431. A Crítica Poética segundo a Inteligência Artificial - Rodrigo Mazoca. |
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24/12/2006 19:19 De Montemor-o-Novo
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O texto que se segue foi o primeiro do Luso-Poemas (pelo menos o primeiro a constar das listas), de Rodrigo Mazoca. Vamos ver o que nos diz a Inteligência Artificial acerca dele.
Aonde chega o limite da solidão? o meu coração já não aguenta mais a dor.. Ele chora, porem não derramo lágrimas... Mais no meio dessa escuridão, Encontrei um forte e novo brilho.... Que saio de seus olhos em direção aos meus.... Com você eu me senti vivo... Senti a importância de cuidar de alguem novamente.. Senti que para alguem eu era necessário... Senti a felicidade me tocar, em sua face desacordada... Felicidade vi em teu sorriso quando acordou... Olhando em direção a mim, com os olhos de sono de que ainda precisava dormir.. Te levei a suas amigas, que lhe conduziram até em casa. Te liguei no outro dia para saber como estava. Ouvi pelo telefone a voz de um romance. perguntando a ti se eu ainda tinha alguma chance. viemos a sair para ver no que ia dar. Essa tarde maravilhosa que vivi onde com voce estive sempre a contar, Com carinhos e beijinhos Nos despedimos nesse mesmo mundo de amar... Agora me chega a solidão... A luz se apagou E novamente no escuro estou.. Feliz por esperar que o brilho apareça A me dizer que: Eu quero te amar Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=18977 © Luso-Poemas O poema apresenta-se como narrativa lírica de um encontro amoroso que nasce no meio da solidão e termina no retorno à escuridão. A estrutura é contínua, com versos longos e construções que se aproximam da prosa poética. A ortografia apresenta vários deslizes: “aonde” deveria ser “onde” quando não há ideia de movimento; “porem” deveria ser “porém”; “Mais no meio dessa escuridão” deveria ser “Mas no meio dessa escuridão”; “alguem” deveria ser “alguém”; “voce” deveria ser “você”; “perguntando a ti” é construção pouco natural no português europeu; “Te levei a suas amigas” deveria ser “Levei-te às tuas amigas”; “até em casa” deveria ser “até casa”; “Te liguei” deveria ser “Liguei-te”; “voce estive” deveria ser “contigo estive”; “onde com voce estive sempre a contar” apresenta erro de concordância e estrutura pouco clara. A pontuação é irregular, com pontos finais ausentes, excesso de reticências e uso de maiúsculas inconsistente (“Eu quero te amar” surge isolado sem necessidade de capitalização inicial dentro da lógica do poema). A abertura — “Aonde chega o limite da solidão? / o meu coração já não aguenta mais a dor..” — estabelece o tom de desespero. A pergunta inicial é forte, mas o uso de “aonde” é incorreto, pois não há deslocamento espacial. A repetição de pontos (“..”) constitui irregularidade gráfica. A frase seguinte — “Ele chora, porem não derramo lágrimas...” — apresenta contraste entre o coração que chora e o sujeito que não derrama lágrimas, criando tensão emocional. A ausência de acento em “porém” e o uso excessivo de reticências são problemas formais. A passagem — “Mais no meio dessa escuridão, / Encontrei um forte e novo brilho.... / Que saio de seus olhos em direção aos meus....” — contém erros ortográficos e sintáticos: “Mais” deveria ser “Mas”; “saiu” deveria ser “saiu” (com acento verbal correto); o uso repetido de reticências quebra a fluidez. A imagem do brilho que sai dos olhos do outro é eficaz, embora a construção seja pesada. A secção — “Com você eu me senti vivo... / Senti a importância de cuidar de alguem novamente.. / Senti que para alguem eu era necessário...” — utiliza repetição anafórica (“Senti”) para reforçar a descoberta emocional. Os erros ortográficos (“alguem”) e o uso irregular de reticências prejudicam a apresentação formal. A sequência — “Senti a felicidade me tocar, em sua face desacordada...” — apresenta construção ambígua: a felicidade toca o sujeito através da face desacordada do outro, mas a imagem é pouco precisa. A narrativa prossegue — “Felicidade vi em teu sorriso quando acordou... / Olhando em direção a mim, com os olhos de sono de que ainda precisava dormir..” — com construção sintática aceitável, embora marcada por excesso de reticências e por inversões que poderiam ser mais naturais. A descrição dos “olhos de sono” é eficaz na criação de intimidade. A passagem — “Te levei a suas amigas, que lhe conduziram até em casa. / Te liguei no outro dia para saber como estava.” — apresenta problemas de colocação pronominal (“Levei-te às tuas amigas”; “Liguei-te no outro dia”). A sintaxe é clara, mas a estrutura frásica poderia ser mais fluida. A secção — “Ouvi pelo telefone a voz de um romance. / perguntando a ti se eu ainda tinha alguma chance.” — apresenta irregularidade na capitalização (“perguntando” deveria iniciar com maiúscula se o verso é independente). A expressão “voz de um romance” é eficaz, embora vaga. A narrativa continua — “viemos a sair para ver no que ia dar. / Essa tarde maravilhosa que vivi / onde com voce estive sempre a contar,” — com problemas de concordância e ortografia (“você”). A construção “onde com você estive sempre a contar” é sintaticamente frágil e pouco natural. O fecho — “Com carinhos e beijinhos / Nos despedimos nesse mesmo mundo de amar... / Agora me chega a solidão... / A luz se apagou / E novamente no escuro estou.. / Feliz por esperar que o brilho apareça / A me dizer que: / Eu quero te amar” — encerra o poema com retorno à solidão e esperança de reencontro. A pontuação é irregular, com reticências excessivas e pontos duplicados. A frase final surge isolada, funcionando como declaração direta, embora a construção “Eu quero te amar” seja simples e eficaz. O texto inscreve-se num estilo lírico‑narrativo contemporâneo, marcado pela expressão direta de sentimentos, pela construção de uma pequena história amorosa e pela oscilação entre escuridão e brilho. A força do poema reside na sinceridade emocional e na progressão narrativa que conduz do desespero ao encontro e novamente à solidão. As fragilidades surgem sobretudo na ortografia irregular, na pontuação excessiva, na colocação pronominal incorreta e em algumas construções sintáticas pouco naturais. Ainda assim, o conjunto mantém coerência temática e apresenta uma voz poética centrada na vulnerabilidade e na busca de afeto.
Criado em: Hoje 20:48:09
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A Poesia é o Bálsamo Harmonioso da Alma |
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