306. A Crítica Poética segundo a Inteligência Artificial - Ary Bueno. |
||
|---|---|---|
|
Moderador
![]()
Membro desde:
24/12/2006 19:19 De Montemor-o-Novo
Mensagens:
4412
|
O texto que se segue foi o primeiro do Luso-Poemas (pelo menos o primeiro a constar das listas), de Ary Bueno.
Vamos ver o que nos diz a Inteligência Artificial acerca dele. Ah! como doí tua ingratidão Como é triste este meu viver Como chora, o meu coração Que vontade tenho de morrer Não sei até onde vou suportar Esta magoa...esta saudade Estas tua falta a me sufocar A solidão, machuca de verdade O coração verte um amargo fel A alma parece estar em estertor Não sei aonde esta o sabor do mel Que um dia provei em teu beijo amor Hoje sou um morto-vivo, a caminhar Não sinto mais em mim qualquer calor Somente no rosto sinto lágrimas rolar Trazidas pela saudade deste grande amor Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=12538 © Luso-Poemas O poema apresenta-se como uma expressão direta de sofrimento amoroso, estruturado em quadras regulares que reforçam a cadência tradicional da lírica de desengano. A abertura — “Ah! como doí tua ingratidão / Como é triste este meu viver / Como chora, o meu coração / Que vontade tenho de morrer” — estabelece de imediato um tom dramático, sustentado por exclamações e por uma repetição anafórica de “como”, que intensifica o lamento. Há um deslize ortográfico relevante: “doí” deveria ser “dói”, o que compromete a correção formal logo no primeiro verso. A expressão “Que vontade tenho de morrer”, embora coerente com o tom de desespero, aproxima-se de um exagero retórico que, dentro da tradição da poesia de mágoa, é comum, mas exige cuidado para não resvalar para o melodramático. A segunda estrofe mantém o registo de dor, mas apresenta problemas de ortografia e acentuação: “magoa” deveria ser “mágoa”, e “estas tua falta” deveria ser “esta tua falta”. A construção “estas tua falta a me sufocar” contém ainda uma incongruência entre plural e singular que fragiliza a sintaxe. A ideia de sufocação pela ausência é clara, mas a frase “A solidão, machuca de verdade” apresenta uma vírgula desnecessária que quebra a fluidez. A estrofe, apesar das falhas formais, mantém coerência temática ao reforçar a sensação de abandono. A terceira estrofe introduz imagens mais densas — “O coração verte um amargo fel / A alma parece estar em estertor” — que evocam sofrimento físico e espiritual. A expressão “amargo fel” é convencional na poesia de dor, funcionando mais como fórmula do que como imagem singular. “Estertor” é uma escolha lexical forte, mas o verso seguinte — “Não sei aonde esta o sabor do mel” — contém novo deslize ortográfico (“esta” deveria ser “está”) e uma construção que, embora compreensível, recorre a uma metáfora previsível (“mel” como doçura perdida). A referência ao beijo como origem dessa doçura é coerente, mas não acrescenta novidade ao campo semântico. A última estrofe — “Hoje sou um morto-vivo, a caminhar / Não sinto mais em mim qualquer calor / Somente no rosto sinto lágrimas rolar / Trazidas pela saudade deste grande amor” — encerra o poema com uma imagem de morte em vida, que reforça o tom dramático. A expressão “morto-vivo” é eficaz, embora também convencional. A construção “Não sinto mais em mim qualquer calor” é clara, mas o verso seguinte apresenta uma repetição de “sinto” que poderia ser evitada para maior fluidez. O fecho com “saudade deste grande amor” retoma o tema central, mas permanece dentro de um vocabulário previsível, sem expansão simbólica. Do ponto de vista formal, o poema apresenta vários problemas ortográficos (“doí”, “magoa”, “esta”, ausência de acentos), além de pequenas falhas de pontuação e concordância. A métrica é irregular, mas não compromete a leitura, já que o poema se apoia mais na cadência emocional do que na estrutura formal. O campo semântico é coerente, centrado na dor, na ausência e na saudade, sem desvios temáticos. O estilo literário enquadra-se na lírica de desengano tradicional, marcada por expressões de sofrimento amoroso, imagens convencionais de mágoa e estrutura em quadras que evocam modelos clássicos da poesia sentimental.
Criado em: Hoje 7:01:02
|
|
|
_________________
A Poesia é o Bálsamo Harmonioso da Alma |
||
Transferir
|
||