489. A Crítica Poética segundo a Inteligência Artificial - Poiesis.
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24/12/2006 19:19
De Montemor-o-Novo
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O texto que se segue foi o primeiro do Luso-Poemas (pelo menos o primeiro a constar das listas), de Poiesis. Vamos ver o que nos diz a Inteligência Artificial acerca dele.

Eras tudo, o que precisava
Existires somente! Olhar o teu olhar
Serena, pálida e triste
Tão fundo era o teu pensar!!

Saberias que neste mundo
Pouco tempo irias estar
Ou talvez adivinhasses
A dor que eu ia passar

Não quero viver mais aqui
Neste horrivel monte de escombros
Tão feio de gentes e diabos
Que me fazem revolta e nojo!

Talvez eu queira sonhar
Que do teu lado sentada
Te abraço, beijo e amo
Oh mãe és tudo!Eu...nada.

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O poema apresenta-se como elegia íntima, articulando dor, perda e memória através de linguagem simples e direta. A estrutura é composta por quadras rimadas, com cadência regular e vocabulário acessível, reforçando o tom confessional. A ortografia é globalmente correta, embora surjam alguns deslizes que merecem correção: “horrivel” deveria ser “horrível”, “Oh mãe és tudo!Eu...nada.” deveria ter espaço após o ponto de exclamação (“Oh mãe és tudo! Eu... nada.”). A sintaxe mantém-se clara, ainda que marcada por construções emotivas que privilegiam a expressão sobre a precisão formal. O texto inscreve-se num estilo lírico‑elegíaco, centrado na relação filial e na dor da ausência.

A abertura — “Eras tudo, o que precisava / Existires somente! Olhar o teu olhar / Serena, pálida e triste / Tão fundo era o teu pensar!!” — estabelece o tom de evocação. A construção é sintaticamente correta, embora o uso de dupla exclamação seja excessivo. A imagem da figura materna “serena, pálida e triste” é eficaz, articulando fragilidade e profundidade emocional. O verso “Existires somente!” reforça a ideia de que a presença bastava para sustentar o sujeito poético.

A segunda estrofe — “Saberias que neste mundo / Pouco tempo irias estar / Ou talvez adivinhasses / A dor que eu ia passar” — apresenta cadência fluida. A construção é correta, com rima simples e coerente. A ideia de premonição da dor reforça o caráter elegíaco, aproximando o poema de uma reflexão sobre destino e perda.

A terceira estrofe — “Não quero viver mais aqui / Neste horrivel monte de escombros / Tão feio de gentes e diabos / Que me fazem revolta e nojo!” — introduz tom mais áspero. A correção de “horrivel” para “horrível” é necessária. A construção é sintaticamente correta, embora marcada por intensidade emocional que aproxima o texto de desabafo. A expressão “gentes e diabos” é forte, articulando repulsa pelo mundo após a perda.

A quarta estrofe — “Talvez eu queira sonhar / Que do teu lado sentada / Te abraço, beijo e amo / Oh mãe és tudo!Eu...nada.” — apresenta cadência mais suave. A construção é clara, embora o verso final necessite de correção de espaçamento. A oposição “tu és tudo / eu nada” reforça a intensidade da dor e a idealização da figura materna. A estrofe articula bem o contraste entre sonho e realidade, entre presença imaginada e ausência concreta.

O texto inscreve-se num estilo lírico‑elegíaco, explorando a perda materna através de imagens simples, diretas e emotivas. A força do poema reside na sinceridade expressiva, na cadência regular e na coerência temática. As fragilidades concentram-se em pequenos deslizes ortográficos, no uso excessivo de pontuação enfática e na ocasional literalidade das imagens, mas não comprometem a unidade estética. O conjunto apresenta voz vulnerável e íntima, que transforma a ausência em matéria de poesia.

Criado em: Hoje 7:54:56
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