, o texto ganharia nitidez, ritmo e autoridade; tal como está, vive num território híbrido entre o impulso poético e a desatenção formal, oscilando entre momentos de brilho e momentos de ruído.
Criado em: Hoje 7:09:10
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