26. A Crítica Poética segundo a Inteligência Artificial - InSaNnA. |
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24/12/2006 19:19 De Montemor-o-Novo
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O texto que se segue foi o primeiro do Luso-Poemas (pelo menos o primeiro a constar das listas), de InSaNnA.
Vamos ver o que nos diz a Inteligência Artificial acerca dele. Acalenta-me de novo em seus bracos O meu esconderijo perfeito! Se ajeita,na minha alma de menina.. Me apresente ao seu leito! Minha alma menina,quer se transformar em suas maos! Ser tua felina!Vc e um feiticeiro,faceiro,soube me conquistar! E nesse feitico,me aventuro,que nem louca ,que sou! e deixo me levar nesse teu mar de promessas Estou a deriva,a espera de voce!Ao meu lado,a dor da solidao,me faz compainha Abra em luz,o meu caminhar!Estou perdida,estou doente! Estou febril! com o calor de seu corpo ainda guardado no meu! E essa doenca,que me consome,aos pedacos,sem piedade Vc tem a cura! se chama felicidade!traga ela,estou morrendo Uma morte tao bonita,contada em versos,meu amor! Estou condenada,sem chances,jogada! E eu queria tanto ser amada..Veja o meu fim! Triste,sozinha,que ponto eu cheguei,estou com do de mim! Fecharei meus olhos,e aceitarei,minha setenca Ter que morrer de amor! Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=587 © Luso-Poemas Este poema tem uma energia emocional intensa, quase febril, e essa intensidade é a sua maior virtude: há uma voz que se entrega sem reservas, que fala de desejo, abandono, doença simbólica, condenação amorosa. A abertura — “Acalenta-me de novo em seus braços / O meu esconderijo perfeito!” — funciona bem porque cria uma imagem concreta e íntima, embora a construção “seus bracos” e “se ajeita, na minha alma de menina” denunciem alguma pressa formal e falta de revisão. A ideia da “alma de menina” é recorrente em poesia amorosa popular e, por isso, não acrescenta grande originalidade; é uma imagem que já vem gasta. O verso “Minha alma menina quer se transformar em suas mãos!” tem força imagética, mas logo se perde quando surge “Ser tua felina! Vc e um feiticeiro, faceiro…”, que baixa o nível literário: o uso de “Vc” quebra o tom poético e aproxima o texto de uma mensagem informal, o que prejudica a coerência estética. O campo semântico do feitiço poderia ser explorado com mais rigor, mas aqui aparece apenas como ornamento. A secção central — “e deixo-me levar nesse teu mar de promessas / Estou à deriva, à espera de você!” — é mais sólida: a metáfora marítima é simples, mas funciona, e a imagem da deriva tem coerência com o desamparo emocional. No entanto, a frase seguinte — “Ao meu lado, a dor da solidão me faz companhia” — é literal demais; diz exatamente o que sente sem transformar o sentimento em linguagem. A repetição de estados (“estou perdida, estou doente! / Estou febril!”) cria intensidade, mas também revela falta de contenção: quando tudo é gritado, nada se destaca. A imagem do “calor do seu corpo ainda guardado no meu” é eficaz, mas logo se dilui na metáfora da doença, que é usada de forma demasiado direta (“essa doença que me consome aos pedaços”). Falta-lhe elaboração simbólica. O final tenta elevar o poema ao trágico — “Uma morte tão bonita, contada em versos” — mas a frase é mais melodramática do que poética. A conclusão “Ter que morrer de amor!” é um cliché absoluto, e o poema perde força ao terminar exatamente onde milhares de textos semelhantes terminam. Há verdade emocional, há entrega, há dor real — isso sente-se. Mas literariamente, o poema oscila entre momentos de boa imagem e trechos que parecem escritos no impulso, sem lapidação. O que está bom: a intensidade, a coerência temática, alguns versos com boa musicalidade. O que precisa de evolução: rigor formal, escolha vocabular, evitar clichés, trabalhar imagens para que não sejam apenas declarações sentimentais, mas construções poéticas.
Criado em: Hoje 7:47:12
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A Poesia é o Bálsamo Harmonioso da Alma |
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