Há um romance escrito em nosso ser,
sem tinta, sem autor e sem memória;
um livro que se escreve em nossa história,
antes que os olhos possam compreender.
O coração o aprende sem saber,
na entrelinha de um gesto, em cada glória;
e, mesmo quando a dor rasga a trajetória,
há sempre uma palavra a florescer.
No início, é luz que dança na esperança,
um breve encantamento a florescer,
um sonho que no peito ainda descansa.
Depois, vem o silêncio a nos dizer
que o fim, quando o amor ainda alcança,
é só outra maneira de nascer.
Fragmentos de Sonhos
(Isa)