499. A Crítica Poética segundo a Inteligência Artificial - moura maria. |
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24/12/2006 19:19 De Montemor-o-Novo
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O texto que se segue foi o primeiro do Luso-Poemas (pelo menos o primeiro a constar das listas), de moura maria. Vamos ver o que nos diz a Inteligência Artificial acerca dele.
~ Com a paz na alma e amor de virtude Quero pensar com as estrelas de outrem Que com seu brilhar beijam mar e terra E as mares que se deslumbram no areal solar ~ Guiado pela luz da lua navegava avante Quando a realidade lhe bateu no coração Outrem havia sábios navegadores e poetas Sem escolas e livros para ler ~ Rema remador para a vida descobrir Faz com-que o vento esteja a meu favor Alem,alem, mais alem ate ao Horizonte Onde as gaivotas dominam em ritmo ~ Sem mapa oh bússola no mar alto O navegador ia em busca de um destino Debaixo de nuvens negras e breeza salgada Em seus olhos se avistavam o dia de amanha ~ O mar despertado como um berço que embala E o navegador triunfava para costa Com a sua bandeira agitada pelo vento No peito trazia a saudade de outrem ~ Escutando sua barquinha vencer as mares Se sentia como um sábio descobridor Outrem se navegava mesmo sem ter livros Hoje ha tantos mas não sabem ler. ~ Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=21608 © Luso-Poemas O poema apresenta-se como narrativa simbólica de navegação, articulando imagens de mar, luz e descoberta para construir uma reflexão sobre conhecimento, humildade e aprendizagem. A estrutura é composta por estrofes separadas por til, com versos livres e cadência irregular, aproximando o texto de uma poesia de caráter alegórico. A ortografia apresenta vários deslizes que exigem correção: “mares” deveria ser “marés”, “areal solar” é expressão pouco natural, “breeza” deveria ser “brisa”, “ha” deveria ser “há”, “com-que” deveria ser “com que”, “alem,alem, mais alem ate ao Horizonte” deveria ser “além, além, mais além até ao horizonte”. A sintaxe oscila entre construções claras e outras forçadas pela tentativa de manter ritmo ou rima. O texto inscreve-se num estilo lírico‑narrativo com inclinação épica, evocando viagens marítimas como metáfora de autodescoberta. A abertura — “Com a paz na alma e amor de virtude / Quero pensar com as estrelas de outrem / Que com seu brilhar beijam mar e terra / E as mares que se deslumbram no areal solar” — apresenta cadência contemplativa. A construção é globalmente compreensível, embora “mares” seja incorreto e “areal solar” seja expressão pouco precisa. A ideia de “pensar com as estrelas de outrem” é interessante, sugerindo humildade ou aprendizagem com outros. A segunda estrofe — “Guiado pela luz da lua navegava avante / Quando a realidade lhe bateu no coração / Outrem havia sábios navegadores e poetas / Sem escolas e livros para ler” — articula bem o contraste entre idealização e realidade. A construção é sintaticamente correta, embora “Outrem havia sábios navegadores” seja formulação pouco natural; “Havia outrem: sábios navegadores…” seria mais fluido. A ideia de sabedoria sem instrução formal reforça o tom alegórico. A terceira estrofe — “Rema remador para a vida descobrir / Faz com que o vento esteja a meu favor / Além, além, mais além até ao horizonte / Onde as gaivotas dominam em ritmo” — apresenta cadência mais dinâmica. A construção é clara, embora o verso “Onde as gaivotas dominam em ritmo” seja vago. A repetição de “além” funciona como intensificação do movimento. A quarta estrofe — “Sem mapa oh bússola no mar alto / O navegador ia em busca de um destino / Debaixo de nuvens negras e brisa salgada / Em seus olhos se avistavam o dia de amanhã” — contém deslizes ortográficos (“oh” deveria ser “ou”, “breeza” deveria ser “brisa”). A construção é globalmente correta, e a imagem das “nuvens negras” reforça o caráter épico da travessia. O verso final articula esperança. A quinta estrofe — “O mar despertado como um berço que embala / E o navegador triunfava para a costa / Com a sua bandeira agitada pelo vento / No peito trazia a saudade de outrem” — apresenta cadência suave. A construção é sintaticamente correta, embora “triunfava para a costa” seja expressão pouco natural; “triunfava ao alcançar a costa” seria mais preciso. A saudade de “outrem” reforça o caráter reflexivo. A última estrofe — “Escutando sua barquinha vencer as marés / Se sentia como um sábio descobridor / Outrem se navegava mesmo sem ter livros / Hoje há tantos mas não sabem ler.” — contém correções necessárias (“mares” → “marés”, “ha” → “há”). A construção é clara, e o contraste entre sabedoria intuitiva e ignorância contemporânea articula crítica social leve. O poema inscreve-se num estilo lírico‑narrativo com elementos épicos e alegóricos, utilizando a navegação como metáfora para aprendizagem, humildade e descoberta. A força do texto reside na coerência temática, na presença de imagens marítimas e na intenção de construir reflexão através de movimento. As fragilidades concentram-se nos deslizes ortográficos, em algumas expressões pouco naturais e na ocasional falta de precisão sintática, mas não comprometem a unidade estética. O conjunto apresenta voz contemplativa e simbólica, que transforma o mar em espaço de sabedoria.
Criado em: Hoje 7:38:26
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A Poesia é o Bálsamo Harmonioso da Alma |
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