428. A Crítica Poética segundo a Inteligência Artificial - Sebemquenaosei.
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De Montemor-o-Novo
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O texto que se segue foi o primeiro do Luso-Poemas (pelo menos o primeiro a constar das listas), de Sebemquenaosei. Vamos ver o que nos diz a Inteligência Artificial acerca dele.

Fabrica sensações como quem tem sonhos...

Envolve-se em ternuras como quem cumprimenta

Sente como pensa e pensa o contrário do que profere sem sentimento

Está saturado dos "dias", da sua conotação banal que os homo s ditaram

Na bela viajem de um pássaro recolhe os seus desejos, do seu pensamento e momentos de outrora

É . . .

Um pequeno civilizado nascido de grandes selvagens como almeja tornar-se

O mundo

Essa pseudo-realidade-física-geral. . .

Crescem

E aí os resquícios de outrora grandes selvagens obliteram-se como quem denegria a vida de outrém por meros fanatismos

(Vá lá denegrir a sua...!?)

O resquício de si permanece, como tudo que se transporta por entre momentos.

Volátil, constante

O seu pensar depois de o sentir mudou

Metamorfose adúltera

Consciência de vida maldita

Torna-se, algo que nunca desejou

A sua veia bombeia mais conjecturas do que preferia, mas criam também o que é hoje

O hoje de hoje ou os hojes que o precedem

É algo permanente e sentido.

Criar uma onda

Sentir um momento

Nem a criação subvertida do caos me pode retirar isso

Sou ser

. . .

"Prostituta" não terá as certas conotações que se criaram com o tempo

Pois que o seja...

Há muito, seria nobre exercitar prazer sobre os demais e daí retirar prazer

. . .

Sublime olhar

Se ofuscado, é belo no momento e aí sempre um resquício de algo que nunca acaba

O sentir

. . .

Incauto, o inebriante encontro encontra-nos e pensa no que não é propositado para momento tal

Sua leve figura, elaborando fragmentos de uma imaginação conturbada e incoerente para tais crias. . . . . . ou criações.

Frenéticamente, crias, ou criações tais, alargam o inebriante encanto e a subliminar qualidade deste Retrato

És tu

Espero . . . . . . o que for.

Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=18897 © Luso-Poemas

O texto apresenta-se como fluxo de consciência poético, marcado por fragmentação sintática, introspeção filosófica e alternância entre crítica social, autorreflexão e imagens de metamorfose. A estrutura é irregular, com reticências múltiplas, quebras abruptas e frases que se interrompem, criando um ritmo hesitante e disperso. Essa irregularidade é coerente com o tom existencial, mas exige atenção aos aspetos formais.

Do ponto de vista ortográfico, surgem vários problemas: “viajem” deveria ser “viagem”; “Frenéticamente” deveria ser “freneticamente”; “homo s” aparece fragmentado, provavelmente como recurso estilístico, mas graficamente incorreto; “denegria” é forma não padrão — o verbo correto é “denegrir”; “outrém” deveria ser “outrem”; o uso de reticências excessivas (“. . . . . .”) quebra a norma e prejudica a fluidez; a oscilação entre português e espanhol (“muerto”) é intencional, mas deve ser assinalada como desvio. Há também inconsistências no uso de maiúsculas e na separação de palavras (“pseudo-realidade-física-geral” é um composto possível, mas pesado e pouco claro). Estes elementos, embora por vezes deliberados, criam ruído gráfico que interfere na leitura.

A abertura — “Fabrica sensações como quem tem sonhos...” — estabelece o caráter abstrato do sujeito poético. A construção é vaga, mas funciona como ponto de partida para uma reflexão sobre sensibilidade e imaginação. A sequência — “Envolve-se em ternuras como quem cumprimenta / Sente como pensa e pensa o contrário do que profere sem sentimento” — articula contradição interna, reforçando a ideia de desajuste entre interioridade e expressão.

A passagem — “Está saturado dos ‘dias’, da sua conotação banal que os homo s ditaram” — introduz crítica social. A fragmentação de “homos” parece intencional, mas graficamente incorreta. A ideia de saturação dos dias aproxima o texto de uma reflexão sobre repetição e desgaste. A imagem seguinte — “Na bela viajem de um pássaro recolhe os seus desejos, do seu pensamento e momentos de outrora” — retoma o campo simbólico da leveza, embora a construção seja sintaticamente pesada e a ortografia incorreta.

A secção — “Um pequeno civilizado nascido de grandes selvagens como almeja tornar-se / O mundo / Essa pseudo-realidade-física-geral...” — apresenta crítica à civilização e à artificialidade da realidade. A fragmentação reforça o tom filosófico, embora por vezes comprometa a clareza. A sequência — “Crescem / E aí os resquícios de outrora grandes selvagens obliteram-se como quem denegria a vida de outrem por meros fanatismos / (Vá lá denegrir a sua...!?)” — mistura crítica moral com ironia. A forma verbal “denegria” é incorreta, e a frase apresenta peso sintático que poderia ser melhor distribuído.

A passagem — “O resquício de si permanece, como tudo que se transporta por entre momentos. / Volátil, constante / O seu pensar depois de o sentir mudou / Metamorfose adúltera / Consciência de vida maldita” — apresenta o núcleo emocional do texto. A ideia de metamorfose adúltera sugere transformação indesejada, enquanto “consciência de vida maldita” reforça o tom sombrio. A fragmentação contribui para a sensação de pensamento em convulsão.

A secção — “Torna-se, algo que nunca desejou / A sua veia bombeia mais conjecturas do que preferia, mas criam também o que é hoje / O hoje de hoje ou os hojes que o precedem” — articula a tensão entre identidade e pensamento. A repetição de “hoje” reforça a ideia de temporalidade múltipla. A construção é clara, embora marcada por abstração.

A passagem — “Sou ser / ... / ‘Prostituta’ não terá as certas conotações que se criaram com o tempo / Pois que o seja...” — introduz reflexão sobre linguagem e moral. A palavra é despojada de conotação social e tratada como conceito, aproximando o texto de um registo ensaístico. A ideia de “exercitar prazer sobre os demais” é apresentada de forma abstrata, funcionando como reflexão sobre poder e troca.

A secção — “Sublime olhar / Se ofuscado, é belo no momento e aí sempre um resquício de algo que nunca acaba / O sentir” — retoma o campo sensorial. A construção é simples, mas eficaz na criação de atmosfera contemplativa.

A parte final — “Incauto, o inebriante encontro encontra-nos e pensa no que não é propositado para momento tal / Sua leve figura, elaborando fragmentos de uma imaginação conturbada e incoerente para tais crias... ou criações. / Freneticamente, crias, ou criações tais, alargam o inebriante encanto e a subliminar qualidade deste Retrato / És tu / Espero... o que for.” — encerra o texto com ambiguidade. A oscilação entre “crias” e “criações” reforça a indecisão semântica. O fecho é aberto, mantendo coerência com o tom fragmentário.

O texto inscreve-se num estilo lírico‑existencial experimental, marcado por fragmentação, fluxo de consciência, crítica social e introspeção filosófica. A força reside na densidade conceptual e na construção de um sujeito em metamorfose constante. As fragilidades surgem sobretudo na ortografia irregular, na presença de reticências excessivas e em construções sintáticas que comprometem a clareza, mas essas escolhas são coerentes com a estética de dispersão mental adotada. O conjunto apresenta inquietação, intensidade e uma voz poética marcada pela busca de sentido.

Criado em: Hoje 7:31:49
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A Poesia é o Bálsamo Harmonioso da Alma
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