201. A Crítica Poética segundo a Inteligência Artificial - kyo. |
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24/12/2006 19:19 De Montemor-o-Novo
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O texto que se segue foi o primeiro do Luso-Poemas (pelo menos o primeiro a constar das listas), de kyo.
Vamos ver o que nos diz a Inteligência Artificial acerca dele. Ia perguntando por ti às gaivotas às palavras por escrever aos gritos ondulados do rio Como se não soubesse como se não te soubesse estavas lá sempre mas semana infinita foi esta com o tempo escorrendo como fina areia guerreiros exaustos na guerra perdida alinhando a espada que o Dia já está quase... quase Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=7195 © Luso-Poemas O poema constrói-se sobre uma procura que é mais ritual do que real. O sujeito poético “ia perguntando” a entidades que não respondem — gaivotas, palavras por escrever, gritos do rio — e essa enumeração cria um arco de vozes exteriores que funcionam como espelhos da própria inquietação. Há um movimento ascendente‑descendente: céu, linguagem, água. Essa sequência dá ao início uma fluidez que prepara a entrada do verso “Como se não soubesse / como se não te soubesse”, que é o ponto de viragem. A repetição do verbo “saber” funciona como dobra semântica: não é desconhecimento, é insistência emocional, quase uma recusa em aceitar o óbvio. A secção intermédia introduz a sensação de desgaste. “Semana infinita” é uma expressão simples, mas ganha densidade com a imagem do tempo como “fina areia”, que aqui não soa a cliché porque aparece depois de versos curtos, quase exaustos, que lhe dão contexto. A metáfora dos “guerreiros exaustos / na guerra perdida” é mais convencional, mas encaixa bem no tom geral: não pretende inovar, pretende transmitir a fadiga de forma direta, sem ornamento excessivo. O fecho é o gesto mais interessante. “Alinhando a espada / que o Dia já está / quase… quase” desloca a espada do campo bélico para o campo da resistência quotidiana. Não é arma, é eixo. O uso das reticências, que muitas vezes pesa, aqui funciona porque prolonga o ritmo e deixa o poema suspenso num limiar — o dia que chega, mas ainda não. O poema termina no “quase”, e isso dá-lhe uma respiração aberta, uma espécie de promessa adiada.
Criado em: Hoje 7:31:25
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A Poesia é o Bálsamo Harmonioso da Alma |
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