340. A Crítica Poética segundo a Inteligência Artificial - Nathaly. |
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24/12/2006 19:19 De Montemor-o-Novo
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O texto que se segue foi o primeiro do Luso-Poemas (pelo menos o primeiro a constar das listas), de Nathaly.
Vamos ver o que nos diz a Inteligência Artificial acerca dele. Quando a tua mão em meu peito repousa Se cala em mim este ser demente E o silêncio cansado apodera min'alma E eu não ouso por ti tremer um só dente! Quando num beijo me estala a lânguida face E eu sinto suado teus lábios tremerem Ah, que um dia os tenho na boca bravios E a medo os faço meu corpo correrem! Apodera-me a carne que de amor definha E à noite eu a vejo dormindo sozinha Co'a face corada e os olhos dormentes -Tão bela!, suspiro, e assim admiro E assim eu me faço olhando teus traços Profundos nos sonhos tristonhos de meu amor Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=14358 © Luso-Poemas O soneto nasce como uma composição de forte carga afetiva, sustentada por imagens de intimidade física e emocional que se articulam num registo clássico, com métrica aproximada e uso de arcaísmos que evocam a tradição lírica portuguesa. A abertura — “Quando a tua mão em meu peito repousa / Se cala em mim este ser demente” — estabelece de imediato uma relação entre toque e apaziguamento interior. A construção sintática é correta, com fluidez e cadência que remetem para o decassílabo tradicional, embora não rigidamente. A expressão “ser demente” é forte, mas não excessiva; funciona como metáfora da inquietação emocional. O verso seguinte — “E o silêncio cansado apodera min'alma” — apresenta uma elisão (“min'alma”) que reforça o tom arcaizante. A imagem do silêncio que “apodera” é eficaz, embora a adjetivação “cansado” seja menos precisa. A frase “E eu não ouso por ti tremer um só dente!” introduz um elemento inesperado: a metáfora do “tremer um dente” é incomum, quase grotesca, mas funciona como intensificação da contenção emocional. A estrofe seguinte — “Quando num beijo me estala a lânguida face / E eu sinto suado teus lábios tremerem” — mantém o tom clássico, com uso de adjetivos fortes (“lânguida”, “suado”) que reforçam a fisicalidade. A construção é correta, embora o encadeamento “me estala a lânguida face” apresente uma imagem abrupta, que pode ser interpretada como tentativa de dramatização. O verso — “Ah, que um dia os tenho na boca bravios” — apresenta um problema de concordância semântica: “bravios” aplicado a lábios é incomum, mas compreensível como metáfora de intensidade. A frase — “E a medo os faço meu corpo correrem!” — contém um deslize sintático: “faço… correrem” exige objeto plural, mas “meu corpo” é singular; a construção correta seria “faço correr pelo meu corpo”, ou “faço-os correr pelo meu corpo”. A intenção é clara, mas a sintaxe fica comprometida. A estrofe — “Apodera-me a carne que de amor definha / E à noite eu a vejo dormindo sozinha / Co'a face corada e os olhos dormentes” — apresenta boa fluidez e coerência imagética. A elisão “Co'a” reforça o tom arcaizante. A imagem da carne que “definha” de amor é convencional, mas eficaz. A construção “eu a vejo dormindo sozinha” é clara, embora permaneça num plano literal. A sequência “face corada” e “olhos dormentes” mantém coerência, mas recorre a adjetivação previsível. A estrofe final — “–Tão bela!, suspiro, e assim admiro / E assim eu me faço olhando teus traços / Profundos nos sonhos tristonhos de meu amor” — encerra o poema com uma síntese emocional. A interjeição “Tão bela!” é eficaz, embora marcada por pontuação intensa. A construção “e assim eu me faço olhando teus traços” é ambígua; “me faço” pode sugerir transformação, mas a frase carece de maior precisão sintática. O verso final — “Profundos nos sonhos tristonhos de meu amor” — apresenta boa musicalidade, embora recorra a imagens convencionais (“sonhos tristonhos”, “meu amor”) que reduzem a originalidade simbólica. Do ponto de vista formal, o poema apresenta correção ortográfica geral, com exceção da construção sintática já referida. A pontuação é adequada ao tom clássico, com uso de vírgulas e exclamações que reforçam a expressividade. O ritmo aproxima-se da métrica tradicional, embora não seja estritamente regular. O campo semântico é centrado na intimidade física, na contemplação amorosa e na tensão entre desejo e contenção, recorrendo a imagens convencionais da lírica amorosa. A construção metafórica é irregular: alguns momentos apresentam força imagética, enquanto outros se aproximam de fórmulas sentimentais previsíveis. O estilo literário enquadra-se na lírica amorosa de feição clássica, com traços de romantismo tardio, marcada por arcaísmos, cadência métrica aproximada, exaltação do sentimento e uso de imagens tradicionais da poesia amorosa portuguesa.
Criado em: Hoje 20:25:44
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A Poesia é o Bálsamo Harmonioso da Alma |
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