202. A Crítica Poética segundo a Inteligência Artificial - tactos. |
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24/12/2006 19:19 De Montemor-o-Novo
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O texto que se segue foi o primeiro do Luso-Poemas (pelo menos o primeiro a constar das listas), de tactos.
Vamos ver o que nos diz a Inteligência Artificial acerca dele. Sentir o vento a acariciar me a cara o corpo, é o mesmo que sentir o frio amor que tens por mim. Falo, escrevo e nao posso sentir mais o que vai na alma. Pois isso irá reflectir no futuro. Vento faca amor e palavra significados que vou sentir na pele uns tempos depois de partires. fujo mas nao sei porque, corro mas nao sei para onde. encurralado me irei sentir e nao puderei fugir sem te dizer Adoro te... Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=7214 © Luso-Poemas O poema trabalha uma tensão entre o sensorial e o emocional, usando o vento como metáfora central. A abertura — “Sentir o vento a acariciar‑me a cara o corpo” — tem força porque começa num registo táctil, quase físico, e logo o desvia para o afectivo: “é o mesmo que sentir o frio amor que tens por mim”. A associação entre toque e frieza cria um contraste imediato que define o tom: há carinho, mas há distância; há presença, mas há desamparo. A secção seguinte introduz uma espécie de bloqueio interior: “Falo, escrevo e não posso sentir mais o que vai na alma”. A frase é simples, mas eficaz, porque expõe a contradição entre expressão e silêncio emocional. O verso “Pois isso irá reflectir no futuro” é mais abstrato e menos poético — funciona como explicação, e explicações tendem a enfraquecer a intensidade lírica. Ainda assim, prepara o terreno para a imagem seguinte, que é mais interessante: “Vento, faca, amor e palavra significados que vou sentir na pele uns tempos depois de partires.” Aqui há uma enumeração que mistura elementos concretos e simbólicos, e a presença da “faca” ao lado do “amor” cria uma fricção produtiva. A frase poderia beneficiar de uma pontuação mais clara, mas a ideia está lá: o corpo como lugar onde o tempo deixa marcas. A parte final aproxima-se de um registo mais confessional: “fujo mas não sei porque, corro mas não sei para onde”. A repetição funciona bem, porque reforça a sensação de desorientação. “Encurralado me irei sentir / e não poderei fugir sem te dizer / Adoro‑te…” fecha o poema num gesto de rendição emocional. É um fecho forte, embora previsível — mas a previsibilidade aqui não é defeito; é coerência com o percurso emocional que o texto constrói. O poema, no conjunto, vive da oscilação entre o vento e o corpo, entre fuga e necessidade, entre frieza e desejo. Há imagens que poderiam ser mais lapidadas, mas a sinceridade emocional sustenta o texto e dá-lhe uma vibração própria.
Criado em: Hoje 7:35:15
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A Poesia é o Bálsamo Harmonioso da Alma |
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