373. A Crítica Poética segundo a Inteligência Artificial - Leo Marques.
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24/12/2006 19:19
De Montemor-o-Novo
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O texto que se segue foi o primeiro do Luso-Poemas (pelo menos o primeiro a constar das listas), de Leo Marques.
Vamos ver o que nos diz a Inteligência Artificial acerca dele.

O AMOR QUE SINTO POR TI
BELEZA QUE NÃO SEI DESCREVER
SOFRO POR QUE TE PERDI
MAS FAZ-ME A VIDA VIVER.

TEU SORRISO E BELEZA NO OLHAR
DÁ-ME FORÇA PARA VIVER
SERÁS MEU AMOR ETERNO
SENTI-LO EI ATÉ MORRER

PENSO EM TI COM LOUCURA
MEU CORPO NÃO QUER ESQUECER
OS MOMENTOS QUE JUNTOS PASSAMOS
DÁ-ME A FORÇA PARA VIVER.

AMAR ALGUÉM ASSIM É LOUCURA
POR ESTE AMOR VOU ENLOUQUECER
É DOENÇA QUE NÃO TEM CURA
AMARTE-EI SEMPRE !ATÉ MORRER.

Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=16567 © Luso-Poemas

O poema organiza-se em quadras rimadas, com forte carga emocional e uma estrutura repetitiva que reforça a intensidade do sentimento amoroso. A linguagem é simples, direta, marcada por expressões de perda, loucura e eternidade, características de uma tradição lírica popular que privilegia a espontaneidade afetiva sobre a elaboração metafórica. A ortografia apresenta alguns deslizes — “descrever” surge corretamente, mas “SENTI-LO EI” deveria ser “senti-lo-ei”; “AMARTE-EI” deveria ser “amar-te-ei”; o uso de maiúsculas em todos os versos quebra a norma gráfica e retira fluidez à leitura. Ainda assim, a construção sintática é clara e compreensível.

A primeira quadra — “O AMOR QUE SINTO POR TI / BELEZA QUE NÃO SEI DESCREVER / SOFRO POR QUE TE PERDI / MAS FAZ-ME A VIDA VIVER.” — estabelece o eixo emocional do poema: amor, perda e sobrevivência. A oposição entre sofrimento e força vital é simples, mas eficaz dentro do registo escolhido. A rima entre “descrever” e “viver” cria cadência, embora previsível. A construção “por que te perdi” deveria ser “porque te perdi”, o que revela falta de revisão formal.

A segunda quadra — “TEU SORRISO E BELEZA NO OLHAR / DÁ-ME FORÇA PARA VIVER / SERÁS MEU AMOR ETERNO / SENTI-LO EI ATÉ MORRER” — reforça a idealização da figura amada. O verso “serás meu amor eterno” aproxima-se de uma formulação clássica, enquanto “senti-lo ei até morrer” procura elevar o tom, mas a grafia incorreta prejudica a solenidade pretendida. A quadra mantém coerência temática, mas não aprofunda o conflito emocional.

A terceira quadra — “PENSO EM TI COM LOUCURA / MEU CORPO NÃO QUER ESQUECER / OS MOMENTOS QUE JUNTOS PASSAMOS / DÁ-ME A FORÇA PARA VIVER.” — retoma a repetição de “força para viver”, criando circularidade. A expressão “penso em ti com loucura” aproxima-se de uma hipérbole típica da poesia popular, reforçando a intensidade emocional, embora sem grande elaboração simbólica. A quadra mantém a simplicidade formal que caracteriza o poema.

A última quadra — “AMAR ALGUÉM ASSIM É LOUCURA / POR ESTE AMOR VOU ENLOUQUECER / É DOENÇA QUE NÃO TEM CURA / AMARTE-EI SEMPRE !ATÉ MORRER.” — encerra o poema com uma metáfora de doença amorosa, comum na tradição romântica popular. A construção “amar-te-ei sempre, até morrer” reforça a ideia de eternidade, mas a pontuação (“!ATÉ”) é irregular e quebra a fluidez. A quadra final sintetiza o tom geral do poema: amor como obsessão, perda como dor permanente, eternidade como promessa.

O texto inscreve-se num estilo lírico popular romântico, marcado por quadras rimadas, linguagem simples, hipérboles afetivas e repetição de ideias centrais. A força do poema reside na sinceridade emocional e na cadência tradicional, enquanto a fragilidade está na previsibilidade das imagens, na irregularidade ortográfica e na ausência de elaboração metafórica mais profunda. Ainda assim, o conjunto mantém coerência interna e expressa de forma clara a intensidade do sentimento amoroso.

Criado em: Hoje 16:16:16
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A Poesia é o Bálsamo Harmonioso da Alma
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