| Enviado por | Tópico |
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| Azke | Publicado: 19/06/2026 21:53 Atualizado: 19/06/2026 21:53 |
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Super Participativo
Usuário desde: 23/04/2026
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Mensagens: 106
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Um dos seus melhores, até agora e olha que há muitos por aí.
No poema, eu li algo que se flutuasse sob os olhos de nem se ver, um espectro da palavra (viajei..) '-' Muito foda! ![]() |
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| Enviado por | Tópico |
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| Rogério Beça | Publicado: 21/06/2026 19:45 Atualizado: 21/06/2026 19:45 |
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Colaborador
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Como vate a ler a sina começa este poema.
Ou talvez seja um aviso. Entre versos que rimam, corremos também o uso de antíteses, apenas para dar algum brilho, ou paramento. Esta esparsa tem duas partes divididas, irmamente. Tendo dez versos, podemos então dizer que os dois quintetos dizem-nos coisas diferentes, ou talvez, complementares. Mas começa o texto com esperança. O que nos espera essa incógnita que nos persegue, é o que o sujeito poético julga ser. E se não for esperança, é o que se conhece duas (ou mais) vezes. O terceiro verso dá-nos a escolher a "...luz...", uma metáfora rica que pode referir sabedoria, calor, expansão; ou a "...escuridão..." mais relacionada com a sombra, com o repouso, ou o frio. É à vontade do freguês. Gosto de "...algodão...", pode ser doce. Fazer tecidos. Limpar feridas ou maquilhagem. Em rama ou em fio, foi o objeto de escravatura moderna. No chão. O "...chão duro..." que nos dá base, alicerce. Mas magoa quando nele caímos desamparados. Decisão difícil. "...mas se for..." começa a segunda metade. E a suposição ocupa o poema todo porque obedece a outra hipótese (terceira). A "...pedra no chinelo..." foi a escolha do título e aparece, por fim e de surpresa. Mais parece com uma pantufa por ser "...caseiro...", símbolo claro de suavidade (como o algodão supracitado), em vez do sapato que nos envolve na expressão popular. Sendo, nesse caso, o incómodo ainda maior devido ao contraste. Aliás todo o poema é contrastado. Somos deixados, nos dois últimos versos, com um aforismo e uma moral que acho que se conhece duma forma muito universal: Cuidado com o que semeias... Uma revisitação da lei do karma que me encheu as medidas. Obrigado. Favoritei. Abraço. |
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