Na noite silenciosa nada grita, tudo flutua
há no éter uma paz serena, cristalina
ela invade os corações de quem passa pela rua
e até a Lua, diante de tal beleza, se inclina ...
Coabitam a calma e a virtude da Criação
de quando Deus gerou a vida sobre a Terra,
mas a pena dos Poetas, aquela amarga solidão,
invade-nos a Alma e emerge "Mortos-de-guerra".
Nada fica como dantes, já nada é igual,
a vida vai passando, cansada, só por passar
e o Poeta vai escrevendo p'ra seu bem, p'ra seu mal,
só vivendo por viver, só amando por amar ...
No Chiado, meditando na vida, no destino e na
vontade de viver.
Ricardo Maria Louro