437. A Crítica Poética segundo a Inteligência Artificial - elcio josé de moraes.
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O texto que se segue foi o primeiro do Luso-Poemas (pelo menos o primeiro a constar das listas), de elcio josé de moraes. Vamos ver o que nos diz a Inteligência Artificial acerca dele.

Não sei porque,
Voce não me responde.
Palavras jogadas ao vento...
Que não lhe toca, voce se esconde.

Eu lhe procuro,
Mas parece estar tão longe.
E então feres o meu sentimento,
Que tu jogas, não sei pra onde...

Desfez-se da minha amizade,
Que com toda a sinceridade,
Eu lhe entreguei de coração.

E deixaste-me com ansiedade,
Mágoas, tristeza, saudade,
E nem sabes da minha solidão!

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O poema organiza-se em três estrofes de construção simples, sustentadas por rimas regulares e por uma expressão direta de mágoa, abandono e desilusão afetiva. A ortografia apresenta alguns deslizes: “Voce” deveria ser “Você”; “pra onde” é expressão coloquial que destoa do tom mais formal das restantes linhas; “lhe” é usado de forma pouco natural no português europeu, onde a norma favorece “te”; “mágoas” está correto, mas a ausência de acento em “Voce” e a falta de vírgula antes de vocativo em “Eu lhe procuro” são problemas formais. A pontuação é irregular, com reticências excessivas e ausência de vírgulas em momentos que pediriam pausa.

A abertura — “Não sei porque, / Voce não me responde.” — estabelece o tom de frustração. A construção é clara, mas “porque” deveria ser “por que” na forma interrogativa. A ausência de acento em “Você” é erro ortográfico. A frase seguinte — “Palavras jogadas ao vento... / Que não lhe toca, voce se esconde.” — apresenta problema de concordância: “que não lhe toca” deveria ser “que não lhe tocam”, concordando com “palavras”. A repetição de reticências é excessiva, mas compreensível dentro do registo emocional.

A segunda estrofe — “Eu lhe procuro, / Mas parece estar tão longe. / E então feres o meu sentimento, / Que tu jogas, não sei pra onde...” — mantém coerência temática. A construção “Eu lhe procuro” é pouco natural no português europeu; “Procuro-te” seria mais adequado. A frase “Que tu jogas, não sei pra onde...” apresenta coloquialismo que quebra ligeiramente o tom do poema. A rima entre “longe” e “onde” é aproximada, mas funciona dentro da musicalidade simples adotada.

A terceira estrofe — “Desfez-se da minha amizade, / Que com toda a sinceridade, / Eu lhe entreguei de coração.” — apresenta maior clareza sintática. A construção é correta, embora marcada por simplicidade lexical. A repetição de “sinceridade” e “coração” reforça o tom sentimental, sem cair em excesso. A colocação pronominal (“lhe entreguei”) volta a soar pouco natural no português europeu.

A última estrofe — “E deixaste-me com ansiedade, / Mágoas, tristeza, saudade, / E nem sabes da minha solidão!” — encerra o poema com enumeração de sentimentos negativos. A construção é clara e bem articulada. A pontuação é correta, embora marcada por excesso de vírgulas na enumeração. O fecho com ponto de exclamação reforça a intensidade emocional, sem exagero.

O texto inscreve-se num estilo lírico‑popular contemporâneo, marcado pela expressão direta de sentimentos, pela simplicidade lexical e pela utilização de rimas regulares que reforçam a musicalidade. A força do poema reside na clareza emocional e na coerência temática: abandono, mágoa e solidão articulam-se de forma linear. As fragilidades surgem na ortografia irregular, na colocação pronominal pouco natural e em algumas construções sintáticas que poderiam ser mais precisas, mas essas questões não comprometem a unidade formal. O conjunto apresenta uma voz poética centrada na vulnerabilidade e na dor afetiva.

Criado em: Hoje 20:33:10
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A Poesia é o Bálsamo Harmonioso da Alma
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