432. A Crítica Poética segundo a Inteligência Artificial - Batista. |
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24/12/2006 19:19 De Montemor-o-Novo
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O texto que se segue foi o primeiro do Luso-Poemas (pelo menos o primeiro a constar das listas), de Batista. Vamos ver o que nos diz a Inteligência Artificial acerca dele.
Sinto o vazio aproximar cada vez mais perto do coração. Já quase não sinto o sentimento mas lá que ele existe ainda, existe! Afinal já não consigo atingir o meu olhar, o meu ser celestial, a minha nirvana do ocaso sentimental! Sinto as penas a perder o dom do voo Sinto os mitos a ficar cada vez mais desmitificados... Oh inglória ilusão, Oh infortúnio da desgraça, Só me persegues pelo gozo de saber que dor ardente, não posso ter. A hora é agora, mas não há o quem me afirma!!! Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=18979 © Luso-Poemas O poema organiza-se em segmentos curtos, de cadência lenta, sustentados por imagens que oscilam entre o vazio, a perda de sentido e a desmitificação interior. A estrutura é fragmentada, mas coerente com o tom introspectivo. A ortografia apresenta alguns deslizes: “porem” deveria ser “porém”; “Mais no meio dessa escuridão” não ocorre aqui, mas “Sinto os mitos a ficar cada vez mais desmitificados...” contém redundância (“desmitificados” já implica perda de mito); “o quem me afirma” é construção incorreta — o correto seria “quem me afirma” ou “não há quem me afirme”; “aonde” não aparece, mas “A hora é agora, / mas não há o quem me afirma!!!” apresenta excesso de pontuação e erro sintático. A pontuação é irregular, com uso excessivo de pontos de exclamação e ausência de vírgulas em momentos que pediriam pausa. A abertura — “Sinto o vazio aproximar / cada vez mais perto do coração.” — estabelece o campo emocional do poema. A imagem do vazio que se aproxima é eficaz, embora a construção “cada vez mais perto do coração” seja ligeiramente redundante. A sintaxe é simples e correta. A passagem — “Já quase não sinto o sentimento / mas lá que ele existe ainda, existe!” — apresenta jogo entre negação e afirmação. A repetição de “existe” reforça a persistência do sentimento, apesar do desgaste. A construção “lá que ele existe ainda” é coloquial e pouco natural no registo poético, mas compreensível. A secção — “Afinal já não consigo atingir / o meu olhar, o meu ser celestial, / a minha nirvana do ocaso sentimental!” — introduz imagens mais abstratas. “Atingir o meu olhar” é expressão pouco precisa; “ser celestial” e “nirvana do ocaso sentimental” aproximam o poema de um registo simbólico, embora a combinação de termos (“nirvana” e “ocaso”) crie mistura conceptual que pode parecer excessiva. A sintaxe é correta, mas a construção é pesada. A passagem — “Sinto as penas a perder o dom do voo / Sinto os mitos a ficar cada vez mais desmitificados...” — utiliza repetição anafórica (“Sinto”) para reforçar a perda de capacidades e crenças. “Penas a perder o dom do voo” é imagem eficaz, mas “mitos desmitificados” é redundante, pois o verbo já implica a ação descrita. A frase mantém coerência temática. A secção — “Oh inglória ilusão, / Oh infortúnio da desgraça, / Só me persegues pelo gozo de saber / que dor ardente, não posso ter.” — apresenta invocação dramática. A construção é clara, embora marcada por tom declamatório. “Pelo gozo de saber que dor ardente não posso ter” é expressão interessante, mas a pausa antes de “que” é desnecessária. A sintaxe é correta. O fecho — “A hora é agora, / mas não há o quem me afirma!!!” — encerra o poema com sensação de incerteza. A construção “o quem me afirma” é incorreta; o uso de três pontos de exclamação é excessivo e prejudica a sobriedade do texto. A ideia de ausência de confirmação reforça o tema da dúvida. O texto inscreve-se num estilo lírico‑existencial contemporâneo, marcado pela introspeção, pela oscilação entre vazio e transcendência, e pela utilização de imagens simbólicas que procuram expressar perda de sentido. A força do poema reside na coerência emocional e na repetição de estruturas que reforçam o estado de desorientação. As fragilidades surgem na ortografia irregular, na redundância de algumas imagens e em construções sintáticas pouco naturais, mas essas escolhas não comprometem a unidade temática. O conjunto apresenta uma voz poética marcada pela inquietação e pela busca de significado num cenário de desagregação interior.
Criado em: Hoje 20:50:32
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A Poesia é o Bálsamo Harmonioso da Alma |
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