Poemas : 

Trivial

 
O café coado espera na mesa,
a torrada que é fruto do pão,
conta-se dinheiro para pagar despesa,
a poeira dorme na rachadura do chão.

Procuramos a caneta que estava na mão,
a meia sem par que sobrou da lavagem,
o barulho do trânsito da multidão,
o carro negro pede passagem.

Uma lista de compras dobrada no bolso,
à chave: o que custa girar?
A criança cutuca o moço,
a lâmpada fraca pisca naquele lar.

Sem grandes mistérios, tragédias ou glória,
o dia se escorre no ritmo normal.
É num pedacinho de tudo que se faz a história,
feita de detalhes do que é trivial.

 
Autor
felipelipelipe
 
Texto
Data
Leituras
17
Favoritos
0
Licença
Esta obra está protegida pela licença Creative Commons
0 pontos
0
0
0
Recentes
Aleatórios
Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.

Links patrocinados