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Re: A Música que nos inspira
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Criado em: 29/12 3:37
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"Floriram por engano as rosas bravas
No inverno:veio o vento desfolha las..."
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Re: A Música que nos inspira
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Criado em: 23/9/2018 5:55
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Re: A Música que nos inspira
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Criado em: 15/9/2018 7:35
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Re: A Música que nos inspira
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Criado em: 12/8/2018 7:19
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Re: A Música que nos inspira
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Criado em: 29/7/2018 6:49
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Re: Sarau "O Grito da Poesia"
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2/1/2011 21:31
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Sei que poderia colocar outro poema, ou texto, neste sarau, que para além de ter o mérito de ser o primeiro nestas páginas do Luso Poemas, será também um caso único, provando mais uma vez que quando se quer as coisas acontecem (sem carpideiras por perto, ou aqueles que afinal gostam é de assistir a um funeral, procuram-no), mas resolvi homenagear aqueles que eu li, comentei, convivi, e que já cá não estão. Deixaram-nos das melhores páginas de poesia que por aqui já foram lidas, deixaram-nos cedo, e tenho a certeza de que se aqui estivessem colaborariam com a sua ciência, com algum dos seus textos de excepção. Parabéns mais uma vez à Lucineide e à Semente, uma pela ideia a outra pela força em continuar um sonho inicial. Bem hajam sempre. O Luso afinal continua vivo.
Muito obrigado.
Ricardo Pocinho – O Transversal

“ASSIM QUERO O MEU ÚLTIMO POEMA”
“quero que o meu último poema
tenha o teu olhar sereno amada
o gosto bom de tua boca
e a minha falta de juízo

quero que o meu último poema
tenha o sorriso bom de minha mãe
e a cara severa de meu pai
- meus mortos

quero que o meu último poema
seja feito de alegria
que tenha em volta meus amigos
que tenha a estrela da manhã de bandeira
e o olhar noturno de milano

que o meu último poema
não seja nunca o último poema.”

(Júlio Saraiva)


“A Tentação do Diabo”

“Num cálice de emoção verti ciúme
E, embora amargo, sorvi com avidez
Até à última gota de embriaguez,
Tombei no chão de vômito e azedume.

Lacerei os pulsos com afiado gume
E sangrei furor, qual vil morbidez!
Fluiu o remorso, culpado talvez
Por mergulhar corações em negrume.

Ergui-me, ainda débil, vacilante,
No espelho da alma contemplei o semblante
De um homem pelo Diabo tentado.

Estilhacei o espelho em mil fragmentos,
Carne e sangue projectei aos sete ventos,
Matei o ciúme e fiquei desfigurado.”

(Luís R Santos (Aquazulis) 23/10/10)


“No fim”

“No fim, a carne e o sangue,
se confundem e se fundem,
numa massa inerte,
numa só matéria decomposta,
que exala mal cheiro,
e serve de alimento,
a vermes vorazes,
que digerem rapidamente
o latifundiário,
o lavrador,
o ateu,
o vigário,
o honesto
e o falsário.

No fim, tudo é nada,
tudo se funde e confunde
em massa apodrecida
que é digerida
por vermes vorazes
que não tem preconceito
de raça, credo ou de cor.”

(Luiz Morais)

“Encanto”

“O brilho dos teus olhos
Quando se mistura com o teu sorriso
E com os caracóis, que te enfeitam
Fazem-me perder completamente o ciso
E os nossos laços se estreitam...

Fazem-me imaginar-me
Contigo no Paraíso
Deitado sobre a verdura
Vivendo uma verdadeira loucura.”
(apsferreira - Albano Soares Ferreira)


Criado em: 5/8/2017 2:45
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Re: Sarau "O Grito da Poesia"
Colaborador
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2/1/2011 21:31
De Fortaleza - Lisboa
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Sem dúvida uma excelente iniciativa que desde já parabenizo.
Não poderia deixar de participar, honrado pelo Vosso convite, e acrescentando, quando se quer o Mundo torna-se pequeno, afinal o site continua vivo, calando as carpideiras que de tempos a tempos aparecem e nada acrescentam, nada mesmo.

tantos os lobos sem alcateia


Tantos os lobos sem alcateia
que vivem por aí,
muitos nem uivar sabem,

e falam-nos como donos
da alma,

e nada sabem.
E das palavras travestidas,
olham-se nos espelhos,
fazendo poses,
possuindo-se apenas,

sem sombra por perto.
Renova-se a pele, os pelos caem,
gritam como castrados sem som
e ficam-se contentes,
quando o vidro se quebra,

a seus pés.
Tantas as palavras maltratadas,
em tantos discursos inflamados,
alguns,
outras palavras nem se unem,
até se afastam, isolam,

querem-se silêncios.
Tanta ideia, tanta ideia
perdida, sem verbo ou sujeito,
tamanha verborreia,
tamanho o vômito que engasga,

que cega.
Da poesia se diz ferida,
do texto se diz atroz,
das palavras querem-se as virgens,
impolutas,
que se repetem,
sem sombra por perto,

e nada sabem,
Muitos, jamais aprenderão
a,
uivar sequer…

(Ricardo Pocinho – O Transversal)

Muito Obrigado
Abraçeijos

Criado em: 30/7/2017 7:19
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Re: Sarau "O Grito da Poesia"
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Criado em: 30/7/2017 6:52
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Re: Faz-me lembrar a sacristia
Colaborador
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2/1/2011 21:31
De Fortaleza - Lisboa
Mensagens: 3687
Em minha opinião o Luso nunca teve uma administração verdadeiramente interessada, ou que compreendesse o que é afinal a liberdade de escrita, até onde vai a provocação besta, e o texto provocador.

Quando o dono do site, vá-se lá saber a razão, nem sequer se preocupa com o andamento do mesmo, ficando o local em autogestão, é sinal de que o mesmo continua a gerar lucro.
Aliás, a penúltima vez que vi o Ricardo por aqui foi para expulsar, ao vivo e a cores, um dos que ainda por aqui continuam a mostrar os seus textos, ou a solicitar apoio, porque o site estava caro e crise é crise.

Depois, do antes, todos conhecemos, administradora que foi nomeada e que no mesmo dia foi corrida (até hoje não sei quem são os administradores, deve ser segredo de estado), o texto aqui referido das “putas” que gerou tanta controvérsia, mas era em suma um texto medíocre, a discussão do botão que se transformou numa discussão em meteorologia, ou os estatutos do luso (fascistas em minha opinião) que apenas serviram para nada (ou para afastar as pessoas, talvez com medo de represálias sei lá), ou os comentários do tipo “isto é uma merda”, só para falar de algumas situações hilárias.

Perante isto... batatas.

Depois o que eu acho interessante são os grupos, que por vezes aparecem como bandos de andorinhas, não anunciando a primavera, nada disso, anunciando os cavaleiros do apocalipse e o caos, e querendo transformar o caos em renovação, deve ser por causa da Páscoa. Pior.... quando uma andorinha aparece por trás vem o bando todo...

O Luso é o que é, o que sempre foi, mesmo quando alguns bons escritores estavam por aqui demonstrando a arte, porque não dizer ensinando, a ler aprende-se muito, existiam textos menos bons, existia menos polêmica (que é sempre necessária), em determinados períodos, existiam sempre os mesmos (alguns do contra, sempre do contra, e outros a favor, sempre a favor fosse do que fosse), e claro muitos fakes, existem sempre aqueles que gostam de estragar, (aqui sim cabia à administração intervir com consciência e barrar, mas não foi isso que aconteceu, e os fakes multiplicaram-se).

Muitos dos que hoje escrevem por aí, muitos com livros publicados, foi aqui que aprenderam, foi aqui que evoluíram, foi aqui que postaram os primeiros versos ou textos.

Como escreveu o Azke “afinal, já ficou claro que não é um ou outro autor que incomoda ao site, e sim, dos que mandam (ou pensam em mandar).. a época dos dinossauros já passou, e até mesmo a do Godzilla”, e venham-me dizer que urge mudar que o site está uma pasmaceira ou seja lá o que for, porque em minha opinião isso ofende os que ainda por aqui escrevem (goste-se ou não), e que ainda mantém viva a esperança de serem lidos, comentados, que alimentam o site do Luso.

Brasileiros, portugueses, angolanos, moçambicanos, etc. partilhamos um bem único e comum que é a nossa língua, e este espaço pode ser ainda mais extraordinário, mas não me venham com essa história de darmos as mãos, isso não existe no virtual.

Por último, é como as brincadeiras das crianças quando um diz assim “A bola é minha, se eu não jogar, não empresto a bola”, como se a saída da Helen de Rose (pessoa contra a qual nada tenho a dizer) fosse impeditiva para dar ideias, sugestões ou fosse lá o que fosse, “puta que pariu” (não levem a mal).

Se.. se ... se.... tantos “ses” que até arrepiam...
O tempo é sem dúvida o melhor aliado do site, por isso ele ainda aqui está hoje, por isso ainda hoje se escreve por aqui.

Poderia estar melhor? Claro que sim desde que aqueles que se julgam salvadores do site, postassem os seus textos, comentassem sem ferir as suscetibilidades de quem aqui posta, que cada comentário fosse para o melhoramento de um texto (como Júlio Saraiva tantas vezes o fez aqui, mesmo com o seu feitio truculento, ou o Zé Silveira, ou tantos outros), aceitassem ou discutissem os comentários, em vez de se julgarem superiores, ou “donos do site”, talvez aqueles que descansam do site ou procuram outras inspirações, regressem, porque com concursos, estrelas coloridas, não me parece que sirva de muito.


Abraço e obrigado
Ricardo Pocinho – O Transversal)


Criado em: 15/4/2017 22:31
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Re: AVISO DE FALECIMENTO
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2/1/2011 21:31
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Mensagens: 3687
Poucas vezes tenho entrado no Luso ultimamente, e logo hoje, dou de caras com o falecimento do meu bom amigo virtual, Poeta Maior Luso Luís Santos (Aquazulis).
À memória vieram-me as letras de Pessoa
“Morre jovem o que os Deuses amam, é um preceito da sabedoria antiga.
...
Nada nasce de grande que não nasça maldito, nem cresce de nobre que se não definhe, crescendo. Se assim é, assim seja! Os Deuses o quiseram assim.”, malditos os Deuses então.
Uma vez escrevi por aqui que o Luís Santos, é, (como me custa dizer “era”), um Poeta Maior, talvez o melhor e maior sonetista da atualidade portuguesa, de então, mas que, vá-se lá saber a causa, que eu saiba, não tinha um livro publicado, e como faz falta.
Como me fez falta, não o poder ler por aqui (lugar que ele já tinha abandonado há algum tempo), não o poder reler, comentar :”e para terminar não poderia deixar de passar por aqui Amigo Poeta Luís que tenho seguido pelo Face. Sim continuas a ser a tal pérola no Luso, não só por teres subtraído “sombras à sorte que a vida” te deu, ou por fintares “os espectros entre as gares”, mas porque, mesmo com pequenas mudanças continuas imparável “enquanto gerânios floriam dez” porque não à janela dessa musa que te acompanha sempre. Parabéns Luís (Poeta Maior). Obrigado, ou ler:
“partiu com tal quietude
que nem o silêncio a ouviu
...
foi pelas veias da noite”.
"quantas luas escreveram a linho
a queda triste do meu nome?
quantos sóis? “
ou ainda
“o poema se cruza com a sua estrela”
Caro Poeta Amigo Luís Santos (Aquazulis), estejas onde estiveres, como tu disseste quando entrevistado para o Luso do mês de Março, “aquazulis - Os meus olhos dizem que a vida é breve, mas é maravilhosa”, que o Poeta Maior se cruze com a sua Estrela.
Doem-me os poemas hoje (“doíam-me os poemas” Aquazulis, Luís Santos)
à família amigos, poetas, e a todos os que de perto ou de longe acompanharam o Poeta Maior, deixo as minhas sentidas condolências, o meu abraço.

Ricardo Pocinho – O Transversal

Criado em: 27/6/2016 4:00
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