Comentário a "Pedra no chinelo" de Alexandre Costa |
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6/11/2007 15:11 Mensagens:
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O poema, na sua íntegra, estará legível após o comentário. Como vate a ler a sina começa este poema. Ou talvez seja um aviso. Entre versos que rimam, corremos também o uso de antíteses, apenas para dar algum brilho, ou paramento. Esta esparsa tem duas partes divididas, irmamente. Tendo dez versos, podemos então dizer que os dois quintetos dizem-nos coisas diferentes, ou talvez, complementares. Mas começa o texto com esperança. O que nos espera essa incógnita que nos persegue, é o que o sujeito poético julga ser. E se não for esperança, é o que se conhece duas (ou mais) vezes. O terceiro verso dá-nos a escolher a "...luz...", uma metáfora rica que pode referir sabedoria, calor, expansão; ou a "...escuridão..." mais relacionada com a sombra, com o repouso, ou o frio. É à vontade do freguês. Gosto de "...algodão...", pode ser doce. Fazer tecidos. Limpar feridas ou maquilhagem. Em rama ou em fio, foi o objeto de escravatura moderna. No chão. O "...chão duro..." que nos dá base, alicerce. Mas magoa quando nele caímos desamparados. Decisão difícil. "...mas se for..." começa a segunda metade. E a suposição ocupa o poema todo porque obedece a outra hipótese (terceira). A "...pedra no chinelo..." foi a escolha do título e aparece, por fim e de surpresa. Mais parece com uma pantufa por ser "...caseiro...", símbolo claro de suavidade (como o algodão supracitado), em vez do sapato que nos envolve na expressão popular. Sendo, nesse caso, o incómodo ainda maior devido ao contraste. Aliás todo o poema é contrastado. Somos deixados, nos dois últimos versos, com um aforismo e uma moral que acho que se conhece duma forma muito universal: Cuidado com o que semeias... Uma revisitação da lei do karma que me encheu as medidas. Obrigado. Pedra no chinelo hei-de ser-vos o que esperam ou o que não esperando, reconhecem uma luz, uma escuridão o chão duro, o algodão o que vos couber mas se for uma pedra no chinelo caseiro lembrem-se sou apenas o que bate à porta Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=384434 © Luso-Poemas
Criado em: Hoje 19:52:05
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