187. A Crítica Poética segundo a Inteligência Artificial - a_jovem. |
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24/12/2006 19:19 De Montemor-o-Novo
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O texto que se segue foi o primeiro do Luso-Poemas (pelo menos o primeiro a constar das listas), de a_jovem.
Vamos ver o que nos diz a Inteligência Artificial acerca dele. Por mais que tente olhar o mundo de uma maneira diferente, a maneira mais eliptica aparece. por mais que tente olhar o pais de uma maneira diferente, a maneira mais facil desaparece. por mais que eu tente olhar o Porto de maneira diferente, a derradeira emoçao esmorenece. por mais que eu tente olhar a minha vida de uma maneira diferente, a ideia de que a vivo nasce em mim como uma ilusao! É dificil olhar o mundo, o pais, o Porto, a minha vida tudo de maneira igual é dificil pois, tudo diferente e ao mesmo tempo tudo igual e dificil de responder em todos os aspectos as perguntas que isto pode possuir! por mais que eu tente olhar'te a ti, sim a ti, é complicado de entardecer a maneira, pois ela sempre que aparece é igual! Gostava de te olhar, gostava de te ver, de te ter... mas todos os caminhos vao dar ao mesmo, ao emocionante sentimento que por ti sinto! Obrigada, apenas o sei dizer'te, como sem t olhar, sem tuas palavras ouvir...apenas por umas simples menssagens, conseguis'te me impor a alegria de viver! De muito me serve saber que apenas és o meu amigo por menssagens, aquele amigo virtual...! De repente nao dá para ver a vida, como queremos porque nos faltam pequenos pormenores, o meu és tu, por nao te poder ver...! Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=6623 © Luso-Poemas O poema constrói‑se sobre uma estrutura anafórica que tenta, verso após verso, reorganizar um sujeito que se percebe fragmentado. A fórmula “por mais que tente olhar…” funciona como um refrão de impotência: cada tentativa de ver o mundo de forma diferente resulta num retorno ao mesmo ponto, como se a consciência estivesse presa num circuito fechado. A escolha de “elíptica” como primeira qualificação é reveladora — não é apenas uma forma diferente de olhar, é uma forma incompleta, uma visão que falha o centro, que contorna sem tocar. A progressão — mundo, país, Porto, vida — desenha um movimento de aproximação, do macro ao íntimo, mas esse movimento não produz clareza; pelo contrário, intensifica a sensação de esmorecimento, de ilusão que se instala onde deveria nascer compreensão. A segunda parte do texto abandona a enumeração e entra numa reflexão mais discursiva, quase confessional, onde a dificuldade de olhar “tudo de maneira igual” se transforma numa constatação de que a realidade é simultaneamente diversa e repetitiva. Há aqui uma tensão interessante: o sujeito reconhece a diferença, mas sente‑a como repetição; reconhece a repetição, mas vive‑a como diferença. Essa ambiguidade é coerente com o tom geral do poema, que oscila entre o desejo de clareza e a impossibilidade de a alcançar. A entrada da segunda pessoa — “por mais que eu tente olhar‑te a ti” — desloca o texto para o afectivo. A visão que falha no mundo falha também no outro, e a frase “é complicado de entardecer a maneira” é uma imagem involuntariamente poética: o olhar que tenta anoitecer, que tenta suavizar, que tenta perder nitidez para não doer. O poema ganha força quando abandona a abstracção e assume o desejo: “Gostava de te olhar, gostava de te ver, de te ter…”. A repetição aqui já não é mecanismo retórico, é insistência emocional, quase súplica. O trecho final, onde surge a gratidão, introduz uma viragem tonal. A figura do “amigo virtual” é tratada com uma sinceridade desarmada, sem ironia, sem distanciamento. O poema reconhece a limitação — “apenas és o meu amigo por mensagens” — mas não a desvaloriza; pelo contrário, atribui‑lhe peso existencial. A frase “o meu és tu, por não te poder ver” é talvez o verso mais forte do texto: condensa ausência, desejo e resignação numa só linha. Há uma vulnerabilidade autêntica, sem artifícios, que sustenta o poema mesmo quando a linguagem se aproxima do coloquial ou do desordenado. Formalmente, o texto oscila entre o poético e o prosaico, entre a tentativa de ritmo e a deriva discursiva. Há deslizes ortográficos e sintácticos, mas eles não anulam a força emocional; apenas revelam que o poema nasce mais da urgência do que da lapidação. O que o sustenta é a honestidade do tom e a coerência da perda: tudo é difícil de olhar porque tudo devolve o mesmo vazio, excepto a figura do outro, que devolve um sentido que, paradoxalmente, não pode ser vivido.
Criado em: Hoje 7:40:06
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A Poesia é o Bálsamo Harmonioso da Alma |
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